Quando lemos Rm 8.28 em seu contexto, nós podemos dar uma resposta positiva à questão da dor e do sofrimento no mundo. Não vemos nada de bom na miséria e nos desastres deste mundo, mas este mundo não é toda a realidade que existe. Há um “até então...”. Há um lugar além do horizonte do qual nossos sentidos podem apreender, e é mais real e mais duradouro do que o que experimentamos nesta casca mortal. Deus está usando o presente, até mesmo um presente miserável, para nos conformar à imagem do seu Filho. Se definirmos o que é “bom” como apenas o que podemos ver nesta vida, então perdemos a mensagem deste texto. Pois, como Paulo havia dito antes no mesmo capítulo, “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18). Os cristãos tendem a deturpar o sentido de textos como Rm 8.28, acreditando e ensinando que se nossas vidas forem confortáveis, se tivermos riquezas, boa saúde, então, está tudo bem! Mas, este não era o “bem” que Paulo tinha em mente, e este não é o alvo da vida cristã! Consegui me fazer entender? Crer também é pensar queridos!
O mundo cristão tem vivido momentos de grandes confusões teológicas e infindáveis discórdias doutrinárias. O homem serve a um Deus maravilhoso que tem prazer em expressar Seu coração e revelar Seus pensamentos! Esses pensamentos jamais contradizem as Escrituras, as quais são úteis para o seu ensino, correção, repreensão e exortação. Aqui vocês encontrarão reflexões do que penso e acredito sobre vários assuntos teológicos que venho estudando ao longo dos anos. Ao meu Deus seja toda a glória!
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Pensando como cristã, escrevendo como cristã...
O contexto geral de Rm 8.28 é um em que Paulo trata do viver pelo poder do Espírito em meio ao sofrimento e a dor. Paulo não era indiferente ao sofrimento, ele tinha consciência de que não estava em “corpo glorificado”! Suas várias experiências a ponto de morte, açoitamentos, prisões, e perseguições foram suficientes para erradicar qualquer ingenuidade que pudesse se ocultar em seu coração. No contexto imediato, dentro do próprio versículo, Paulo expressa os pré-requisitos para o que é “bom” (ou “bem”, NT) acontecer: “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo não está dando esta promessa para todas as pessoas, mas apenas para aqueles “que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Mas o que isto significa? Significa que aqueles que amam a Deus são, de acordo com este contexto, cristãos, porque eles são chamados de acordo com o propósito de Deus (note o v. 30: os “chamados” são também os “justificados,” que serão “glorificados”). Alguns entendem o particípio presente “que amam” como uma condição temporal, como se ele quisesse dizer: “Enquanto você amar Deus, as coisas vão cooperar, mas quando você não estiver mais amando a Deus, as coisas não vão cooperar para o seu bem.” Esta interpretação, todavia, é improvável. Primeiro, o tempo desta construção grega é muito provavelmente um presente gnômico (atemporal), assim indicando uma característica, em vez de uma condição temporal. Segundo, os versículos seguintes (vv. 29-30) falam da nossa conformidade a Cristo, nossa glorificação, como um resultado inevitável daqueles que amam a Deus. E isto não depende do quanto nós amamos a Deus, mas da obra que Cristo fez na cruz. Paulo conclui este capítulo explicitamente declarando que nada pode nos separar do amor de Deus (vv. 38-39)! E, por inferência, isto incluiria até aqueles lapsos temporários do nosso amor pelo Salvador (rsrsr).
Breve reflexão sobre Excelência...
Excelência não é a perfeição. Excelência é buscar melhorar-se a cada dia nas pequenas coisas! Excelência não quer dizer que você tenha que ser melhor do que todo mundo, mas significa que você deve estar fazendo o seu melhor.
O oposto de “excelente” não é ruim, nem péssimo. É medíocre! A palavra medíocre significa, em seu sentido original, “na metade da montanha”. É a imagem daquele que está escalando e, na metade do percurso para chegar ao topo, desiste. É o que se acomoda com menos do que o ponto mais alto!
Servimos a um Deus comprometido com a Excelência! Independentemente do lugar em que trabalhemos e da função que exerçamos, Ele pede de nós o melhor! E a recompensa maior será ouvir isto: “Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei” (Mt 25.23). Pense nisso com carinho!
O oposto de “excelente” não é ruim, nem péssimo. É medíocre! A palavra medíocre significa, em seu sentido original, “na metade da montanha”. É a imagem daquele que está escalando e, na metade do percurso para chegar ao topo, desiste. É o que se acomoda com menos do que o ponto mais alto!
Servimos a um Deus comprometido com a Excelência! Independentemente do lugar em que trabalhemos e da função que exerçamos, Ele pede de nós o melhor! E a recompensa maior será ouvir isto: “Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei” (Mt 25.23). Pense nisso com carinho!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Meditando sobre "Semente do Mal"
Pecado é uma coisa séria, e é levado a sério por Deus, embora homens muitas vezes o tratem de forma branda. Deus requer que sejamos santos (separados) em toda a nossa maneira de viver (I Pe 1.16)! Em vista disso, é natural que Deus puna o pecado (Êx 20.5). Ao pecar (lá no Éden), o homem acolheu dentro de si a semente da morte, a semente do pecado. Esse é um princípio bíblico: toda palavra é uma semente! Quando eles (Adão e Eva) acolheram aquela palavra (semente) dita por Lúcifer, o que iria dar? O pecado! O resultado do pecado é a morte! (Is 59.1,2; Rm 6.23). Sabemos que o mal flui naturalmente do homem, porque ele está enraizado na natureza humana desde a queda de Adão, portanto, todos temos a semente do mal! Não é encontrada apenas nos homens que suas obras são más ou que pensamos que são! Acreditem queridos, é errado biblicamente, rotularmos quem quer que seja como “semente do mal” ou “fruto de semente do mal”! A produção no coração do homem natural é de natureza completamente pecaminosa, se não bastasse somente isso, durante toda a vida de um homem não regenerado, Satanás ainda trabalha para infestar mais e mais esse coração. Há uma lei natural chamada biogênese que diz que vida gera vida! Se o velho homem ganha vida no homem regenerado ele gerará vida pecaminosa, frutos pecaminosos e obras pecaminosas. Por isso o cuidado deve ser diário, devemos assimilar essa verdade no nosso coração! Num coração regenerado, só pode existir espaço para a boa semente germinar, crescer e frutificar. Essa semente é de bênção e não de maldição, é de paz de não de guerra, é de humildade e não de soberba, é de amor e não de ódio, é de esperança e não de desânimo, é de prudência e não de desatinos, é de alegria e não de tristeza, é de palavras encorajadoras e não de maldição, é de um falar calmo, sereno e tranquilo e não de desentendimentos e confusões, é de união e não de separação, é de cuidado com as almas e não de indiferença, é de servir e não de orgulhar-se, é de velar e não de desprezar, é de um olhar doce e de segurança e não de altivez, é de caráter e não de falso testemunho, é de excelência e não de mediocridade... Então, o coração deve ser cuidado, e deve ser cultivado com as sementes santas! O que tem saído dos nossos corações? O que sua boca tem professado sobre seus irmãos? Hoje, a Palavra de Deus vem ao nosso encontro; não para nos condenar, mas para nos acordar para uma realidade, tal como um pai e uma mãe fazem para com o filho. Um lugar onde Deus reina não há espaço para as injustiças, as guerras, etc... Saiba que Deus não se alegra com a “morte” do pecador! Um peso e duas medidas não faz parte dos ensinamentos bíblicos, pense nisso com temor e tremor!
Meditando sobre afronta...
Meditando sobre afronta, encontrei no Sl 56.4 o seguinte: "Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um simples mortal?". Perceba que, se retirarmos o trecho “cuja palavra eu exalto”, que é o aposto, a frase continua tendo sentido e ainda podemos compreendê-la! O salmista queria dizer, trocando em miúdos, que estava pondo sua confiança em Deus e, portanto, não havia porque temer! Afinal, o que homens podem fazer contra alguém que põe sua confiança no Todo-poderoso? Nada! O aposto pode até ser desnecessário para a compreensão da frase de uma forma geral, que nos fala sobre o ato do salmista (confiar em Deus). Entretanto, é crucial para que compreendamos algo além do que os olhos poderiam ver: a sua Atitude! Não devemos confiar em Deus simplesmente porque não temos escolha e um milagre é tudo que nos resta, ainda que esta seja a situação em que nos encontramos. Entenda: a nossa motivação para confiar em Deus não deve ser o desespero ou a falta de opção, mas a certeza de que a Sua Palavra é fiel! Queridos, aí está a diferença entre aqueles que recebem o socorro de Deus e os que assistem a vitória dos outros! A verdadeira confiança é aquela que se expressa em louvor, em exaltação à Palavra de Deus. O segredo do salmista está dentro daquele aposto. Ele exaltava a Palavra porque confiava Nela, ele louvava a Deus por Suas promessas e sabia o que elas continham: segurança, paz, prosperidade, livramento… isso era suficiente pra ele! Deus e a Sua Palavra são um! Crer também é pensar!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Toda Autoridade Espiritual tem que ter respaldo Moral
No ambiente espiritual as coisas se desenvolvem de uma maneira sobrenatural e a interferência humana é mínima ou nenhuma, pois os fatos e os desdobramentos dos acontecimentos nesse cenário não podem ser controlados pelo homem. O cristão ingenuamente, às vezes, sonha com a possibilidade de manipular esse “mundo espiritual”, com a facilidade que manipula a maioria das coisas no mundo material, reivindicando para isso a autoridade do nome de Jesus, ou através das práticas de jejuns e orações, por exemplo, utilizando-os como controles remotos do céu ou alavancas para mover a mão de Deus e não apenas como instrumentos de relacionamento com Ele! A Palavra de Deus contém toda Autoridade Espiritual e moral, já os homens que a conhecem e dela se utilizam não (Mt 23.1-3)! Portanto, temos que estar atentos com alguns aproveitadores da boa fé cristã que se apropriam de uma autoridade espiritual jamais dada a qualquer homem, e muito menos quando estes não têm qualquer autoridade moral para tanto! A maioria deles se utiliza dos exemplos dos ensinos do Antigo Testamento na tentativa de darem respaldo as suas megalomanias espirituais, que na verdade têm razões materiais, além da cobiça por poder para subjugar e manipular o rebanho, dizendo-se “espiritualmente ungidos” e, portanto de uma “classe espiritual diferenciada e superior”, para justificar arrogância, prepotência, falcatruas e desmandos e falta de amor, temor e tremor!
