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sábado, 15 de outubro de 2011

Ensinar

Ensinar é uma prática social ou, uma ação cultural, pois se concretiza na interação entre professores e alunos, refletindo a cultura e os contextos sociais a que pertencem. Assim, não se pode reduzir o conceito da prática educativa às ações de responsabilidade do professor e que, normalmente, ocorrem em sala de aula. O ato de educar, a ação educativa, transcende às ações dos professores e extrapola os limites físicos da sala de aula.
Ser professor significa tomar decisões pessoais e individuais constantes, porém sempre reguladas por normas coletivas, as quais são elaboradas por outros profissionais ou regulamentos institucionais. E, embora se exija dos professores uma capacidade criativa e de tomada de decisões, boa parte dessa energia acaba por ser direcionada na busca de solução de problemas de adequação com as normas estabelecidas exteriormente. Ser professor significa, antes de tudo, ser um sujeito capaz de utilizar o seu conhecimento e a sua experiência para desenvolver-se em contextos pedagógicos práticos preexistentes.
Prepara-se (o professor) para uma escola ideal, mas muito longe do “mundo real” onde quase nunca as condições mais básicas para a ação educativa estão presentes. A formação do professor se faz, ainda hoje, com base em estudos e modelos do passado baseados numa realidade ideal que nunca se concretizou.
O ensino (ação educativa) não deve ser colocado como algo apenas da esfera da escola (enquanto instituição organizada e voltada para a educação). O processo de ensino permeia todos os níveis de nossas vidas e da sociedade e, ao olharmos para qual é o papel do professor em sala de aula, devemos ter em mente não mais a ideia de formação de sujeitos aptos a atenderem às exigências do mercado, como mão-de-obra especializada e/ou consumidor. Significa perceber o processo de ensino com um processo de construção através da ação reflexiva de um sujeito completo, um homem (ser humano) consciente de seu papel social, mais tolerante e respeitador das diferenças, que sabe coexistir e que traz em si a consciência transitiva da superação, da mudança e do agir. Temos que nos lembrar que toda ação educativa deve ser feita no sentido de levar o homem a refletir sobre seu papel no mundo e assim, ser capaz de mudar este mundo e a si próprio! (pedagogicamente falando!).
Nesta era de cosmologia, evolução e genoma humano, existe a possibilidade de uma harmonia satisfatória entre as visões de mundo científico/pedagógico, social e espiritual, onde o domínio da ciência está em explorar a natureza e o domínio de Deus encontra-se no mundo espiritual – um campo que não é possível esquadrinhar com os instrumentos e a linguagem da ciência; deve ser examinado com o coração, com a mente, com a alma e com a Palavra. Nunca pensei em ser professora! Tornei-me professora quando busquei conhecer o Mestre dos mestres. Fui persuadida e persuadida fiquei (Jr 20.7a)!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Você é feliz?


Você é feliz? Observe o verbo dessa oração! Aqui a indagação é se você é feliz e não se você está feliz por um motivo qualquer. Contudo, algo que deve ficar bem claro é que existe uma grande diferença entre você ser feliz e você estar feliz! Quando, alguém nos pergunta, se somos felizes devemos pensar no contexto geral de nossa vida, não apenas em felicidades ou alegrias momentâneas já vividas, po...is a felicidade não se restringe a momentos, por mais especiais que sejam, mas em todo decorrer de nossa vida. E como tem sido a sua vida? Olhando tudo o que já passou, você pode dizer com convicção que é uma pessoa feliz? Ou você é daqueles que simplesmente já viveu ocasiões que lhe trouxeram contentamento? O que você entende por felicidade? Se você não a tem, o que lhe falta? O que te faria uma pessoa realmente feliz?
Muitos, sem perceber, buscam a felicidade em motivações erradas... Em um bem material, por exemplo. Mas bens materiais acabam, e quando isso acontece, a felicidade da maioria vai embora com ele. Se este for o seu caso, reflita sobre o assunto à luz da Palavra, porque a sua felicidade deve ser centrada em Deus. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. (I Co 15.19).
Devemos sempre lembrar também que para sermos felizes precisamos contribuir para a felicidade dos outros, pois a felicidade não é egoísta, ela se importa com os que estão ao redor. Ela se prontifica a ajudar aos outros a serem felizes, e não simplesmente a terem momentos de regozijo ou prazer.
Para ser feliz é preciso que haja esperança em nós! E esta só pode ser alcançada em Jesus. Mesmo que estejamos passando por períodos de turbulências e provações, a felicidade continua a pulsar em nosso coração, porque sabemos em quem temos crido (II Tm 1.12). Lembre-se: Estar feliz é ter alegria em determinados momentos, mas ser feliz é uma opção de vida!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Teria Pedro sido omisso, negado ou traído Jesus?

