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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

  1. Sopra um vento gostoso em minha nuca enquanto percorro os caminhos de 2017, um ano do verbo Esperançar, pra mim! Almejei, sonhei, busquei, agi e tudo na companhia da esperança (espera), sempre acarinhada e conduzida por Ele, a Esperança. Foram tantas vivências, tantos afagos na minha alma que me pego desejosa e decidida em conjugar, o verbo Esperançar em 2018, também! Esperançar sempre trará um sorriso em nosso rosto, bem como o entendimento da responsabilidade que cada um de... nós temos na preparação e conquista das nossas próprias estradas e dos benefícios que elas podem ofertar aos de perto (Judeia), aos de longe (Samaria), e aos de muito longe (confins da terra). Esperançar não favorece tempos de lamentos, mas nos propicia oportunidades pelas estradas da vida, torna a viagem à expressão do propósito Dele, a Esperança materializada. É tudo um trabalho em conjunto, em parceria com humanos, como eu e você, sob o olhar da Esperança Eterna e o balizar do doce Espírito. Esperançar nos liberta dos elos do medo de tentar uma vez, mais uma vez e uma derradeira vez. Acredite, Esperançar não leva ao naufrágio, mas ao aprendizado e a ressignificação do percurso. Em minhas “andanças” de Esperançar algumas vezes me senti sozinha, cansada, saudosa, em silêncio, sem saber qual trilha era melhor, sem paciência, irritada... tudo sentimento de humano que ainda não está em corpo glorificado. Porém, sempre fui socorrida com uma palavra, um abraço, uma imagem, um mimo, um olhar, um aperto de mão, presentes materiais, elogios e muito mais. Fui confortada todas as vezes que se fez necessário! Esperançar em meio aos “vendavais” nem sempre é fácil, mas é possível, afinal Ele ainda está conosco e podemos clamar em pedido de socorro e seremos encontrados por Seu abraço e acalentados em Seus braços. Não tenho receio de ser substituída, entendi que o amor com o qual fui e sou amada, é o que sustenta minha existência aqui na terra dos viventes! O ano está quase terminando e só tenho a agradecer... Cada instante desse ano que está chegando ao fim, foi fotografado por meu coração, logo jamais será esquecido. Apenas carrego comigo a saudade companheira do tempo dos mortais e o Esperançar sempre com esperança, até cruzar os portões da eternidade. Daqui de terras potiguares, receba meu abraço em completa gratidão por sua amizade!
  1. É Natal outra vez e graças ao Milagre da Cruz, todos os dias têm a oportunidade de serem Natais, mesmo que essa data tenha sido instituída por humanos! E qual a razão de não celebrar? Entre tantos outros significados que o Natal possui, a gratidão é o meu desse ano! Sou agradecida por todos os natais de minha vida e por todos que estiveram e ainda estão comigo na estrada natalina, que nem sempre é colorida, festiva; mas é de grande crescimento para os que permitem. Sou agrade...cida pelo aprendizado na arte de viver e viver insistindo em tornar cada instante a altura do Milagre da Cruz. Já amanheceu aqui em terras potiguares, do meu jardim escuto os pássaros cantando e ainda sopra um ventinho gostoso e geladinho sobre mim... percebo o Milagre da Cruz também! Sou agradecida por todos os momentos fotografados pela tela mais sensível dos humanos, o coração. Foram tantos e todos com gosto de Milagre, mesmo os que entristeceram meu coração e até aqueles em que disse: Não precisava passar por isso! É Natal e eu celebro sim! Sabe, o sentido real do Natal é particular de cada um, portanto quem declara o viver natalino somos nós, no pessoal e no comunitário. Sou tão agradecida pelo aconchego, cuidado e conforto recebidos e por todos os afagos na minha alma ... É Natal outra vez e compreendo que a oração funciona como uma carta dirigida ao Milagre da Cruz em que manifesto meu desejo, falo dos meus sentimentos mais profundos buscando um socorro, um amparo. Porém, nem sempre a resposta que recebo é a que espero. Ainda assim, continua sendo Natal pra mim! Sou agradecida ao Milagre da Cruz por me propiciar a vivência da maternidade, por ter constituído uma família sujeita ao caminhar humano de alegrias, tristezas, aprendizados, fé... uma família real! Geralmente em nossas cartas/orações declaramos nosso desejo ideal, porém cabe ao Milagre da Cruz avaliar a forma do recebimento, o quando e o quanto e se podem ser atendidos. A cada um de nós é esperado o agradecer sempre, afinal ainda estamos em crescimento e acredite, só cessa ao cruzarmos os portões da eternidade. Porém, temos a liberdade dada pelo Milagre da Cruz de não agradecermos se assim desejarmos, e mesmo assim seremos compreendidos, pois muitas vezes a nossa dor é tão intensa que embota nossos sentidos e aí nossa visão fica comprometida, então silenciamos. É Natal em Natal e a Cidade do Sol ainda está quieta... Que o Milagre da Cruz possa ler/ouvir nossas cartas/orações encontrando em cada trecho o nosso coração grato. A todos de minha estrada natalina, envio meu abraço bem apertado sem qualquer pressa de soltá-los, agradecida por suas vidas serem Natais para mim todos os dias!