A Autoridade Espiritual não é nossa. É dEle e está a serviço dEle, para os Seus propósitos! Quando a Bíblia nos ensina a usarmos essa Autoridade, que está em Seu nome, para interferir nessa realidade em que vivemos, é para fazermos isso com a autoridade moral que só tem aquele que faz a sua vontade, na verdade, pedimos algo que já é de Seu querer, caso contrário Ele não o faria (Jo 15. 14-16). É por isso que muitos são alcançados com milagres, até pelas orações dos que não tem qualquer autoridade moral, pois de fato Deus não está fazendo a vontade deles, más a Sua que é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2). Fatalmente chegará o dia em que esses tais pretenderão utilizar essa “autoridade espiritual”, que julgam ter, para validarem a própria salvação, porém terrível será a resposta dAquele que definitivamente tem toda autoridade nos céus e na terra: "Nem todo aquele que me diz: “Senhor, Senhor”, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?”. Então eu lhes direi claramente: “Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal”! (Mt 7. 21-23). Crer também é pensar!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
O Discipulador...
Jesus definiu o discipulado como uma relação comprometida e pessoal (Mt 28.18-20)! Na cultura moderna, quase tudo é descartável, incluindo relacionamentos! Deixamos de crescer com nossas dificuldades e conflitos, fazendo do escape uma solução, ou até mesmo fingindo que tudo vai bem. Infelizmente, como poderemos ser um discipulador se não sabemos nos relacionar primeiramente conosco mesmo? Como ser um discipulador se temos uma saúde emocional comprometida? Como ser um discipulador se nossa família vive conflitos domésticos sérios? Como ser um discipulador se não aceitamos ser supervisionados, ensinados e de certa forma, corrigidos, para que se evite erros irreparáveis, tristezas e até perdas ministeriais? O apóstolo Paulo diz aos irmãos em Éfeso: “Cuidem de vocês mesmos...” (At 20.28)! Ninguém faz a Obra do Senhor sozinho, somos uma equipe e precisamos uns dos outros! Quem está por trás do discipulador? A equipe (a congregação)! Todos são importantes, pois o discipulador faz desse convívio um importante encontro com Jesus diariamente, onde a revelação do Pai se manifesta em tudo o que faz de forma especial! O discipulador é amigo, e como tal; aceita que outro amigo (da congregação ou de fora) exponha em amor suas falhas, pois é assim que age com todos e dessa forma há correção e não perdas! Queridos, precisamos de amigos, pois eles nos lembram; que não estamos em “corpo glorificado” ainda (Fl 3.20,21)! Portanto, mesmo estando em posição de autoridade, podemos cometer erros. Não estamos acima de ninguém! Quais são os seus propósitos como discipulador e como Igreja? Você realmente sabe pra quem trabalha, a quem serve? Em qual lugar da “estrada” você se perdeu da companhia de Deus? O caminho era reto e você preferiu a bifurcação? Volte! Você apenas tem sobrevivido! Volte para a companhia do Pai!
sábado, 19 de novembro de 2011
Hoje é dia da Bandeira!
Hoje é o Dia da Bandeira!! “Salve lindo pendão da esperança. Salve símbolo augusto da paz! Tua nobre presença à lembrança. A grandeza da Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra, em nosso peito juvenil, querido símbolo da terra, da amada terra do Brasil.” (Trecho do Hino a Bandeira). O dia da Bandeira é um dos momentos de lembrarmos e homenagearmos os símbolos que representam nossa pátria. A cada dia o civismo brasileiro é colocado à prova e sempre que o povo brasileiro encontra-se nos seus momentos de gloria ou de dor temos tremulando sobre nossas cabeças a imponente Bandeira do Brasil, símbolo de glórias passadas e futuras! As quatro cores da Bandeira Nacional representam simbolicamente as famílias reais de que descende D. Pedro I, idealizador da Bandeira do Império. Com o passar do tempo esta informação foi sendo substituída por uma adaptação feita pelo povo brasileiro. Dentro deste contexto, o verde passou a representar as matas, o amarelo as riquezas do Brasil, o azul o seu céu e o branco a paz que deve reinar em nossa pátria.
Viver é uma aventura, uma aventura perigosa! A estrada da vida está juncada de espinhos, armadilhas e “minas” prontas a explodirem. Cristianismo não é uma apólice de seguro contra os acidentes da viagem rumo à Canaã celestial! Acredite: temos dupla cidadania mesmo assim!
Qual bandeira será hasteada hoje? Em que “monte” ela está fincada? Ela está tremulando livremente ao som do vento e na força da fé? O “Sol da Justiça” tem aquecido o teu solo? Queres subir e contemplar o brilho dessa flâmula altaneira? A bandeira do Cristianismo tem uma cruz vermelha representando a fé cristã, o amor de Deus e a promessa de vida eterna! O azul em volta representando a fidelidade dos cristãos e o fundo branco significando pureza, inocência e paz! Essa é a bandeira que devemos arvorar todos os dias como soldados; fazendo no solo hasteada a “Pátria Mãe”, o Monte Santo do Senhor! Uma bandeira erguida é sinal de autoridade e respeito por direito! Ela nos remete a uma lembrança heroica de conquista, de independência e de poder, a qual homens e mulheres vêm com respeito e admiração. Erguer uma bandeira é identificar-se com ela! Qual bandeira será hasteada hoje? Hastearei as duas!!!
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Nem só de pão vive o homem...
O estudo é para a vida intelectual, o que a oração é para a vida espiritual. Sem o estudo ou o aprendizado a vida espiritual torna-se superficial e meramente sentimental, e a fé pode facilmente ser destruída por argumentos falaciosos dos que não têm compromisso com a Palavra. É o estudo da doutrina que fundamenta a fé, pois, “Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4) . Cada ser humano é um ser moral! Nossas mentes foram constituídas de tal maneira que somos capazes de perceber uma certa qualidade moral nas ações, podendo aprová-las ou não. Não podemos ignorar que existe um disseminado sentimento negativo contra o estudo sistemático das Escrituras. Em alguns meios cristãos esta mentalidade é difundida e confundida com a verdadeira espiritualidade. Uma espiritualidade irracional, em que o Espírito Santo somente age onde a mente não atrapalha! Este “sentir” e “experimentar” tem se tornado o critério da verdade, que passa a ser subjetiva e não verificável. Assim, a sociedade pós-moderna tem seu cenário preparado por esta sutil mentalidade (falaciosa). Este sentimentalismo rejeita qualquer elaboração doutrinária que dependa da lógica, como se esta fosse algo puramente carnal, e não uma dádiva de Deus, para o correto raciocínio das matérias sagradas.
No finalzinho de sua carreira, Paulo escreveu a Timóteo. Ele tinha lido e estudado a Bíblia (Antigo Testamento) a sua vida toda! Mas agora, mesmo no final da linha, a fim de manter a sua alma viva, ele pede que seu filho na fé lhe trouxesse os seus “livros, especialmente os pergaminhos (rolos contendo o Antigo Testamento)” (II Tm 4.13). Que lição! Você quer se manter estimulado na leitura da Bíblia? Então leia e, principalmente, estude as Escrituras acompanhada de bons livros! Este é o segredo de Paulo e de todos os grandes homens e mulheres de fé de todos os tempos! Cada porção das Escrituras revela um padrão ético e moral que supera em muito os padrões esperados de homens e mulheres comuns. O foco da ética e moralidade bíblicas não se atém apenas ao que a pessoa faz, mas ao que a pessoa é! Queridos crer também é pensar!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Ainda sobre mudanças...
Ainda sobre mudanças... Na vida de cada um de nós existe um momento que nos separa do que éramos, para nos transformar no que somos hoje! Alguns são marcados por uma experiência traumática, outros são marcados por um novo emprego, que veio a mudar sua perspectiva de vida, outros são marcados por um momento de extrema alegria como o nascimento de um filho, entre outras coisas. A realidade é que todos nós temos um momento em nossas vidas em que deixamos de ser algo para nos tornarmos outra pessoa, melhor ou pior! A luta constante contra a ansiedade, o impulso quase incontrolável de agir por seus próprios meios e força, são difíceis realidades de muitos. Nem sempre é fácil compreender na prática que "Todo propósito tem um tempo determinado por Deus para acontecer" (Ec 3.1)! Vivemos situações e enfrentamos circunstâncias que aparentam necessitar de respostas e soluções urgentes, mas nesses momentos cruciais parece que tudo está acontecendo em câmera lenta, e a ansiedade se transfigura em uma aflição, angustiante, quase letal.