          Pedro é um dos grandes nomes da história do Cristianismo. Para que sua vida ministerial chegasse a um estágio de aprovação, ou para que ele fosse reconhecido como autoridade bíblica foi preciso vencer grandes embates ministeriais, pessoais e emocionais. Ninguém pense que pelo simples fato de ter sido testemunha ocular de Jesus que o seu ministério e sua vida possuíam o carimbo da infalibilidade! O fato de conviver com Jesus não o tornou imbatível e tampouco livre das investidas do mal. O Pedro que encontramos na Bíblia Sagrada é um homem como todos nós, cheio de limitações e fracassos. Cometemos muitos erros quando não nos conhecemos tornando-nos escravos das circunstâncias! Infelizmente desistimos facilmente das pessoas que nos decepcionam, ao contrário de Jesus que tinha uma capacidade de perseverança ímpar, uma motivação inabalável, metas sólidas onde estabelecia prioridades para cumpri-las!

Vamos definir o que é ser omisso: Aquele que não se manifesta ou não faz algo em prol de alguém ou alguma coisa. Agora, definindo o que é negar: Dizer que algo não é verdadeiro, não reconhecer, contestar, manter em segredo, esconder, evitar, esquivar-se a, dizer não, deixar de oferecer ou permitir; recusar, mentir. Por fim, o que vem a ser trair: Agir de forma desleal em relação a alguém ou alguma coisa, ser infiel a (em relacionamento amoroso), ficar aquém das expectativas de; decepcionar, deixar de honrar (compromisso, acordo, etc.), deixar de lado; abandonar.

Pedro não apenas tinha um problema muito sério com seu próprio temperamento, mas em segundo lugar, seu caráter o decepcionava imensamente. E decepção com o caráter é uma coisa mais profunda e mais latejante do que com o próprio temperamento. Atinge a essência da sua personalidade! Diante da pressão, quando Jesus é levado para a casa do Sumo Sacerdote Anás, sogro de Caifás, atual Sumo Sacerdote, e está sendo interrogado, Pedro e “um outro” discípulo, após a prisão do Mestre, tomam coragem e o seguem até a entrada do pátio da casa de Anás. É importante ressaltar que Jesus foi levado primeiramente a Anás por questão de honra por parte de Caifás, por ele ser mais idoso e de grande experiência. Cremos que o “outro” discípulo era João, e ele conhecia Anás o suficiente para ganhar acesso à sua casa, e assim acompanhando o Senhor, adentrar ao pátio. Depois, João voltou à porta de entrada, conversou com a porteira (uma moça), trazendo Pedro para dentro do átrio (pátio) Jo 18.13-17. Ao ser descoberto como um possível seguidor de Jesus e sendo questionado por essa mesma razão, ele o nega três vezes (Mt 26.29; Mc 14.67-69; Lc 22.57-59)! A pessoa que o confrontou pela terceira vez, foi insistente e João nos informa que essa pessoa era parente do servo do Sumo Sacerdote (Malco) que sofreu o decepamento de sua orelha no Getsêmani pela ação de Pedro (Jo 18.26). Enquanto desmentia que fazia parte do “rebanho” do Bom Pastor, duas coisas aconteceram simultaneamente: o galo cantou e Jesus voltou e fitou os Seus olhos nele, Pedro (Lc 22.59-61). Foi naquele momento que o apóstolo caiu em si, recordou o que Jesus tinha lhe falado no cenáculo e o seu coração inundou-se de grande mágoa e angústia, retirando-se chorando copiosa e amargamente. E em terceiro lugar, Pedro não tinha só problema com o temperamento e com o caráter, mas contraiu um problema terrível com o seu mundo psicológico. Atrevo-me a dizer que se o conflito de Pedro não fosse interrompido três dias depois, e se ele vivesse no século XXI, não tenham dúvidas, o Pedro estaria enfrentando sérios problemas de ordem psicológica!

Pedro foi ousado em entrar naquele ambiente perturbador! Ele nunca mais esqueceria a cena que veria. O seu amado Mestre estava sendo ferido física e psicologicamente. Ele não acreditava na violência dos agressores de Jesus e nem na passividade do Mestre diante dos mesmos! Afinal, os homens sempre reagem de forma animal coletivamente quando estão irados! Pedro entrou em desespero instalando-se o medo em seu ser e travando sua inteligência. O medo (todo o tipo) nos controla, pois faz parte da constituição humana!