É Natal outra vez e graças ao Milagre da Cruz, todos os dias têm a oportunidade de serem Natais, mesmo que essa data tenha sido instituída por humanos! E qual a razão de não celebrar? Entre tantos outros significados que o Natal possui, a gratidão é o meu desse ano! Sou agradecida por todos os natais de minha vida e por todos que estiveram e ainda estão comigo na estrada natalina, que nem sempre é colorida, festiva; mas é de grande crescimento para os que permitem. Sou agrade...cida pelo aprendizado É Natal outra vez e graças ao Milagre da Cruz, todos os dias têm a oportunidade de serem Natais, mesmo que essa data tenha sido instituída por humanos! E qual a razão de não celebrar? Entre tantos outros significados que o Natal possui, a gratidão é o meu desse ano! Sou agradecida por todos os natais de minha vida e por todos que estiveram e ainda estão comigo na estrada natalina, que nem sempre é colorida, festiva; mas é de grande crescimento para os que permitem. Sou agrade...cida pelo aprendizado na arte de viver e viver insistindo em tornar cada instante a altura do Milagre da Cruz. Já amanheceu aqui em terras potiguares, do meu jardim escuto os pássaros cantando e ainda sopra um ventinho gostoso e geladinho sobre mim... percebo o Milagre da Cruz também! Sou agradecida por todos os momentos fotografados pela tela mais sensível dos humanos, o coração. Foram tantos e todos com gosto de Milagre, mesmo os que entristeceram meu coração e até aqueles em que disse: Não precisava passar por isso! É Natal e eu celebro sim! Sabe, o sentido real do Natal é particular de cada um, portanto quem declara o viver natalino somos nós, no pessoal e no comunitário. Sou tão agradecida pelo aconchego, cuidado e conforto recebidos e por todos os afagos na minha alma ... É Natal outra vez e compreendo que a oração funciona como uma carta dirigida ao Milagre da Cruz em que manifesto meu desejo, falo dos meus sentimentos mais profundos buscando um socorro, um amparo. Porém, nem sempre a resposta que recebo é a que espero. Ainda assim, continua sendo Natal pra mim! Sou agradecida ao Milagre da Cruz por me propiciar a vivência da maternidade, por ter constituído uma família sujeita ao caminhar humano de alegrias, tristezas, aprendizados, fé... uma família real! Geralmente em nossas cartas/orações declaramos nosso desejo ideal, porém cabe ao Milagre da Cruz avaliar a forma do recebimento, o quando e o quanto e se podem ser atendidos. A cada um de nós é esperado o agradecer sempre, afinal ainda estamos em crescimento e acredite, só cessa ao cruzarmos os portões da eternidade. Porém, temos a liberdade dada pelo Milagre da Cruz de não agradecermos se assim desejarmos, e mesmo assim seremos compreendidos, pois muitas vezes a nossa dor é tão intensa que embota nossos sentidos e aí nossa visão fica comprometida, então silenciamos. É Natal em Natal e a Cidade do Sol ainda está quieta... Que o Milagre da Cruz possa ler/ouvir nossas cartas/orações encontrando em cada trecho o nosso coração grato. A todos de minha estrada natalina, envio meu abraço bem apertado sem qualquer pressa de soltá-los, agradecida por suas vidas serem Natais para mim todos os dias!na arte de viver e viver insistindo em tornar cada instante a altura do Milagre da Cruz. Já amanheceu aqui em terras potiguares, do meu jardim escuto os pássaros cantando e ainda sopra um ventinho gostoso e geladinho sobre mim... percebo o Milagre da Cruz também! Sou agradecida por todos os momentos fotografados pela tela mais sensível dos humanos, o coração. Foram tantos e todos com gosto de Milagre, mesmo os que entristeceram meu coração e até aqueles em que disse: Não precisava passar por isso! É Natal e eu celebro sim! Sabe, o sentido real do Natal é particular de cada um, portanto quem declara o viver natalino somos nós, no pessoal e no comunitário. Sou tão agradecida pelo aconchego, cuidado e conforto recebidos e por todos os afagos na minha alma ... É Natal outra vez e compreendo que a oração funciona como uma carta dirigida ao Milagre da Cruz em que manifesto meu desejo, falo dos meus sentimentos mais profundos buscando um socorro, um amparo. Porém, nem sempre a resposta que recebo é a que espero. Ainda assim, continua sendo Natal pra mim! Sou agradecida ao Milagre da Cruz por me propiciar a vivência da maternidade, por ter constituído uma família sujeita ao caminhar humano de alegrias, tristezas, aprendizados, fé... uma família real! Geralmente em nossas cartas/orações declaramos nosso desejo ideal, porém cabe ao Milagre da Cruz avaliar a forma do recebimento, o quando e o quanto e se podem ser atendidos. A cada um de nós é esperado o agradecer sempre, afinal ainda estamos em crescimento e acredite, só cessa ao cruzarmos os portões da eternidade. Porém, temos a liberdade dada pelo Milagre da Cruz de não agradecermos se assim desejarmos, e mesmo assim seremos compreendidos, pois muitas vezes a nossa dor é tão intensa que embota nossos sentidos e aí nossa visão fica comprometida, então silenciamos. É Natal em Natal e a Cidade do Sol ainda está quieta... Que o Milagre da Cruz possa ler/ouvir nossas cartas/orações encontrando em cada trecho o nosso coração grato. A todos de minha estrada natalina, envio meu abraço bem apertado sem qualquer pressa de soltá-los, agradecida por suas vidas serem Natais para mim todos os dias!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017