Há saída para o que estamos vivendo? Acredito que sim! Acredito que há uma saída e ela está no resgate do valor intrínseco da existência! Acredito que a vida como um todo, e a vida humana em especial, surgiu pela ação de um Criador, onde a vida humana não existia, passando a existir pela decisão e ação de um Criador pessoal. A Bíblia fala do fôlego da vida para referir-se ao elemento vital que foi doado pelo Criador para que passássemos a existir. A vida é um presente de grande valor! Sob a ótica da criação, é fácil entender isso... Deus doou parte de Sua essência vital, soprou o fôlego da vida e nos presenteou com a existência! A vida então se reveste de sacralidade, assume a imagem de quem a gerou (Gn 1.26, 2.7). A vida humana é o bem mais precioso de que dispomos. A única que irá transpor a eternidade! Preservá-la, protege-la, amá-la e vivê-la com amor faz parte das expressões mais elevadas do caráter de Deus. Portanto, permita-se mudar ou se preferir, ser mudado para melhor usufruir das benesses do Pai de Amor!!
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Meditando sobre mudanças...
Mudanças... Ao longo de minha jornada tenho passado por muitas mudanças! Mudanças necessárias, oportunas, buscadas, inesperadas, dolorosas, felizes, mudanças que têm me feito crescer! Porém, mudança significa lidar com o desconhecido e por essa razão, muitas vezes o medo assola nossa alma nos levando a desistir, parar, nos fechar em nós mesmos, perder oportunidades, romper com pessoas, matar sonhos, etc, etc, etc. Mudanças trazem o novo, e isso pode ser tanto ameaçador quanto exaustivo! Acredite a mudança sempre vai requerer mais da nossa atenção! Já que a mudança é inevitável, precisamos compreender como ela nos afeta para que avancemos nelas e não lutemos contra, abrindo porta para a discórdia. Quando abraçamos a mudança, em vez de resisti-la, nos inclinamos a continuar a viver em harmonia com os outros, liberando dessa maneira o fluxo da força de Deus e as bênçãos em nossa vida.
Observando a criação, percebemos que ela vive em constante mudança, a vida em sua essência é dinâmica! A natureza, as estações, as fases da vida humana, tudo muda. Aquilo que possui vida está sempre em constante mudança. Se pensarmos em nossa vida espiritual percebemos este mesmo princípio, estamos em processo de mudança do imperfeito para o perfeito, sendo Cristo o nosso modelo! A teologia da regeneração fala sobre mudança, e o apóstolo Paulo em seus escritos afirma esta verdade: “Essa natureza é a nova pessoa que Deus, o seu criador, está sempre renovando para que ela se torne parecida com ele...” Cl 3.9. Chegando esta época do ano, penso ser extremamente valioso pensar nesse assunto. Porque já é Novembro, daqui a pouco é Ano Novo outra vez, e talvez não tenhamos conseguido mudar nada do que se havia planejado quando Janeiro só começava... Só existe um poder capaz de gerar mudança duradoura, é o poder de Deus, que primeiro toca o interior, o coração da pessoa! É aí que começa a verdadeira mudança. Permita-se mudar!
sábado, 12 de novembro de 2011
Pensando sobre omisão
Tenho pensando sobre omissão... É cômodo ficar em silêncio diante de algumas situações que nos deparamos em vários campos da nossa vida. Situações em que ficar calado não vai irritar ou aborrecer alguém que deveria ser confrontado, admoestado, aconselhado. Foi o que ocorreu com o sacerdote Eli e seus filhos! A família do sacerdote Eli viveu muitas confusões, embora consagrados para o serviço nas coisas de Deus, Eli e seus filhos (Hofni e Finéias) não foram fiéis no sacerdócio. Mas a Bíblia enfatiza o erro de Eli, que era o pai e não havia repreendido os filhos em seus erros. A omissão de Eli trouxe grandes danos a ele próprio, aos filhos, e ao povo de Deus! Num mesmo dia morreram Eli, Hofni e Finéias, e também a arca de Deus, responsabilidade dos sacerdotes, foi tomada. A arca de Deus representava a presença de Deus no meio do povo. A falha no sacerdócio traz danos terríveis a todos que dependem dele, inclusive o sacerdócio do lar! Esses acontecimentos estão registrados no primeiro livro do profeta Samuel, que ainda registra que os filhos do próprio Samuel também não andaram segundo a vontade de Deus. Mas nesse relato há um detalhe, o profeta Samuel não foi repreendido por omissão. Os filhos foram alvo da repreensão de Deus, mas não o profeta, pois não foi omisso.
A verdade, seja a pior e a mais indesejada, tem de ser exposta para a devida correção. Há determinados dramas na vida que poderão ser poupados na vida dos nossos filhos, amigos, igreja, etc se formos; presentes e atentos a todos os acontecimentos que nos cercam e principalmente fieis aos ensinamentos de Cristo. O Sagrado não comunga com o profano, lembre-se disso!
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Estar Comprometido...
O Nosso Deus é um Deus de compromisso! Ele está comprometido conosco 24 horas, Ele tem uma aliança conosco e um compromisso de nos guiar, nos guardar, nos proteger, nos fortalecer, nos curar e nos suprir em todas as nossas necessidades (Dt 29.10-12). O compromisso com Deus exige renúncia (Lc 14.26,27), disciplina (Rm 12.1-12) e perseverança. Muitas vezes passamos anos envolvidos com a Obra de Deus, mas não estamos comprometidos com o seu crescimento! Todos, desejamos viver uma espiritualidade profunda, um grande comprometimento com a Palavra, onde todo o propósito da vida cristã é glorificar a Deus. Todas as palavras que falamos; toda nossa submissão aos preceitos de Deus, toda convivência com os outros, todo emprego das responsabilidades dadas por Deus através dos dons e talentos, todo modo de agir diante das oportunidades ou circunstâncias da vida, tudo deve ser procedido de tal forma que glorifique a Deus (Cl 3. 23). Queridos, espiritualidade é desfrutar de privilégios em Cristo e isso só ocorre quando temos compromisso com Ele e Sua Palavra (Rm 8.15-17). Portanto, seja um discípulo comprometido com a causa de Cristo, e uma pessoa que busca desenvolver o caráter e o testemunho de Cristo em sua vida (Jo 8.31). Crer também é pensar!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Sobre Oração...
Quando oramos somos ajudados a atravessarmos as crises diárias da nossa vida, sendo impelidos pela mesma a transpor obstáculos, nos arrancando dos “desertos” que nos encontramos. A oração é a energia de que eu e você necessitamos para obter as respostas que buscamos. A oração nos faz lembrar quem está no controle! Geralmente, gastamos muito tempo resmungando, focados no problema enfrentado, quando poderíamos estar orando, glorificando ao Senhor audivelmente ou em nosso espírito. Reconheça a presença de Deus em qualquer lugar! A oração não é uma atividade para Deus! A oração é você ter consciência de Deus em sua plenitude, o que lhe levará a orar initerruptamente! Não tenha com Deus um relacionamento baseado em uma constante negociação, pois os caminhos da atuação divina quase nunca seguem uma linha reta, o que significa que nossas orações podem muito bem produzir respostas diferentes das esperadas, onde elas sempre são atendidas de maneiras, que não poderíamos prever ou imaginar. Sabe queridos; quanto mais conhecemos a Deus e Sua vontade, tanto maior a probabilidade de que nossas orações estejam em sintonia com a vontade Dele! Em outras palavras, aquele que trabalha em íntima parceria com Deus vê crescer sua capacidade de discernir o que Deus quer realizar aqui e ora de acordo com essa visão.
Atente: Uma vez que Deus está no controle, Ele sabe qual é a melhor solução... Dê a Deus liberdade para trabalhar em sua vida. Descanse nos braços do Pai!
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
A Culpa é o algoz da Alma humana
A culpa não deve nos deixar inertes e abalados diante de um erro ou pecado já confessado e perdoado. Culpa pode ser definida como uma condição moral ou legal que resulta da violação de uma lei escrita, moral, intuitiva ou espiritual. Você se decepcionou? Tem algo do seu passado que volta e meia lhe atormenta, persegue? O que lhe aflige nesse exato momento? Deus não nos chamou para vivermos debaixo de culpa, pois Jesus já nos libertou e, verdadeiramente, somos livres (Cl 1.12-14)! Quem primeiro tem que acreditar nessa verdade é você! Leve suas falhas morais ao Trono da Graça de Deus e encontraras misericórdia. Além do sentimento de culpa, devemos ainda observar a questão de esconder o erro, o pecado e conviver com eles... Quando lemos o texto de Pv 28.13, vemos que a palavra “encobrir” possui, nesse contexto, o mesmo significado que mentir, ocultar. Portando, nunca esqueça: a culpa é o algoz da alma humana! Acredite: Há bálsamo em Gileade para suas feridas!
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Gósen - lugar da presença de Deus!
As visões e sonhos que Deus nos concede em momentos de aflições, indecisões, dores são como uma escada colocada junto ao muro da impossibilidade, onde o Espírito Santo nos convida nos momentos de comunhão à subir esta escada, para vislumbrarmos o que há do outro lado do “muro”. A tristeza e o desânimo levantam muros altos, que nos impedem de ver que estamos a um passo do socorro, da provisão, do alento... Lembre-se: Deus não quer que sejamos surpreendidos por ataques e muito menos, que tentemos agir e reparar as “brechas” em cima da hora! Cuidemos para que nossos planos procedam de Deus!