O arrependimento é produzido no coração do homem; é a tristeza segundo Deus. O remorso é a tristeza segundo o mundo e produz morte. Arrependimento é compunção, contrição, insatisfação causada por violação de lei ou de conduta moral, e que resulta na livre aceitação do castigo e na disposição de evitar futuras violações. Remorso é inquietação de consciência por culpa ou crime cometido; é o chamado peso de consciência! Pedro havia violado um princípio de conduta moral, o da lealdade, mas Deus pôs tristeza em seu coração, produzindo arrependimento para a salvação e a firme disposição de evitar futuras violações. Foi o que salvou Pedro!

Trazendo a atitude de Pedro para o nosso dia-a-dia prático/religioso, percebo que nada mudou... Ainda hoje deixamos de nos posicionar por medo de perder benesses, mesmo sabendo que o sagrado não comunga com o profano. Muitas vezes deixamos de tomar atitudes ao silenciarmos em assuntos de moral, ética, caráter, religião, política, etc., por medo ou receio de sermos excluídos, ignorados e tudo mais que venha a afagar a nossa alma, nos dando uma suposta “estabilidade”. Gostamos de viver na “região do conforto”, da notoriedade, então violentamos nossa consciência e os valores de cidadania terrestre e celestial, onde vez por outra, aplacamos nossa consciência nos valendo dos pedidos de perdão e desculpa, para demonstrar uma falsa espiritualidade, arrependimento e piedade. Será que não foi isso que ocorreu com o apóstolo Pedro? O homem que não é juiz de si mesmo nunca está apto para julgar o comportamento dos outros! Acredite: Não é só o corpo humano que é frágil, mas a sua estrutura psicológica também é! Qual realmente foi a atitude de Pedro?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Somos Humanos

Ando pensando: Como é difícil escutar, olhar realmente para o outro e apenas ouvi-lo! Como é difícil escutar quando o coração está ferido, a alma amargurada e decepcionada... como é difícil escutar quando todo o ser geme um pedido de socorro e o corpo somatiza seus males... como é difícil escutar quando o orgulho, a intolerância e falta de amor precedem o sentimento misericordioso... como é difícil de escutar quando a cobrança, a perseguição, a falta de confiança, de reconhecimento suplantam palavras de estímulo e agradecimento... como é difícil de escutar quando a alma está atormentada... como é difícil de escutar quando muitos se afastam, adoecem, enfrentam problemas e não encontram um ombro amigo, um abraço caloroso, um aperto de mão honesto e um olhar que fala muito mais que palavras... como é difícil de escutar quando perdemos a rota e nem uma carta náutica nos é oferecida... como é difícil escutar quando a mente está cauterizada... como é difícil escutar os passos do necessitado, quando o maior necessitado somos nós... como é difícil ouvir o nosso verdadeiro nome quando perdemos a identidade... escute hoje, veja hoje, demonstre sentimentos elevados hoje, socorra hoje, abrace hoje, pois esse foi o dia que fez o Senhor, por isso estamos alegres! Não esqueça: você é humano, não está em corpo glorificado ainda!

Pensando um pouco...

 Com o passar dos anos deixamos de fazer "gritaria" e passamos a usar a cabeça, a experiência, a prudência em momentos que em épocas passadas, o famoso "desmaio na alma" (Hb 12.3) seria o esperado. Com o passar dos anos nos tornamos previsíveis em nossas atitudes, mesmo quando são para conserto. Com o passar dos anos o assunto periférico perde a importância para o essencial e entendemos como foi incrível cada fase da vida que vivemos, pois esta é a bagagem, lembraças, atitudes, feitos, amores, esperanças, dores, etc q. levaremos quando nos apresentarmos diante do Pai! Quando deixamos que o nosso "fardo" se encontre com o "jugo"(suave, porque vem Daquele que é manso e humilde coração. Mt 11.28-30) do Senhor, podemos descansar em Seus braços e a apreensão quanto ao futuro é dissipada. Deus nunca sai do controle da vida humana!