Então ela disse: Minha vida tem sido de dores. Não consigo lidar com tudo isso... “partir” é a única solução pra mim... descansarei! Muito tenho ouvido e lido sobre os motivos que levam ou levaram alguém a tirar sua própria vida, o que poderia ter sido feito e etc. Nesta breve reflexão quero falar um tantinho sobre a dor, aquela que chega a abrir “feridas” na alma e nem sempre damos a importância que merecem, culminando com o suicídio. Acredito que quando alguém pensa em “partir”, essa pessoa quer na verdade é matar, extirpar a dor, mas nunca a sua vida. Estamos vivendo a época dos super heróis, do imediatismo, dos relacionamentos virtuais perfeitos... Temos vivido sem diálogos presenciais, aqueles em que tocamos no outro, vemos seu rosto e todo o sentimento expresso pelo mesmo e também, permitimos sermos vistos... Temos vivido ignorando palavras amáveis, olhares afetuosos, abraços calorosos, beijos amorosos... Temos vivido sem olhar para os lados ou para trás. Temos acreditado que olhar para frente é o que nos faz bem sucedido, próspero, feliz! Dificilmente choramos ou ouvimos mais de uma vez com o outro, pois nos tornamos adeptos da cultura de que pedir ajuda ou não conseguir “olhar para frente”, é sinal de fraqueza ou quem sabe, até de erros e/ou pecados. Infelizmente temos confundido a dor da alma com desvio de caráter, personalidade e possíveis pecados! Ultimamente, cristãos justificam tudo que acontece ao homem com a lei Bíblica da Semeadura e da Colheita, como se não tivéssemos recebido o mandamento de amar uns aos outro, estendendo a mão na caminhada, oferecendo o ombro amigo, fazendo do Evangelho uma verdade prática pessoal e coletiva. Penso que é mais importante agir como cristão, queridos! Cristão não só faz orações, cresceu em uma família cristã ou ministra a Palavra. Embora cada uma dessas coisas possa fazer parte da experiência cristã, não é isso o que “faz” um cristão. Ser cristão é entender que a Salvação foi conquistada e garantida no madeiro e só a perdemos por blasfêmia contra o Espírito Santo (Mc 3.28-30). Temos egoisticamente dito: Esse problema não é meu! Temos julgado e condenado àquele que sofre na alma, esquecendo que somos um espírito que habita em um corpo, ainda não glorificado. A dor da alma é dilacerante, embota os sentidos, fragiliza o ser. Estar em Cristo é entender de misericórdia, de percorrer os caminhos da ciência em busca de ajuda aos que necessitam, impedindo que o desespero suplante a vida. Somos responsáveis por aqueles que sofrem na alma e por aqueles que vivem suas vidas sendo fortalezas para outros (muitos adoecem ao longo da caminhada por não poderem ser simplesmente humanos). Todos, sem exceção necessitamos de aconchego, compreensão e atitudes dignas da Graça. Termino esse dia agradecida ao Eterno por minha humanidade e por todas as vezes que necessitei me levantar, pedir socorro, chorar e encontrei um humano como eu, caminhando ao meu lado, me oferecendo seu tempo. Sintam-se todos abraçados por mim, daqui de terras potiguares!