A geração que nasceu no Egito cresceu olhando para os tijolos, cargas e para o barro (Êx 1.13,14). Não havia sonhos porque o sofrimento do cativeiro havia formado “muros” interiores que limitavam suas mentes e emoções. Esses “muros” interiores foram vencidos a partir do momento que começaram a ouvir Moisés e Arão, lembrando-os das promessas e fazendo-os recordar de sua verdadeira identidade (Gn 12.3, 15.13,14). Com a Palavra de Deus em seus ouvidos foram se fortalecendo e os sonhos voltaram a trazer esperança em seus corações feridos. Os “muros” mentais e emocionais ruíram e eles se fortaleceram, a ponto de tomar posição de ficarem separados na terra de Gósen (Gn 45.10 - Provável "Terra de Ramessés". Parte leste do delta do Nilo. Perto de Tânis), onde a proteção, provisão, e a segurança de Deus pairava!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
O Céu Reina
O Céu reina! Porém, às vezes a vida parece um inferno! Quantas pessoas em momentos tensos em seu trabalho, casa, parentela, já proferiram a expressão: “Isto aqui é um Inferno”! Outros, por sua vez, por causa das circunstâncias da vida e do desespero momentâneo dizem: “Minha vida é um Inferno”! Apesar de tudo isso, o Céu reina! Sabe queridos, dizer que “o Céu reina”, significa dizer que Deus está no controle de todas as coisas. É dizer que Deus é o Senhor e nada foge ao Seu controle! Mas como o Céu reina se tudo parece uma bagunça? O Reino dos Céus foi implantado por meio de Cristo, mas ainda não consumado em sua totalidade, o que será no retorno de Cristo. Esta é a tensão cósmico-teológica na qual vivemos: somos cidadãos do Céu, temos um novo Rei, novos valores, novos pensamentos, tudo novo, porém vivemos no velho... Isto gera tensões, quase incontornáveis. Porém, mesmo ainda não consumado, o Céu reina!
Quando o profeta Daniel foi levado em cativeiro, uma situação completamente contrária e adversa, tudo poderia contribuir para o desânimo e depressão dele, contudo, Daniel tinha o Céu reinando em seu coração e sua vida, e sabia que Deus estava no controle de todas as coisas. Mesmo estando em cativeiro, com o Céu reinando no coração, muitas coisas podiam ser mudadas... As armas de Daniel não eram as mancomunações de seus inimigos, eram a integridade e fidelidade a Deus! Não use as armas de seu inimigo. Suas armas são diferentes. Não responda na mesma moeda, sua moeda é diferente. Sua moeda é o amor! O que Jesus propõe não é mudança de natureza, mas mudança de forma de relacionar-se, ou seja: não deixamos de ser ovelhas, mas com lobo a gente age diferente! Queridos, quando o Céu reina, analisamos a situação de maneira coerentemente espiritual, mesmo no cativeiro. Nossa maneira de ver parte da perspectiva da Escritura não de nossos pensamentos, estudos, “achimos”, “visões”, “profecias” e etc.
Tudo o que recebemos é Graça de Deus. Sua Graça caminha com Seus demais atributos: justiça e simplicidade! Ser simples em Seus atributos, significa que todos eles estão no mesmo patamar de igualdade. Nenhum é maior que outro! Assim sendo, Deus não nos dá por mérito, mas por Graça, porém na Sua Graça, também opera Sua justiça! Não merecer a Graça e pecar deliberadamente é diferente! Não mereço nada de Deus, mas Ele me dá. Isso é graça! Peco deliberadamente. Ele continua dando Graça, mas piso nela; rejeito... Como a justiça opera sobre todos, vejo a maldição me alcançar, pois rejeitei a Graça. Deixe o Céu reinar em seu coração para sua percepção espiritual ser mais concreta. Fazendo assim, seu “cativeiro” não mais lhe prenderá, mas regado pelo Espírito se transformará em terra que mana leite e mel, a desejada Canaã, ou melhor: o descanso da alma!.
domingo, 30 de outubro de 2011
Pensando sobre Mente Cauterizada...
Pensando sobre mente cauterizada (I Tm 4.1,2)... Tenho percebido que esse assunto, de maneira muito sorrateira, tem invadido e se fortalecido no meio da Igreja atual, e infelizmente, muitos líderes não tem percebido o quanto Satanás, em sua sagacidade milenar, inclui e colabora com esse que é um dos males do século XXI na vida da Igreja Moderna. Mente cauterizada indica pessoas que não sofrem mais nenhum tipo de mudança, pois o que é ensinado, não penetra mais em sua vida, sua mente está morta para a Palavra de Deus, e o que tem conotação espiritual não o incomoda mais, seja para bem ou para mal. O apostolo Paulo adverte Timóteo mostrando os perigos dos últimos dias, para nós, os perigos da modernidade! Pessoas que estão envolvidas com a Igreja, mais não estão convertidas ao senhorio de Cristo, pessoas que se decepcionaram com Cristo, por causa do envolvimento frustrado com a Igreja, tudo isso se tornou um campo fértil para a ação de demônios, fazendo com que pessoas desistam de sua fé, e ouçam, ou se prendam muito mais ao que os demônios falam, do que aquilo que Deus tem falado através de pessoas que ainda estão comprometidas ao Evangelho simples e prático de Jesus Cristo.
Infelizmente, algumas pessoas ao longo de sua caminhada e fé cristã, acabam perdendo o cerne de sua relação com Deus, são seduzidas por um estilo de vida que não tem nada semelhante ao cristianismo, começam a jornada para tentar aperfeiçoamento espiritual sustentado em ações completamente humanas, como se por nosso esforço pudéssemos desenvolver uma espiritualidade mais apurada. Começam então a desenvolver um cristianismo onde sua espiritualidade depende do quanto jejuam, ou do quanto oram, e ainda mais, acreditam que ser abençoado depende de uma ação completamente dele, esquecendo-se assim da Graça que nos acolhe e nos coloca diante de Deus sem merecimento ou esforço algum. Entenda: oração, jejum e o esforçar-se faz parte da vida cristã, porém, eu não creio mais ou menos porque jejuo, eu jejuo porque creio e assim todos os outros valores da vida cristã devem ser! Deus exige uma mente transformada, uma mente que vê o mundo de uma perspectiva diferente onde o conhecimento das Escrituras revelam a mente de Deus! Crer também é pensar...
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Pensando sobre "remover marcos"
Lemos em Pv 22.28: Não removas os marcos antigos que puseram teus pais! As máximas de Provérbios não são promessas absolutas, mas princípios gerais baseados na observação cuidadosa da experiência humana. Portanto, devem ser reconhecidas como diretrizes gerais, não como observações absolutas; não são promessas couraçadas!
Uma boa exegese nos previne de violentar o texto bíblico com os nossos pensamentos imperfeitos. Nesse provérbio quando Salomão escreve “marcos antigos”, o autor se refere a “pequenas pedras semelhantes a pilares com elaboradas inscrições de palavras e desenhos”, ou seja, era um demarcador de terras que mostrava um limite onde não se poderia ultrapassar, pois assim o infrator estaria tomando posse de uma terra alheia. Na Nova Tradução Linguagem de Hoje (NTLH) o texto fica mais claro: “Não mude de lugar os marcos de divisa de terras que os seus antepassados colocaram”.
Esse texto nos ensina a prática da integridade, respeito e justiça! O versículo não está ensinando que todas as tradições dos antepassados devem ser mantidas intactas, apesar de sabermos o valor de nossa herança histórica. É importante lembrar que somos propensos a universalizar nossas próprias convicções pessoais; queremos tornar absoluto o que deveria ser relativo. Não podemos valorizar a forma em lugar da essência; não podemos transformar preceitos em princípios; não podemos tornar absoluto aquilo que é relativo; não podemos transformar tradições em doutrinas; não podemos desprezar a interpretação bíblica em nome de justificativas injustificáveis e até de ordem pessoal. Quando fazemos isso, prejudicamos a nós mesmos e a comunidade cristã.
Nesses tempos modernos muito se têm perdido dos verdadeiros valores que estreitam as relações humanas. O homem tem regredido nos valores sociais, morais, e no respeito para com seu semelhante, não obstante o avanço tecnológico. De fato a doença do individualismo e egoísmo exacerbado é em consequência das fragmentações desses valores perdidos! As relações com meu próximo demonstrarão se de fato eu creio em Deus!(I Jo 4.20,21). Queridos, crer também é pensar...
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Igreja, Corpo mistico de Cristo
Meditando sobre Igreja, Corpo de Cristo... Entende-se por Igreja a totalidade dos salvos em Cristo, dos que estão compromissados com a obra do Senhor, dos separados (santos) pela aceitação de Jesus como Senhor e Salvador, independentemente de instituição denominacionais, embora as igrejas possam apresentar divergências dogmáticas, litúrgicas, etc! A Igreja é aqui na terra o corpo místico de Cristo. Nesta acepção, é chamada Igreja Invisível, a que tem vida interior espiritual. Cristo é a cabeça desse corpo! Dá-se o nome de igreja local ao grupo de pessoas chamadas de membros, unidas na mesma fé em Cristo Jesus, que se reúnem regularmente em determinado lugar, sob a coordenação e direção de um líder espiritual. Neste caso, chama-se igreja visível, ou seja, a igreja institucional, organizada, formal, terrena. Individualmente, o membro da igreja não é Igreja (ele faz parte da Igreja)!