Arrume as Malas


Arrume as malas... Só você pode fazer isso, só você pode decidir firmemente se quer partir ou não, só você pode escolher qual "bagagem" levará! Arrume as malas... Faça desse encontro o melhor, o mais importante e esperado de toda a sua vida humana! Revise cada compartimento de sua "mala" e veja se tudo está bem acomodado e nada foi esquecido, pois não haverá retorno em caso de falta de atenção. Arrume as malas... Pegue o seu bloquinho de anotações (aquele que tem lhe acompanhado por toda a vida) e veja se todas as suas perguntas, dúvidas e etc. estão ali anotadas, pois quando chegar ao seu destino tão esperado, tudo será dissipado! Arrume as malas... Faça dessa viagem a mais linda, a mais sonhada, pois só você poderá prepará-la! Arrume as malas... Num piscar de olhos você estará em seu destino final, que na verdade é de onde você partiu um dia. Com sua partida, a saudade tomou conta de quem vai lhe encontrar na chegada! Arrume as malas... Euforicamente, zelosamente, amorosamente e escute a voz Daquele que lhe espera ansiosamente na porta de entrada do verdadeiro Lar!

Saudade

Há dias em que "saudade" é um suspiro, um gemido, uma lembrança, uma carta amarelada, um pensamento gravado na tela do coração, um cheiro, uma música, uma fotografia, um lugar, uma voz... As vezes saudade é silêncio. Silêncio por não saber o que dizer! Silêncio por amargar oportunidades desperdiçadas. Silêncio por vergonha... Durante anos, muitos de nós tentamos esquecer fatos que excluiram pessoas, mudaram a história de cada um, sem nem ao menos perguntar se era o correto à ser feito, se era o que o coração de fato desejava, exercendo o livre arbítrio dado por Deus... Se quer perguntamos à Deus! Saudade é um sentimento que na maioria das vezes sangra por causa das nossas irresponsabilidades! Saudade faz parte da "bagagem" que levaremos em nossa "mala" e apresentaremos à Aquele que nos espera ancioso no portão de chegada! Portanto, não permita que alguém saia do seu convívio sem se sentir melhor e mais feliz, pois com o passar dos anos as lembranças tornam-se mais vívidas e consequentemente mais dolorosas ou não. Então sinta "saudade aliviada"! (rsrs o que é?) É a saudade prazerosa pelo dever cumprido com responsabilidade e lealdade! É a que se deseja que volte por apenas um átimo de tempo somente, mesmo estando em paz completa!

Administrando conflitos 1

 As lembranças nos permitem viajar pelo tempo e espaço, onde muitas vezes, por um átimo de tempo, em completo devaneio, fazemos o percurso contrário das lembranças e tudo passa a ser real! Por instantes somos só nós e nossas lembranças, o que proporciona um tremendo bem estar para todo o ser. Não é saudosismo melancólico, é apenas um recurso que a alma lança mão para alegrar-nos ou não. Descobrir que o tempo passou nos faz avaliar e reavaliar cada momento de lembranças, pois eles são de particular sentir! Dizer que é desnecessário ter esses momentos é tolice, pois só não os tem quem nunca viveu ou está morto em vida... somos despertados pela realidade e buscamos os braços do Pai, e aí então, tudo se faz calmo, sereno e tranquilo novamente, não porque queremos, mas porque Ele é a Paz que excede todo o entendimento! Nosso passado faz parte da bagagem individual de cada um de nós, mesmo que esteja envolto em um papel de presente desbotado! Pense nisso!!

Meditando sobre Autoridade Espiritual

O valor de um homem diante do Senhor não é baseado na avaliação de outros sobre ele nem em sua própria avaliação de si mesmo. O valor de um homem diante do Senhor é baseado no fruto do Espírito. Este é o padrão da medida e avaliação de Deus! A genuína Autoridade Espiritual pode ser discernida observando-se tanto a pessoa como a maneira pela qual ela exerce a Autoridade. Quando uma pessoa com Autoridade espiritual convive com outras pessoas, ela não precisa vindicar a si mesma ou afirmar sua própria autoridade porque a presença e o testemunho do Espírito estão ali, através de sua vida! A Autoridade Espiritual não é exercida de uma maneira natural, humana. Não é organizacional ou administrativa. Na verdade ela não parece autoridade de maneira nenhuma! Antes, Autoridade Espiritual é uma questão de servir o povo de Deus como servos, suprindo-lhes em amor mediante o fluir da vida ressurreta sobre eles ao apascentar, alimentar e proteger o rebanho! Aqueles que exigem obediência, para si ou para outrem, estão na esfera errada e violam o que Deus lhes demarcou (II Co 10.13). Não devemos nos sentir intimidados por expressar uma genuína preocupação pela condição da igreja ou seus desvios da Verdade por parte daqueles que proclamam que tal expressão de preocupação é rebelião. Na verdade, manifestar adequadamente tal preocupação ao Senhor e aos Seus representantes é nosso dever como um serviço ao Senhor, aos santos e à Igreja, corpo de Cristo!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Reverência - Âncora da Presença Divina