sexta-feira, 24 de novembro de 2017


Feliz Dia das crianças! Um dia que não lembro quando, observei que ela estava se esquecendo rápido das coisas, não conseguia mais aprender coisas novas, mas ainda conseguia manter uma conversa, fazer palavras cruzadas, jogar dominó... outro dia, observei que ela tinha dificuldades na fala e linguagem, já não conseguia se vestir sozinha e ficava em dúvida qual talher na mesa usar, passando a segurar a borda do prato com a mão esquerda. Ela já não cuidava mais da higiene pessoal e eu me assustava com tudo... Ela já não consegue lembrar e aí fica confusa, nervosa, agressiva... ela tem dificuldade pra caminhar, imagina coisas, fala sozinha, ela dobra várias vezes a mesma peça de roupa, faz birra, conta o dinheiro da carteira exaustivamente, não desenha se quer um relógio, esquece de beber água e se almoçou, porém não esquece de bolo e diz que “é muito gostoso”. Ela é capaz de ficar sentada na mesma posição por horas a fio... Tem dias que essa criança está tão distante que não se consegue penetrar no seu mundo. Ela não abraça mais, às vezes tem medo de ficar sozinha, e como toda criança pequena, usa fralda... Ela é capaz de trocar qualquer coisa por um pacote de jujuba! Nesse dia dedicado à criança, a minha homenagem é pra senhora mamãe, em agradecimento por ter cuidado das suas crianças, não importando de foi austera ou doce, repressora ou amorosa, com ou sem afetividade... não importa mais! Obrigada mamãe por ter me transformado, sem querer, na “mamãe Didi” das suas crianças!

Pausas na vida são necessárias.... Nessa madrugada de novembro/2017, medito sobre a necessidade de se fazer pausas na vida para que se possa avaliar a caminhada da nossa existência. Pausas na vida são necessárias para que possamos confrontar nossos medos, angústias, perdas, inseguranças... Pausas na vida são necessárias para que se possa ouvir com clareza o discurso próprio e dos outros, avaliando e buscando compreender o que de fato estava por trás de cada palavra, atitude, desconfiança... Pausas na vida são necessárias para que possamos proferir palavras de respeito às memórias passadas, pois certamente essas memórias transformaram-se em aprendizado... Pausas na vida são necessárias para que não se apague momentos e ao olharmos, vejamos realmente as alternativas que se apresentam, aceitando o desafio ou não, de se acreditar na mais simples justificativa dada por alguém, mesmo que pareça pouco provável de ter acontecido... Pausas na vida são necessárias para que não nos percamos nas hipóteses da jornada, mas que busquemos com afinco aceitar que mesmo diante das dificuldades, a felicidade, o gozo e o contentamento são possíveis, afinal o Espírito ainda está conosco... Pausas na vida são necessárias para que a ressignificação encontre guarida e possibilidades nos seres criados a imagem e semelhança com o Eterno, em seus espíritos... Pausas na vida são necessárias para que desfrutemos de alegrias, conquistas e experiências das mais diversas, afinal somos seres de possibilidades! Pausas na vida são necessárias para que se eternizem momentos em apenas um suspiro, um sorriso, um olhar, um silêncio, um último olhar... Queridos, pausas na vida não são sinônimos de estar perdido, sem rumo! Acredite: a condição humana requer muitas vezes momentos de introspecção e até afastamento físico, para que então se possa seguir na estrada da vida, com saúde emocional, psíquica e espiritual. Estar às vezes distante do fazer religioso comunitário, nem sempre significa estar fora da comunhão e do partir do Pão! Particularmente, entendo a prática religiosa genuína também; como muitas vezes, a necessidade de se fazer “pausas na vida” por toda a nossa existência, objetivando admitir a condição humana e a dependência do Eterno, até cruzarmos os portões da eternidade. Receba meu abraço daqui de terras potiguares!