Longe de pensar na Igreja como grupo separado do povo judeu! Paulo escreve aos crentes gentios de Éfeso dizendo-lhes que anteriormente eles estavam “sem Cristo, separados da comunidade de Israel, sendo estrangeiros quanto às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo” (Ef 2.12), mas que agora eles “foram aproximados mediante o sangue de Cristo” (Ef 2.13). E quando os gentios foram trazidos à Igreja, judeus e gentios foram unidos em um só Corpo. Paulo diz que Deus “destruiu a barreira, o muro de inimizade, anulando em seu corpo a Lei dos mandamentos expressa em ordenanças. O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade” (Ef 2.14-16). Portanto, Paulo pode dizer que os gentios são “concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular”(Ef 2.19,20). Com essa consciência ampla do pano de fundo do AT para a Igreja do NT, Paulo pode ainda dizer que “os gentios são co-herdeiros com Israel, membros do mesmo corpo, e co-participantes da promessa em Cristo Jesus” (Ef 3.6). A passagem toda fala fortemente da unidade de crentes judeus e gentios no corpo em Cristo e não dá indicação alguma de qualquer plano distintivo para a salvação do povo judeu independentemente do corpo de Cristo, a Igreja. A igreja incorpora em si mesma, todo o verdadeiro povo de Deus, e quase todos os títulos usados para o povo de Deus no AT, são em um lugar, ou outro, aplicados à Igreja do NT. Esses textos, juntamente com muitos outros, nos dão a segurança de que a Igreja se tornou agora o verdadeiro Israel de Deus!
Estamos vivendo momentos decisivos em meio a uma guerra milenar, entretanto, logo tudo estará terminado, onde o Deus de Paz estabelecerá o Seu Reino. As igrejas são quartéis e os membros são soldados desta guerra que logo terá fim, contudo, muitas igrejas estão alheias a esta guerra, vivem como se nada estivesse acontecendo e o pior é que muitas destas estão com suas estruturas em colapso!
As estruturas colapsadas revelam desabamento. Tem inicio por meio de danos estruturais nos componentes da edificação. Os danos estruturais são aqueles que comprometem a capacidade de sustentação da estrutura e podem afetar colunas, vigas, amarração e lajes. Lembrando que a fundação deve estar presente em toda edificação para dar estabilidade. Na carta aos Efésios o Apóstolo Paulo escreve sobre a Igreja sendo um edifício bem ajustado que foi edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas de que Jesus é a principal Pedra de Esquina (Ef 2.19-22). Então toda construção, edificação ou obra deve ser iniciada sobre Cristo para que tenha fundamento forte, seja inabalável, suporte peso e tenha estabilidade! O que vemos nos dias de hoje são trabalhos, obras baseados em motivações humanas como vaidade, poder, ganância e inveja.
Na construção da Igreja, além dos dois fundamentos já postos os apóstolo e os profetas, foram colocados mais três alicerces, ou três ministérios fundamentais para edificação da Igreja que é o corpo de Cristo, os evangelistas, os pastores e os mestres, os quais possuem uma função primordial que é o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério. Por meio dos cinco ministérios os santos são conduzidos a maturidade espiritual para não serem enganados por qualquer ensino humano carregado de engano (Ef 4.11,12). O restante da edificação é feita por meio dos dons de serviço, o que além de ornamentar a igreja completa a estrutura. Esta estrutura cria um sistema de interação no Corpo. Aqui a igreja funciona sem a interferência humana, dirigida unicamente pelo Espírito Santo. Todas as áreas e todas as funções estarão bem desenvolvidas, ninguém é movido por questões humanas e sim por direção do Espírito Santo! O que tem dom de curar vai curar, o que tem dom de interpretar línguas vai interpretar e assim por diante.
Quando as estruturas entram em colapso, ocorre “desabamento” e as pessoas envolvidas são “soterradas por escombros”, ocasião em que muitas “morrem”! As poucas feridas que sobrevivem (membros) possuem pouco tempo de vida sem “alimento e oxigênio puro. Crer também é pensar!
domingo, 16 de outubro de 2011
Não interfira nos propósitos de Deus
Todas as vezes que o homem interfere numa área que não é de sua competência acaba arrumando problemas (curto, médio e longo prazo, não necessariamente nessa ordem)! Cito o exemplo do nascimento de Isaque (Gn 15-18). O que para Sarai, mãe de Isaque e mulher de Abrão, não tardaram! Ambos receberam de Deus a promessa de que teriam um filho (Isaque), mas como eram bastante idosos Sarai resolveu que seu marido teria relações sexuais com sua serva egípcia Agar. Sabendo de tal promessa, mas por demais ansiosa para ver seu cumprimento, não atinou para as consequências de seu plano, achando que poderia ajudar e colaborar, dizendo que os filhos que eles tivessem (Abrão e Agar), ela os tomaria por filhos legítimos. Consumado o seu plano, ela começou a se sentir menosprezada pela sua escrava, porém os problemas não se limitaram só a ela, eles se perpetuaram nas gerações subsequentes. Os descendentes de Isaque (os judeus), estão cercados pelos descendentes de Ismael (os árabes), tudo isso, como resultado da precipitação de uma mulher! Quanta guerra, dores, perturbações e problemas poderiam ter sido evitados! Precisamos entender que quando Deus nos faz uma promessa não precisamos ajudá-Lo, ela será cumprida porque Aquele que promete é poderoso para fazer (Gn 18.4)! E no tempo de Deus Isaque nasceu!
Os propósitos de Deus são insondáveis! Quem sabe nesse momento estejamos vivendo uma situação aflitiva, onde não vemos humanamente uma saída e nem sabemos o que fazer. Muitas vezes o Senhor permite que cheguemos a esse ponto de total desespero para que venhamos tirar lições para a caminhada (Is 55.8,9). Alguns dos propósitos de Deus fogem da nossa inteligência e lógica! O que precisamos é ter certeza que entre nós e o inimigo das nossas almas existe Deus!
O cristão não está imune às adversidades, não estamos ainda em corpo glorificado. Circunstâncias negativas acontecem para todo aquele que vive nesse mundo, a diferença está em quem temos colocado nossa esperança e a quem recorremos. Isso não quer dizer que vamos ficar de braços cruzados diante de uma promessa divina, mas fazer a nossa parte no mundo material, ter ação, correr em busca do objetivo, se capacitar e então, o sobrenatural fará o impossível! Deus não é nosso empregado, nós é que somos Seus servos! Volta e meia, nos esquecemos disso! Amados, ceder não significa ser derrotado! Não vá para o confronto sem que Deus o dirija, siga as orientações de Deus como o profeta Samuel (I Sm 16.1), porque você pode se decepcionar amargamente, e perder o melhor de Deus para sua vida em todos os campos. Deixe Deus agir! Quando Ele age em nosso lugar, evitamos tantas complicações, tantos problemas e dores, atitudes precipitadas, pois temos a oportunidade de ficar como Josafá (II Cr 20), assistindo a vitória! Acredite: Deus vai ao confronto por nós!
sábado, 15 de outubro de 2011
Ensinar
Ensinar é uma prática social ou, uma ação cultural, pois se concretiza na interação entre professores e alunos, refletindo a cultura e os contextos sociais a que pertencem. Assim, não se pode reduzir o conceito da prática educativa às ações de responsabilidade do professor e que, normalmente, ocorrem em sala de aula. O ato de educar, a ação educativa, transcende às ações dos professores e extrapola os limites físicos da sala de aula.
Ser professor significa tomar decisões pessoais e individuais constantes, porém sempre reguladas por normas coletivas, as quais são elaboradas por outros profissionais ou regulamentos institucionais. E, embora se exija dos professores uma capacidade criativa e de tomada de decisões, boa parte dessa energia acaba por ser direcionada na busca de solução de problemas de adequação com as normas estabelecidas exteriormente. Ser professor significa, antes de tudo, ser um sujeito capaz de utilizar o seu conhecimento e a sua experiência para desenvolver-se em contextos pedagógicos práticos preexistentes.
Prepara-se (o professor) para uma escola ideal, mas muito longe do “mundo real” onde quase nunca as condições mais básicas para a ação educativa estão presentes. A formação do professor se faz, ainda hoje, com base em estudos e modelos do passado baseados numa realidade ideal que nunca se concretizou.
O ensino (ação educativa) não deve ser colocado como algo apenas da esfera da escola (enquanto instituição organizada e voltada para a educação). O processo de ensino permeia todos os níveis de nossas vidas e da sociedade e, ao olharmos para qual é o papel do professor em sala de aula, devemos ter em mente não mais a ideia de formação de sujeitos aptos a atenderem às exigências do mercado, como mão-de-obra especializada e/ou consumidor. Significa perceber o processo de ensino com um processo de construção através da ação reflexiva de um sujeito completo, um homem (ser humano) consciente de seu papel social, mais tolerante e respeitador das diferenças, que sabe coexistir e que traz em si a consciência transitiva da superação, da mudança e do agir. Temos que nos lembrar que toda ação educativa deve ser feita no sentido de levar o homem a refletir sobre seu papel no mundo e assim, ser capaz de mudar este mundo e a si próprio! (pedagogicamente falando!).
Nesta era de cosmologia, evolução e genoma humano, existe a possibilidade de uma harmonia satisfatória entre as visões de mundo científico/pedagógico, social e espiritual, onde o domínio da ciência está em explorar a natureza e o domínio de Deus encontra-se no mundo espiritual – um campo que não é possível esquadrinhar com os instrumentos e a linguagem da ciência; deve ser examinado com o coração, com a mente, com a alma e com a Palavra. Nunca pensei em ser professora! Tornei-me professora quando busquei conhecer o Mestre dos mestres. Fui persuadida e persuadida fiquei (Jr 20.7a)!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Você é feliz?