Toda verdadeira adoração é ancorada em uma reverência a presença da Divindade (Lv 19.30), pois onde Ele é reverenciado, Sua presença se manifesta e onde Ela se manifesta, as necessidades são supridas (Sl 34.9). O temor do Senhor começa no coração e é manifestado através de ações (Is 29.13). É bem provável que Deus não manifeste Sua santa presença em um ambiente onde Ele não seja reverenciado (Tg 4.8). Porém, poderá fazê-lo, tendo em vista que O mesmo é Soberano em Suas ações, não estando condicionado a nada. Temer ao Senhor não é estudar sobre Deus, mas viver em reverência diante de Deus. O que nos falta não é tanto o conhecimento; falta-nos, sim, a reverência! Apesar do homem só sentir temor de Deus quando faz uma ideia correta a Seu respeito, é possível ter um conceito acertado sem que haja temor. Pode haver um conceito correto de Deus, sem que haja amor ou sentimento de temor para com Ele. Satanás é uma prova disso. O temor do Senhor é a única base do verdadeiro conhecimento. Esse ‘temor’ não consiste em um terror desconfiado de Deus, mas, antes, é a admiração reverente e a resposta em adoração da fé ao Deus que se revela como Criador, Salvador e Juiz. De acordo com a psicanálise, a fobia (medo) é um dos sentimentos mais primitivos entre os homens, iniciando-se na infância e desenvolvendo-se ao longo do crescimento do indivíduo; tendo em vista, que o homem ainda não está em corpo glorificado! Portanto, não deve espiritualizar tudo o que lhe acontece e o que sente, creditando ao Senhor ou à Satanás as consequências.
A pessoa que nasce de novo (aceita a Cristo como Salvador e Senhor), não perde sua identidade ao passar pela regeneração espiritual. Em Gl 2.20, Paulo refere-se a Cristo vivendo dentro dele; e, no entanto, não hesita em afirmar que “a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus”. O ser humano é inteligente, racional, tem domínio de existência. Por causa desse sentimento lógico, dessa percepção, ele toma decisões e faz várias escolhas em sua vida baseado na intuição e na inteligência. Deus não coage seres com livre arbítrio, pois neste caso deixariam de ter capacidade de tomar decisões morais. Tais seres devem ter liberdade de escolha, seja para o bem ou para o mal. Mas o homem que teme a Deus não toma decisões baseado nas imaginações, porque sabe que elas geram pressentimentos. Ele não se baseia em fatos negativos, pois o poder do Senhor domina a sua vontade, a sua consciência, a sua inteligência, os seus sentimentos. Aquele que teme a Deus não tem o coração baseado na sua inteligência, na sua percepção ou na lógica humana, nem se dá ao misticismo. Decida que, independentemente de cultura, tradição, razão ou emoção, você escolhe a Bíblia como autoridade definitiva em sua vida!

Espírito de Religiosidade

Uma pessoa com um espírito de religiosidade é alguém que usa a Palavra de Deus para executar a sua própria vontade. Ou seja: toma o que o Senhor disse e acrescenta os sinceros desejos. O temor do Senhor impede de comprometer a verdade de Deus para perseguir a satisfação pessoal. O homem deve obedecer a Palavra de Deus em toda e qualquer situação! O homem religioso precisa se perguntar em qual espelho está se vendo, o que está sendo refletido!? (Tg 1.22-24). Como Tiago, Paulo usou a analogia de olhar num espelho, mas não é uma imagem natural que deve ser contemplada, é a própria glória de Deus, revelada na face de Jesus Cristo, Seu Filho amado (II Co 4.6). Esta imagem é revelada nos corações daqueles que crêem não só no instante em que é ouvida a Palavra de Deus, mas também quando é obedecida e praticada (Tg 1.25). Portanto, a obediência a Deus mantém os olhos bem abertos, pois o homem é transformado naquilo que contempla. Hoje mais do que nunca, os que temem a Deus, precisam aprender a santificar seus pensamentos, palavras e atitudes. Essa geração é uma geração cansada do prazer. As pessoas foram superestimadas a tal ponto que os seus nervos se estafaram e os seus gostos se corromperam. As coisas naturais foram rejeitadas para dar lugar às artificiais. O Sagrado foi secularizado, o Santo foi vulgarizado e o culto a Divindade, converteu-se numa forma de entretenimento! Uma geração narcotizada e de olhar obscurecido que está constantemente à procura de algum novo excitamento, bastante poderoso para dar emoção às suas sensibilidades desgastadas e entorpecidas. Tudo é comum e quase tudo é enfadonho (Jr 15.19b).