quarta-feira, 27 de setembro de 2017


Termino esse dia refletindo sobre o verbo ressignificar, como uma maneira de continuar a caminhada de forma feliz e produtiva. Ressignificar é dar um novo significado a alguma experiência. Ultimamente estou passando por uma das melhores e mais ricas experiências da minha vida: Ressignificar. Tem valido a pena, tem sido enriquecedora! Penso que algumas coisas que nos rodeiam, os sentimentos e o que influencia nossas atitudes e as decisões que tomamos, se resume a um só conceito: Visão! A forma como vejo as experiências determinará como sairei das mesmas. Na caminhada da nossa existência somos responsáveis pelas escolhas e decisões dessa caminhada, e quando conseguimos enxergar com a compreensão de que temos o livre arbítrio, a autoridade de encontrar a solução nos próprios problemas enfrentados, entendemos que somos responsáveis pela nossa própria felicidade e pela a alegria de fazer parte da Criação. Isso é a arte de Ressignificar! E aí você me pergunta: Você chama de arte? Chamo de arte querido, porque não é fácil, mas é possível buscar desenvolver a ressignificação sobre quem somos todos os dias, o que esperamos de nós mesmos e como vamos lidar com nossas próprias decisões e também com as incompreensões. Tenho procurado enxergar a vida com seus matizes da forma que desejo vê-la, sabendo que todos os dias não são iguais e que posso fazê-los serem bons, mesmo quando não são. Não fique angustiado por causa de seus erros, tire algo bom dos mesmos, só assim você acertará depois, pois nem sempre somos responsáveis pelo resultado das nossas escolhas, porém somos capazes de tornar as nossas próximas ações, os meios para não repetir o que não deu certo, o que nos entristeceu, deixando fissuras em nossas emoções. Um novo dia começa nesse momento e desejo que sejamos capazes de nos permitir chorar, sofrer e se arrepender, mas que esse processo de lamentação seja breve, uma vez que é totalmente desnecessário assistir a vida passar ancorado em lamentações. Estamos em constante aprendizado, à perfeição nos espera ao cruzarmos os portões da eternidade! Sinta-se acarinhado por mim daqui de terras potiguares.


sábado, 29 de julho de 2017


Penso que saudade só sente quem esteve com alguém ou em algum lugar! Saudade é cheiro, riso, carta/email/zap, bronca, conselho, ausência física, um olhar, um derradeiro olhar, um aceno de mão, um beijo, um “caquiado”, um abraço... Sentir saudade é trazer pra pertinho todo o sentimento que muitas das vezes não é de alegria. Porém, quero caminhar de forma breve nos caminhos da saudade alegria, contentamento, gratidão, amor, mas que nunca deixará de ter uma pontadinha de tristeza, aquela reservada aos mortais como eu e você, pois partida, separação são coisas que não lidamos muito bem, afinal não estamos ainda em corpo glorificado! A saudade tem o poder de materialização e isso sempre será lenitivo para os mortais, acredite nisso! Essa saudade (alguém ou algum lugar) muitas vezes está a uma batida do coração de distância... Saudade é aproveitar aquele instante do tempo e aconchegar-se em um abraço. Sei que muitas vezes, é de um instante só que precisamos nesse tempo, para falar da nossa saudade e de tudo que não tivemos tempo de dizer. Há dias em que olhamos para o Eterno e dizemos: Me conceda mais um único instante! Queridos, a saudade é companheira nossa até o dia que cruzarmos os portões da eternidade para nunca mais nos separarmos! Saudade é sentir o vento soprar sobre nós fazendo o nosso rosto se iluminar em um sorriso, para então suspirarmos por alguém ou algum lugar. Receba meu abraço daqui da linda Cidade do Sol que tanto aquece meu coração, ele é longo, apertado e sem qualquer pressa de soltar.