Você é feliz? Observe o verbo dessa oração! Aqui a indagação é se você é feliz e não se você está feliz por um motivo qualquer. Contudo, algo que deve ficar bem claro é que existe uma grande diferença entre você ser feliz e você estar feliz! Quando, alguém nos pergunta, se somos felizes devemos pensar no contexto geral de nossa vida, não apenas em felicidades ou alegrias momentâneas já vividas, po...is a felicidade não se restringe a momentos, por mais especiais que sejam, mas em todo decorrer de nossa vida. E como tem sido a sua vida? Olhando tudo o que já passou, você pode dizer com convicção que é uma pessoa feliz? Ou você é daqueles que simplesmente já viveu ocasiões que lhe trouxeram contentamento? O que você entende por felicidade? Se você não a tem, o que lhe falta? O que te faria uma pessoa realmente feliz?
Muitos, sem perceber, buscam a felicidade em motivações erradas... Em um bem material, por exemplo. Mas bens materiais acabam, e quando isso acontece, a felicidade da maioria vai embora com ele. Se este for o seu caso, reflita sobre o assunto à luz da Palavra, porque a sua felicidade deve ser centrada em Deus. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. (I Co 15.19).
Devemos sempre lembrar também que para sermos felizes precisamos contribuir para a felicidade dos outros, pois a felicidade não é egoísta, ela se importa com os que estão ao redor. Ela se prontifica a ajudar aos outros a serem felizes, e não simplesmente a terem momentos de regozijo ou prazer.
Para ser feliz é preciso que haja esperança em nós! E esta só pode ser alcançada em Jesus. Mesmo que estejamos passando por períodos de turbulências e provações, a felicidade continua a pulsar em nosso coração, porque sabemos em quem temos crido (II Tm 1.12). Lembre-se: Estar feliz é ter alegria em determinados momentos, mas ser feliz é uma opção de vida!
Muitos, sem perceber, buscam a felicidade em motivações erradas... Em um bem material, por exemplo. Mas bens materiais acabam, e quando isso acontece, a felicidade da maioria vai embora com ele. Se este for o seu caso, reflita sobre o assunto à luz da Palavra, porque a sua felicidade deve ser centrada em Deus. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. (I Co 15.19).
Devemos sempre lembrar também que para sermos felizes precisamos contribuir para a felicidade dos outros, pois a felicidade não é egoísta, ela se importa com os que estão ao redor. Ela se prontifica a ajudar aos outros a serem felizes, e não simplesmente a terem momentos de regozijo ou prazer.
Para ser feliz é preciso que haja esperança em nós! E esta só pode ser alcançada em Jesus. Mesmo que estejamos passando por períodos de turbulências e provações, a felicidade continua a pulsar em nosso coração, porque sabemos em quem temos crido (II Tm 1.12). Lembre-se: Estar feliz é ter alegria em determinados momentos, mas ser feliz é uma opção de vida!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Teria Pedro sido omisso, negado ou traído Jesus?
Pedro é um dos grandes nomes da história do Cristianismo. Para que sua vida ministerial chegasse a um estágio de aprovação, ou para que ele fosse reconhecido como autoridade bíblica foi preciso vencer grandes embates ministeriais, pessoais e emocionais. Ninguém pense que pelo simples fato de ter sido testemunha ocular de Jesus que o seu ministério e sua vida possuíam o carimbo da infalibilidade! O fato de conviver com Jesus não o tornou imbatível e tampouco livre das investidas do mal. O Pedro que encontramos na Bíblia Sagrada é um homem como todos nós, cheio de limitações e fracassos. Cometemos muitos erros quando não nos conhecemos tornando-nos escravos das circunstâncias! Infelizmente desistimos facilmente das pessoas que nos decepcionam, ao contrário de Jesus que tinha uma capacidade de perseverança ímpar, uma motivação inabalável, metas sólidas onde estabelecia prioridades para cumpri-las!
Vamos definir o que é ser omisso: Aquele que não se manifesta ou não faz algo em prol de alguém ou alguma coisa. Agora, definindo o que é negar: Dizer que algo não é verdadeiro, não reconhecer, contestar, manter em segredo, esconder, evitar, esquivar-se a, dizer não, deixar de oferecer ou permitir; recusar, mentir. Por fim, o que vem a ser trair: Agir de forma desleal em relação a alguém ou alguma coisa, ser infiel a (em relacionamento amoroso), ficar aquém das expectativas de; decepcionar, deixar de honrar (compromisso, acordo, etc.), deixar de lado; abandonar.
Pedro não apenas tinha um problema muito sério com seu próprio temperamento, mas em segundo lugar, seu caráter o decepcionava imensamente. E decepção com o caráter é uma coisa mais profunda e mais latejante do que com o próprio temperamento. Atinge a essência da sua personalidade! Diante da pressão, quando Jesus é levado para a casa do Sumo Sacerdote Anás, sogro de Caifás, atual Sumo Sacerdote, e está sendo interrogado, Pedro e “um outro” discípulo, após a prisão do Mestre, tomam coragem e o seguem até a entrada do pátio da casa de Anás. É importante ressaltar que Jesus foi levado primeiramente a Anás por questão de honra por parte de Caifás, por ele ser mais idoso e de grande experiência. Cremos que o “outro” discípulo era João, e ele conhecia Anás o suficiente para ganhar acesso à sua casa, e assim acompanhando o Senhor, adentrar ao pátio. Depois, João voltou à porta de entrada, conversou com a porteira (uma moça), trazendo Pedro para dentro do átrio (pátio) Jo 18.13-17. Ao ser descoberto como um possível seguidor de Jesus e sendo questionado por essa mesma razão, ele o nega três vezes (Mt 26.29; Mc 14.67-69; Lc 22.57-59)! A pessoa que o confrontou pela terceira vez, foi insistente e João nos informa que essa pessoa era parente do servo do Sumo Sacerdote (Malco) que sofreu o decepamento de sua orelha no Getsêmani pela ação de Pedro (Jo 18.26). Enquanto desmentia que fazia parte do “rebanho” do Bom Pastor, duas coisas aconteceram simultaneamente: o galo cantou e Jesus voltou e fitou os Seus olhos nele, Pedro (Lc 22.59-61). Foi naquele momento que o apóstolo caiu em si, recordou o que Jesus tinha lhe falado no cenáculo e o seu coração inundou-se de grande mágoa e angústia, retirando-se chorando copiosa e amargamente. E em terceiro lugar, Pedro não tinha só problema com o temperamento e com o caráter, mas contraiu um problema terrível com o seu mundo psicológico. Atrevo-me a dizer que se o conflito de Pedro não fosse interrompido três dias depois, e se ele vivesse no século XXI, não tenham dúvidas, o Pedro estaria enfrentando sérios problemas de ordem psicológica!
Pedro foi ousado em entrar naquele ambiente perturbador! Ele nunca mais esqueceria a cena que veria. O seu amado Mestre estava sendo ferido física e psicologicamente. Ele não acreditava na violência dos agressores de Jesus e nem na passividade do Mestre diante dos mesmos! Afinal, os homens sempre reagem de forma animal coletivamente quando estão irados! Pedro entrou em desespero instalando-se o medo em seu ser e travando sua inteligência. O medo (todo o tipo) nos controla, pois faz parte da constituição humana!
O arrependimento é produzido no coração do homem; é a tristeza segundo Deus. O remorso é a tristeza segundo o mundo e produz morte. Arrependimento é compunção, contrição, insatisfação causada por violação de lei ou de conduta moral, e que resulta na livre aceitação do castigo e na disposição de evitar futuras violações. Remorso é inquietação de consciência por culpa ou crime cometido; é o chamado peso de consciência! Pedro havia violado um princípio de conduta moral, o da lealdade, mas Deus pôs tristeza em seu coração, produzindo arrependimento para a salvação e a firme disposição de evitar futuras violações. Foi o que salvou Pedro!
Trazendo a atitude de Pedro para o nosso dia-a-dia prático/religioso, percebo que nada mudou... Ainda hoje deixamos de nos posicionar por medo de perder benesses, mesmo sabendo que o sagrado não comunga com o profano. Muitas vezes deixamos de tomar atitudes ao silenciarmos em assuntos de moral, ética, caráter, religião, política, etc., por medo ou receio de sermos excluídos, ignorados e tudo mais que venha a afagar a nossa alma, nos dando uma suposta “estabilidade”. Gostamos de viver na “região do conforto”, da notoriedade, então violentamos nossa consciência e os valores de cidadania terrestre e celestial, onde vez por outra, aplacamos nossa consciência nos valendo dos pedidos de perdão e desculpa, para demonstrar uma falsa espiritualidade, arrependimento e piedade. Será que não foi isso que ocorreu com o apóstolo Pedro? O homem que não é juiz de si mesmo nunca está apto para julgar o comportamento dos outros! Acredite: Não é só o corpo humano que é frágil, mas a sua estrutura psicológica também é! Qual realmente foi a atitude de Pedro?