Reflexão sobre a manifestação da presença de Deus

Ainda Meditando... A manifestação da Sua presença (poder e virtude do Espírito Santo fluindo através do homem), não foi feita para satisfazer a fome das suas almas. A manifestação de Sua presença e os dons autorizados por ela são simplesmente armas para assistir, habilitar, encorajar e os direcionar a fonte, que é Deus. Somente Ele pode fazer isso! (Rm 12.6 – 8; I Co 12.7; Ef 4.7-13; I Pe 4.10,11). Há uma grande diferença entre o significado de unção de Deus e a manifestação da Sua presença. A presença de Deus manifesta em todas as suas variadas formas tem um sentido válido em Seus planos e propósitos. A manifestação do poder e virtude do Espírito Santo na vida humana, habilita a carne e a faz sentir bem, mas não são recebidos para manipulá-los! Jesus nunca usou as bênçãos ou os benefícios do Reino para incentivar seus seguidores a obedecê-lo. Não existe promessa de realização pessoal ou sucesso – apenas a promessa de torná-los servos (Mt 4.18,19). Quando ministros, sem nenhum pudor e temor, expõem a manifestação de Sua presença em suas vidas sem considerar a busca de intimidade com o próprio Deus ou em levar o povo do Senhor até uma intimidade pessoal com Ele, tornam-se simplesmente exibicionistas espirituais. Estão mais preocupados com o prazer que vem de suas exibições pessoais, do poder e virtude do Espírito Santo atuando através de suas vidas, do que buscar a face de Deus e ministrar a Ele. Uma das causas do declínio da qualidade da experiência religiosa entre os cristãos atuais é a negligência da doutrina do testemunho interior (Mt 7.20-23; Tg 4.4; Tt 2.11).

Princípio (semanticamente)

PRINCÍPIO é definido semanticamente (essa palavra já me fez rir interiormente) como "origem, causa primeira, aquilo do que algo procede". No contexto de educação, refere-se a um padrão de pensamento, um referencial básico. Está intimamente ligado ao conceito de semente! A semente contém "o todo da planta de forma embrionária", que irá se manifestar posteriormente. Todo princípio tem uma natureza interna e outra externa, sendo esta (efeito) a manifestação daquela (causa). Em Pv 4.23 lemos: " Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida." Pv 23.7 lemos: " Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo. " Em Lc 6.45 lemos: " O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração". Dessa forma, o educador deve enfocar o "coração", o núcleo do assunto, os rudimentos a que os fatos estão subordinados, e cultivar o coração do estudante, caráter e vontade, a partir do que o ambiente, as circunstâncias e a sociedade são apenas efeitos. A Educação por Princípios aborda todas as áreas da vida sob uma perspectiva cristã, fundamentada na aplicação de princípios bíblicos. Visa treinar a mente para pensar de acordo com os padrões de Deus e ampliar o alcance do entendimento (II Co 10.3-5; Hb 5.14).Quais os princípios que tem norteado tua vida?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pensando sobre a Ceia do Senhor...

A Ceia do Senhor resume para nós os 3 momentos: a vida que foi e morreu por nós, a vida que é e está viva em nós e a vida que será e virá por nós! Cristo não é um mero exemplo de vida; Ele é a vida em Si! Jesus Cristo não transmitiu a Si próprio geneticamente. Se Ele o tivesse feito, os descendentes teriam sido metade Cristo, um quarto Cristo, até que em Seus distantes descendentes, nos tempos modernos, haveria apenas um débil vestígio de Sua linhagem sanguínea. Em vez disso, Ele escolheu transmitir a Si próprio pessoal e nutritivamente, oferecendo a cada um de nós o poder de Sua vida ressuscitada! Nenhuma outra imagem do NT expressa o conceito do “Cristo em nós” tão bem como o sangue o faz (Ap 1.18). Infelizmente temos tratado isso com pouca, ou quase nada, de reverência, onde muitos líderes religiosos ao invés de celebrar a Vida, transformam a celebração em insultos doutrinários com a desculpa de que falam como “autoridade delegada por Deus”.  Será que Jesus liderando tal celebração agiria assim? Será que Jesus algumas vez precisou “gritar”, “impor” Sua autoridade, delegada pelo Pai que O enviou? Na Bíblia Jesus sempre ama, respeita, ajuda, orienta, elogia, se coloca no lugar do próximo e acima de tudo, SERVE! Pelos frutos do espírito de Jesus (todos), Ele era reconhecidamente uma Autoridade Espiritual! Crer também é pensar... você tem visto algo assim acontecer?