sexta-feira, 10 de março de 2017


Foi assim... O sol se punha na foz do rio Potengi e a lua era testemunha... O vento soprava delicado e eu observava os pescadores, seus barcos e as dezenas de olhares sobre vocês... Tudo estava perfeito e um turbilhão de imagens ocupavam minha mente... Qual momento deixei passar? Em que ocasião você começou caminhar sozinho? A que horas você deitou em sua cama como criança e ergueu-se um homem? Eu não tive tempo de tanta coisa... Então caminhei ao seu lado, como a minha promessa materializada! Esse foi o meu segundo maior momento com você e ainda ouvia minha canção preferida! O sol se punha na foz do rio Potengi e o sentimento que me invadia era o de gratidão ao Eterno, pois o seu sonho era meu também! Tomada por uma forte emoção revivi minha trajetória de vida quando saí das minhas raízes em busca de conhecimento acreditando que um dia voltaria, e então as margens do “rio que brilha” e nos variados matizes do verde das minhas matas, imaginei que você cresceria e constituiria uma família... Não voltei! Você nasceu e cresceu à beira mar, mas constituiu uma família às margens de um rio, não o “rio que brilha”, mas o Potengi, o rio que deu origem a linda Cidade do Sol. A medida que o sol se punha era envolvida por um encantamento e uma alegria reservada somente aos mortais, como nós, sem contudo deixar de sorver cada palavra vinda do altar, pois naquele momento entregava o meu “tesouro”, a minha “joia rara”, o meu “bem”, o “amor da minha vida”, a “minha semente” à também, uma joia rara e preciosa que encantou meu coração. Desejei que esse momento fosse paralisado, mas o Eterno permitiu que fosse gravado pela máquina mais sensível, o meu coração e ainda me surpreendeu com as doces águas das margens do Potengi e a linda lua que iluminava esse momento, lembrando-me que ainda hoje Ele faz afagos na alma humana pelo simples prazer de nos ver sorrir! Depois de muitos meses desse momento, o vento daqui da minha varanda sopra sobre mim como um abraço dizendo: Eu lhe visitei, mulher. Você é bem aventurada! Queridos, só quem tem o prazer e alegria de dividir o que tem de melhor, de mais precioso, consegue somar na caminhada! Já é madrugada e envio-lhes o meu abraço no mais completo silêncio em que só os nossos corações compreenderão as palavras jamais proferidas, mas sentidas em nossas almas. E foi assim, as margens do Potengi que o Mestre da alma humana, prazerosamente afagou a minha alma, conduzindo-me aos matizes do descanso, fé, esperança, alegria e amor!


sábado, 19 de novembro de 2016


Já é madrugada na cidade do rio que brilha... O silêncio é ouvido interrompido vez por outra, pelas batidas de um coração que desliza ao encontro dos lagos e igarapés... No rio que brilha as braçadas são de esperanças diariamente renovadas pela força de suas águas. No rio que brilha o acalento chega com os paneiros de pescados, pois a simplicidade é o que faz a alegria e o contentamento habitarem em completa harmonia nas ruas por onde passa. Já é madrugada e a saudade conversa com a partida e fazem uma aliança para a eternidade de sempre se encontrarem, não importando se na cheia ou vazante, se na foz ou quando suas águas se encontram sem se misturarem, pois o que conta mesmo é correrem se olhando, respeitando e amando! Nesse silêncio da despedida, estar distante sempre será a agonia pelo retorno de novamente andar pelas águas que brilham e encantam... Já é madrugada e todo minuto é apreciado, eternizado pela lente mais sensível do corpo humano, o coração. E assim a vida segue afirmando que o tempo é hoje, a felicidade é agora, a oportunidade é o momento sempre presente, a dor é passado, a perda é porta para a ressignificação, pois seres de possibilidades acreditam sempre em renovos. Esse rio é minha rua, é o afago mais esperado pela alma, é o sorriso largo, é identidade do ser, é açaí, tacacá, cupuaçu, bacuri, vatapá, charutinho bem fritinho, é farinha, é pimenta de cheiro, maniçoba, é pôr do sol, é lua cheia, é a Pérola do Tapajós! Sintam-se todos acarinhados por mim daqui das minhas paragens, a Santarém do meu amor.