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Somos Humanos
Ando pensando: Como é difícil escutar, olhar realmente para o outro e apenas ouvi-lo! Como é difícil escutar quando o coração está ferido, a alma amargurada e decepcionada... como é difícil escutar quando todo o ser geme um pedido de socorro e o corpo somatiza seus males... como é difícil escutar quando o orgulho, a intolerância e falta de amor precedem o sentimento misericordioso... como é difícil de escutar quando a cobrança, a perseguição, a falta de confiança, de reconhecimento suplantam palavras de estímulo e agradecimento... como é difícil de escutar quando a alma está atormentada... como é difícil de escutar quando muitos se afastam, adoecem, enfrentam problemas e não encontram um ombro amigo, um abraço caloroso, um aperto de mão honesto e um olhar que fala muito mais que palavras... como é difícil de escutar quando perdemos a rota e nem uma carta náutica nos é oferecida... como é difícil escutar quando a mente está cauterizada... como é difícil escutar os passos do necessitado, quando o maior necessitado somos nós... como é difícil ouvir o nosso verdadeiro nome quando perdemos a identidade... escute hoje, veja hoje, demonstre sentimentos elevados hoje, socorra hoje, abrace hoje, pois esse foi o dia que fez o Senhor, por isso estamos alegres! Não esqueça: você é humano, não está em corpo glorificado ainda!
Pensando um pouco...
Com o passar dos anos deixamos de fazer "gritaria" e passamos a usar a cabeça, a experiência, a prudência em momentos que em épocas passadas, o famoso "desmaio na alma" (Hb 12.3) seria o esperado. Com o passar dos anos nos tornamos previsíveis em nossas atitudes, mesmo quando são para conserto. Com o passar dos anos o assunto periférico perde a importância para o essencial e entendemos como foi incrível cada fase da vida que vivemos, pois esta é a bagagem, lembraças, atitudes, feitos, amores, esperanças, dores, etc q. levaremos quando nos apresentarmos diante do Pai! Quando deixamos que o nosso "fardo" se encontre com o "jugo"(suave, porque vem Daquele que é manso e humilde coração. Mt 11.28-30) do Senhor, podemos descansar em Seus braços e a apreensão quanto ao futuro é dissipada. Deus nunca sai do controle da vida humana!
Arrume as Malas
Arrume as malas... Só você pode fazer isso, só você pode decidir firmemente se quer partir ou não, só você pode escolher qual "bagagem" levará! Arrume as malas... Faça desse encontro o melhor, o mais importante e esperado de toda a sua vida humana! Revise cada compartimento de sua "mala" e veja se tudo está bem acomodado e nada foi esquecido, pois não haverá retorno em caso de falta de atenção. Arrume as malas... Pegue o seu bloquinho de anotações (aquele que tem lhe acompanhado por toda a vida) e veja se todas as suas perguntas, dúvidas e etc. estão ali anotadas, pois quando chegar ao seu destino tão esperado, tudo será dissipado! Arrume as malas... Faça dessa viagem a mais linda, a mais sonhada, pois só você poderá prepará-la! Arrume as malas... Num piscar de olhos você estará em seu destino final, que na verdade é de onde você partiu um dia. Com sua partida, a saudade tomou conta de quem vai lhe encontrar na chegada! Arrume as malas... Euforicamente, zelosamente, amorosamente e escute a voz Daquele que lhe espera ansiosamente na porta de entrada do verdadeiro Lar!
Saudade
Há dias em que "saudade" é um suspiro, um gemido, uma lembrança, uma carta amarelada, um pensamento gravado na tela do coração, um cheiro, uma música, uma fotografia, um lugar, uma voz... As vezes saudade é silêncio. Silêncio por não saber o que dizer! Silêncio por amargar oportunidades desperdiçadas. Silêncio por vergonha... Durante anos, muitos de nós tentamos esquecer fatos que excluiram pessoas, mudaram a história de cada um, sem nem ao menos perguntar se era o correto à ser feito, se era o que o coração de fato desejava, exercendo o livre arbítrio dado por Deus... Se quer perguntamos à Deus! Saudade é um sentimento que na maioria das vezes sangra por causa das nossas irresponsabilidades! Saudade faz parte da "bagagem" que levaremos em nossa "mala" e apresentaremos à Aquele que nos espera ancioso no portão de chegada! Portanto, não permita que alguém saia do seu convívio sem se sentir melhor e mais feliz, pois com o passar dos anos as lembranças tornam-se mais vívidas e consequentemente mais dolorosas ou não. Então sinta "saudade aliviada"! (rsrs o que é?) É a saudade prazerosa pelo dever cumprido com responsabilidade e lealdade! É a que se deseja que volte por apenas um átimo de tempo somente, mesmo estando em paz completa!
Administrando conflitos 1
As lembranças nos permitem viajar pelo tempo e espaço, onde muitas vezes, por um átimo de tempo, em completo devaneio, fazemos o percurso contrário das lembranças e tudo passa a ser real! Por instantes somos só nós e nossas lembranças, o que proporciona um tremendo bem estar para todo o ser. Não é saudosismo melancólico, é apenas um recurso que a alma lança mão para alegrar-nos ou não. Descobrir que o tempo passou nos faz avaliar e reavaliar cada momento de lembranças, pois eles são de particular sentir! Dizer que é desnecessário ter esses momentos é tolice, pois só não os tem quem nunca viveu ou está morto em vida... somos despertados pela realidade e buscamos os braços do Pai, e aí então, tudo se faz calmo, sereno e tranquilo novamente, não porque queremos, mas porque Ele é a Paz que excede todo o entendimento! Nosso passado faz parte da bagagem individual de cada um de nós, mesmo que esteja envolto em um papel de presente desbotado! Pense nisso!!
Meditando sobre Autoridade Espiritual
O valor de um homem diante do Senhor não é baseado na avaliação de outros sobre ele nem em sua própria avaliação de si mesmo. O valor de um homem diante do Senhor é baseado no fruto do Espírito. Este é o padrão da medida e avaliação de Deus! A genuína Autoridade Espiritual pode ser discernida observando-se tanto a pessoa como a maneira pela qual ela exerce a Autoridade. Quando uma pessoa com Autoridade espiritual convive com outras pessoas, ela não precisa vindicar a si mesma ou afirmar sua própria autoridade porque a presença e o testemunho do Espírito estão ali, através de sua vida! A Autoridade Espiritual não é exercida de uma maneira natural, humana. Não é organizacional ou administrativa. Na verdade ela não parece autoridade de maneira nenhuma! Antes, Autoridade Espiritual é uma questão de servir o povo de Deus como servos, suprindo-lhes em amor mediante o fluir da vida ressurreta sobre eles ao apascentar, alimentar e proteger o rebanho! Aqueles que exigem obediência, para si ou para outrem, estão na esfera errada e violam o que Deus lhes demarcou (II Co 10.13). Não devemos nos sentir intimidados por expressar uma genuína preocupação pela condição da igreja ou seus desvios da Verdade por parte daqueles que proclamam que tal expressão de preocupação é rebelião. Na verdade, manifestar adequadamente tal preocupação ao Senhor e aos Seus representantes é nosso dever como um serviço ao Senhor, aos santos e à Igreja, corpo de Cristo!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Reverência - Âncora da Presença Divina
Toda verdadeira adoração é ancorada em uma reverência a presença da Divindade (Lv 19.30), pois onde Ele é reverenciado, Sua presença se manifesta e onde Ela se manifesta, as necessidades são supridas (Sl 34.9). O temor do Senhor começa no coração e é manifestado através de ações (Is 29.13). É bem provável que Deus não manifeste Sua santa presença em um ambiente onde Ele não seja reverenciado (Tg 4.8). Porém, poderá fazê-lo, tendo em vista que O mesmo é Soberano em Suas ações, não estando condicionado a nada. Temer ao Senhor não é estudar sobre Deus, mas viver em reverência diante de Deus. O que nos falta não é tanto o conhecimento; falta-nos, sim, a reverência! Apesar do homem só sentir temor de Deus quando faz uma ideia correta a Seu respeito, é possível ter um conceito acertado sem que haja temor. Pode haver um conceito correto de Deus, sem que haja amor ou sentimento de temor para com Ele. Satanás é uma prova disso. O temor do Senhor é a única base do verdadeiro conhecimento. Esse ‘temor’ não consiste em um terror desconfiado de Deus, mas, antes, é a admiração reverente e a resposta em adoração da fé ao Deus que se revela como Criador, Salvador e Juiz. De acordo com a psicanálise, a fobia (medo) é um dos sentimentos mais primitivos entre os homens, iniciando-se na infância e desenvolvendo-se ao longo do crescimento do indivíduo; tendo em vista, que o homem ainda não está em corpo glorificado! Portanto, não deve espiritualizar tudo o que lhe acontece e o que sente, creditando ao Senhor ou à Satanás as consequências.
A pessoa que nasce de novo (aceita a Cristo como Salvador e Senhor), não perde sua identidade ao passar pela regeneração espiritual. Em Gl 2.20, Paulo refere-se a Cristo vivendo dentro dele; e, no entanto, não hesita em afirmar que “a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus”. O ser humano é inteligente, racional, tem domínio de existência. Por causa desse sentimento lógico, dessa percepção, ele toma decisões e faz várias escolhas em sua vida baseado na intuição e na inteligência. Deus não coage seres com livre arbítrio, pois neste caso deixariam de ter capacidade de tomar decisões morais. Tais seres devem ter liberdade de escolha, seja para o bem ou para o mal. Mas o homem que teme a Deus não toma decisões baseado nas imaginações, porque sabe que elas geram pressentimentos. Ele não se baseia em fatos negativos, pois o poder do Senhor domina a sua vontade, a sua consciência, a sua inteligência, os seus sentimentos. Aquele que teme a Deus não tem o coração baseado na sua inteligência, na sua percepção ou na lógica humana, nem se dá ao misticismo. Decida que, independentemente de cultura, tradição, razão ou emoção, você escolhe a Bíblia como autoridade definitiva em sua vida!