Reflexão sobre os ensinos práticos do apóstolo Paulo


 Somente a Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo pode produzir verdadeira unidade e paz real entre os homens. Vivemos em meio a um mundo desesperadamente dividido, repleto de infelicidade e dor. Uma das grandes falácias de nosso tempo é que acentuamos em demasia a distinção entre o indivíduo e o coletivo, entre as nações e as pessoas ou indivíduos. Uma nação nada mais é do que uma coleção de indivíduos, ou a expressão coletiva do indivíduo (como alguns pensam). Nascemos como criaturas fadadas ao conflito, no íntimo ou não, em cada área ou departamento da vida! E o que desejo tentar demonstrar nessa reflexão, é que existe somente uma coisa no mundo, neste momento, capaz de lidar com esta “guerra”, tensão e contenda: A Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo! Ao ler o segundo capítulo da carta de Paulo aos Efésios, noto que não era surpresa ele gloriar-se na Cruz, porque a Cruz do Senhor Jesus Cristo fez o que ele considerava como a coisa mais incrível e maravilhosa já realizada: produziu a Igreja Cristã! Este fato é tão maravilhoso, porque juntos, lado a lado na igreja cristã, estavam judeus e gentios. Isso foi o que sempre maravilhou o apóstolo Paulo! (não estou me referindo ao ecumenismo!). Havia, como o apóstolo afirmou nesse mesmo capítulo um “muro” separando os dois grupos (Ef 2. 14). Antes de sua conversão, o apóstolo Paulo era um dos judeus mais amargos que o mundo já conheceu. Era orgulhoso de sua condição, e desprezava os gentios. No entanto, quando ele descobre que na igreja cristã judeus e gentios são vistos juntos e aquele “muro de separação” não existe mais, ele diz que se tem que gloriar-se, então seria na Cruz de Cristo (Gl 6.14)! Do que andamos nos gloriando tanto ultimamente? O que penso que me pertence no corpo de Cristo (igreja cristã)? Quais os meus verdadeiros sentimentos com relação a Igreja (Organismo) e igreja (organização, denominação)? Crer também é pensar meu amado irmão!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mditando sobre "imagem de Deus" no homem...

Na narrativa do Gênesis, o conceito de “imagem de Deus” aparece na consumação de toda a criação. A cada estágio do progresso, o Gênesis registra meticulosamente que Deus olha para Sua criação e diz que ela é “boa”, mas falta ainda uma criatura que contenha a própria imagem Dele. É somente após toda essa preparação que Deus anuncia o ápice da vida na terra (Gn 1.26). Entre todas as criaturas de Deus, somente a humanidade recebe a imagem de Deus, e essa característica nos distingue de todo o resto. Detemos o que nenhum outro animal detém; somos ligados a Deus em nossa essência! Jesus, a exata semelhança de Deus em carne, expressou a imagem do Pai na forma humana! Porém, desde o começo Jesus nos alertou de que a Sua presença física seria temporária, onde Seu objetivo estava mais além: restaurar a arruinada imagem de Deus na humanidade! A atividade de Deus na terra não teve fim com Jesus, e Sua imagem não desapareceu quando partiu. Os autores do NT estendem o sentido do termo a um novo corpo que Deus está criando a partir dos “membros”(homens e mulheres reunindo-se para realizar o trabalho de Deus), Rm 8,29. Para ser membro do Corpo, Deus atraiu pessoas de todas as nações e grupos, tendo em vista que Nele não há gregos ou judeus, escravos ou libertos. É a glória de Deus que tomamos sobre nós, e não a nossa! Quando Deus nos olha Ele vê Seu Filho amado (II Co 3.18).

Meditando sobre Mudanças...