A pessoa que nasce de novo (aceita a Cristo como Salvador e Senhor), não perde sua identidade ao passar pela regeneração espiritual. Em Gl 2.20, Paulo refere-se a Cristo vivendo dentro dele; e, no entanto, não hesita em afirmar que “a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus”. O ser humano é inteligente, racional, tem domínio de existência. Por causa desse sentimento lógico, dessa percepção, ele toma decisões e faz várias escolhas em sua vida baseado na intuição e na inteligência. Deus não coage seres com livre arbítrio, pois neste caso deixariam de ter capacidade de tomar decisões morais. Tais seres devem ter liberdade de escolha, seja para o bem ou para o mal. Mas o homem que teme a Deus não toma decisões baseado nas imaginações, porque sabe que elas geram pressentimentos. Ele não se baseia em fatos negativos, pois o poder do Senhor domina a sua vontade, a sua consciência, a sua inteligência, os seus sentimentos. Aquele que teme a Deus não tem o coração baseado na sua inteligência, na sua percepção ou na lógica humana, nem se dá ao misticismo. Decida que, independentemente de cultura, tradição, razão ou emoção, você escolhe a Bíblia como autoridade definitiva em sua vida!
Espírito de Religiosidade
Uma pessoa com um espírito de religiosidade é alguém que usa a Palavra de Deus para executar a sua própria vontade. Ou seja: toma o que o Senhor disse e acrescenta os sinceros desejos. O temor do Senhor impede de comprometer a verdade de Deus para perseguir a satisfação pessoal. O homem deve obedecer a Palavra de Deus em toda e qualquer situação! O homem religioso precisa se perguntar em qual espelho está se vendo, o que está sendo refletido!? (Tg 1.22-24). Como Tiago, Paulo usou a analogia de olhar num espelho, mas não é uma imagem natural que deve ser contemplada, é a própria glória de Deus, revelada na face de Jesus Cristo, Seu Filho amado (II Co 4.6). Esta imagem é revelada nos corações daqueles que crêem não só no instante em que é ouvida a Palavra de Deus, mas também quando é obedecida e praticada (Tg 1.25). Portanto, a obediência a Deus mantém os olhos bem abertos, pois o homem é transformado naquilo que contempla. Hoje mais do que nunca, os que temem a Deus, precisam aprender a santificar seus pensamentos, palavras e atitudes. Essa geração é uma geração cansada do prazer. As pessoas foram superestimadas a tal ponto que os seus nervos se estafaram e os seus gostos se corromperam. As coisas naturais foram rejeitadas para dar lugar às artificiais. O Sagrado foi secularizado, o Santo foi vulgarizado e o culto a Divindade, converteu-se numa forma de entretenimento! Uma geração narcotizada e de olhar obscurecido que está constantemente à procura de algum novo excitamento, bastante poderoso para dar emoção às suas sensibilidades desgastadas e entorpecidas. Tudo é comum e quase tudo é enfadonho (Jr 15.19b).
Reflexão sobre a manifestação da presença de Deus
Ainda Meditando... A manifestação da Sua presença (poder e virtude do Espírito Santo fluindo através do homem), não foi feita para satisfazer a fome das suas almas. A manifestação de Sua presença e os dons autorizados por ela são simplesmente armas para assistir, habilitar, encorajar e os direcionar a fonte, que é Deus. Somente Ele pode fazer isso! (Rm 12.6 – 8; I Co 12.7; Ef 4.7-13; I Pe 4.10,11). Há uma grande diferença entre o significado de unção de Deus e a manifestação da Sua presença. A presença de Deus manifesta em todas as suas variadas formas tem um sentido válido em Seus planos e propósitos. A manifestação do poder e virtude do Espírito Santo na vida humana, habilita a carne e a faz sentir bem, mas não são recebidos para manipulá-los! Jesus nunca usou as bênçãos ou os benefícios do Reino para incentivar seus seguidores a obedecê-lo. Não existe promessa de realização pessoal ou sucesso – apenas a promessa de torná-los servos (Mt 4.18,19). Quando ministros, sem nenhum pudor e temor, expõem a manifestação de Sua presença em suas vidas sem considerar a busca de intimidade com o próprio Deus ou em levar o povo do Senhor até uma intimidade pessoal com Ele, tornam-se simplesmente exibicionistas espirituais. Estão mais preocupados com o prazer que vem de suas exibições pessoais, do poder e virtude do Espírito Santo atuando através de suas vidas, do que buscar a face de Deus e ministrar a Ele. Uma das causas do declínio da qualidade da experiência religiosa entre os cristãos atuais é a negligência da doutrina do testemunho interior (Mt 7.20-23; Tg 4.4; Tt 2.11).
Princípio (semanticamente)
PRINCÍPIO é definido semanticamente (essa palavra já me fez rir interiormente) como "origem, causa primeira, aquilo do que algo procede". No contexto de educação, refere-se a um padrão de pensamento, um referencial básico. Está intimamente ligado ao conceito de semente! A semente contém "o todo da planta de forma embrionária", que irá se manifestar posteriormente. Todo princípio tem uma natureza interna e outra externa, sendo esta (efeito) a manifestação daquela (causa). Em Pv 4.23 lemos: " Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida." Pv 23.7 lemos: " Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo. " Em Lc 6.45 lemos: " O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração". Dessa forma, o educador deve enfocar o "coração", o núcleo do assunto, os rudimentos a que os fatos estão subordinados, e cultivar o coração do estudante, caráter e vontade, a partir do que o ambiente, as circunstâncias e a sociedade são apenas efeitos. A Educação por Princípios aborda todas as áreas da vida sob uma perspectiva cristã, fundamentada na aplicação de princípios bíblicos. Visa treinar a mente para pensar de acordo com os padrões de Deus e ampliar o alcance do entendimento (II Co 10.3-5; Hb 5.14).Quais os princípios que tem norteado tua vida?
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Pensando sobre a Ceia do Senhor...
A Ceia do Senhor resume para nós os 3 momentos: a vida que foi e morreu por nós, a vida que é e está viva em nós e a vida que será e virá por nós! Cristo não é um mero exemplo de vida; Ele é a vida em Si! Jesus Cristo não transmitiu a Si próprio geneticamente. Se Ele o tivesse feito, os descendentes teriam sido metade Cristo, um quarto Cristo, até que em Seus distantes descendentes, nos tempos modernos, haveria apenas um débil vestígio de Sua linhagem sanguínea. Em vez disso, Ele escolheu transmitir a Si próprio pessoal e nutritivamente, oferecendo a cada um de nós o poder de Sua vida ressuscitada! Nenhuma outra imagem do NT expressa o conceito do “Cristo em nós” tão bem como o sangue o faz (Ap 1.18). Infelizmente temos tratado isso com pouca, ou quase nada, de reverência, onde muitos líderes religiosos ao invés de celebrar a Vida, transformam a celebração em insultos doutrinários com a desculpa de que falam como “autoridade delegada por Deus”. Será que Jesus liderando tal celebração agiria assim? Será que Jesus algumas vez precisou “gritar”, “impor” Sua autoridade, delegada pelo Pai que O enviou? Na Bíblia Jesus sempre ama, respeita, ajuda, orienta, elogia, se coloca no lugar do próximo e acima de tudo, SERVE! Pelos frutos do espírito de Jesus (todos), Ele era reconhecidamente uma Autoridade Espiritual! Crer também é pensar... você tem visto algo assim acontecer?
Reflexão sobre os ensinos práticos do apóstolo Paulo
Somente a Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo pode produzir verdadeira unidade e paz real entre os homens. Vivemos em meio a um mundo desesperadamente dividido, repleto de infelicidade e dor. Uma das grandes falácias de nosso tempo é que acentuamos em demasia a distinção entre o indivíduo e o coletivo, entre as nações e as pessoas ou indivíduos. Uma nação nada mais é do que uma coleção de indivíduos, ou a expressão coletiva do indivíduo (como alguns pensam). Nascemos como criaturas fadadas ao conflito, no íntimo ou não, em cada área ou departamento da vida! E o que desejo tentar demonstrar nessa reflexão, é que existe somente uma coisa no mundo, neste momento, capaz de lidar com esta “guerra”, tensão e contenda: A Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo! Ao ler o segundo capítulo da carta de Paulo aos Efésios, noto que não era surpresa ele gloriar-se na Cruz, porque a Cruz do Senhor Jesus Cristo fez o que ele considerava como a coisa mais incrível e maravilhosa já realizada: produziu a Igreja Cristã! Este fato é tão maravilhoso, porque juntos, lado a lado na igreja cristã, estavam judeus e gentios. Isso foi o que sempre maravilhou o apóstolo Paulo! (não estou me referindo ao ecumenismo!). Havia, como o apóstolo afirmou nesse mesmo capítulo um “muro” separando os dois grupos (Ef 2. 14). Antes de sua conversão, o apóstolo Paulo era um dos judeus mais amargos que o mundo já conheceu. Era orgulhoso de sua condição, e desprezava os gentios. No entanto, quando ele descobre que na igreja cristã judeus e gentios são vistos juntos e aquele “muro de separação” não existe mais, ele diz que se tem que gloriar-se, então seria na Cruz de Cristo (Gl 6.14)! Do que andamos nos gloriando tanto ultimamente? O que penso que me pertence no corpo de Cristo (igreja cristã)? Quais os meus verdadeiros sentimentos com relação a Igreja (Organismo) e igreja (organização, denominação)? Crer também é pensar meu amado irmão!
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