Meditando sobre mudanças... A mudança pode ser dolorosa, mas fortalece o caráter! Vejo esse princípio funcionar em minha própria vida nos conflitos que enfrentei em tempos passados. Isso não é uma seção de piedade (longe de mim rsrs)! A verdade é que sou grata por essas provações e tenho muita consciência de que as minhas não são maiores que as de ninguém. Agora vejo que me tornei mais forte depois que as enfrentei! Não é a pessoa protegida ou mimada que agrada a Deus e sim aquela que usa as energias dadas por Ele para vencer os desafios, pois todo aquele que vive em Jesus sofrerá, mas o Senhor o levantará. Como o apostolo Paulo, podemos fazer verdadeiramente leves nossas mudanças! É assim que é a vida... Muitas pessoas têm objetivos e sonhos mas, às vezes as metas parecem sublimes demais para ser verdadeiras, por isso elas retrocedem e se dedicam a algo fácil. Esse não é o modo certo de crescer! Você cresce ficando “igual” (enfrentando) uma “tarefa” que é maior que você! Aloô!!!  Para ser um cristão melhor, assuma mais responsabilidade e mais trabalho, e você crescerá em diversas formas, mas principalmente em caráter! Nenhum de nós é operador de milagres, mas todos podemos ser milagres! Nos tornamos milagres, assumindo mais do que podemos controlar (a alma e tudo que lhe diz respeito, entende?). O desencorajamento é como ter “AIDS espiritual”. Debilita seu sistema imunológico, o torna vulnerável a doenças e lhe causa esgotamento físico e espiritual. Você pode investir incentivo nas pessoas, e algum dia, quando necessitar fazer um “saque” (foi o que aconteceu comigo), receberá mais que deu, porque Deus vai acrescentar as bênçãos Dele! Não despreze seus próprios pensamentos , mudanças, aflições e ideias, você pode tá desprezando algo vindo da parte de Deus, porque Ele fala por meio de tudo o que o homem passa aqui na terra. Eu sei... é sempre uma batalha continuar doce mesmo quando as coisas em volta são amargas! Acredite: toda pessoa tem um brilho exclusivo a seguir e você não é diferente!

Meditando sobre Fé...

Meditando sobre fé.... A fé é definida na Bíblia como “a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hb 11.1).  Alguns confundem fé com sentimentos! Quando se sentem bem, louvam a Deus, agradecem, participam dos cultos e etc. Porém, quando esse sentimento de bem-estar e alegria desaparecem, entram em depressão e ficam desgostosos com Deus, com a Igreja (Organismo), com o ministério (Organização). Isso acontece porque os sentimentos são voláteis, relativos, dependem das circunstâncias e do estado de espírito de cada um. A fé, por sua vez, independe desses sentimentos e está presente (no espírito humano e não nos sentimentos), mesmo quando as situações não vão bem. Vemos isso com Jó que, mesmo desesperado, triste, amargurado e em depressão (Jó 7.16; 30.16), não deixou de confiar em seu Deus. Isso me leva a afirmar que a fé não anula a tristeza e os problemas, mas é o combustível espiritual que nos fará perseverar rumo à vitória!

Esperança...

Há momentos em que a esperança vai embora e não sabemos o que fazer. Jeremias viveu isso em  Lm 3.18 quando disse: “acabou a minha glória como também a minha esperança no Senhor”. Não podemos esquecer que Jerusalém estava chorando e em completa destruição. O que por vezes não lembramos é que o homem, ainda que pense demais de si mesmo, vive com uma ideia errada de segurança, mas quando para e pensa se desespera por não saber exatamente o que se dará no futuro. O dia de amanhã está absolutamente oculto aos seus olhos e, assim como Jeremias, você mesmo pode reconhecer que não tem esperança ou certeza de futuro.
Isso coaduna com a máxima do NT que você é naturalmente morto nos seus pecados (Ef 2.1ss) e ninguém  pode chegar a Deus por suas próprias forças (Rm 3.9ss). Nesse momento, faz sentido o grito de Jeremias em Lm 3.21: Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. Isso significa: Misericórdias (Lm 3.22), Fidelidade (Lm 3.23) e Bondade (Lm 2.25)! Observamos aqui que a Bíblia não busca esperança no ser humano. Em outras palavras, não há esperança em você para dirimir suas dúvidas e inseguranças, traga a sua memória o que te pode dar esperança: Os atributos de Deus que apontam para Jesus Cristo morto na cruz tomando o lugar daqueles que nele creem!

Meditando sobre Teologia...

Teologia... A tarefa mais importante q. um cristão pode realizar, em qualquer estágio de seu desenvolvimento espiritual, é estudar Teologia Sistemática. Isso pode soar extremo à tendência anti-intelectual do cristianismo popular, mas é conclusão necessária derivada da natureza da teologia. O estudo teológico possui um valor intrínseco, e ele é a pré-condição de todo conceito e atividade cristãos. Uma das maiores razões para se estudar teologia é o valor intrínseco do conhecimento sobre Deus. Cada outra categoria de conhecimento é um meio p/ara um fim, mas o conhecimento de Deus é um fim digno em si mesmo. E, visto que Deus Se revelou através da Escritura, conhecer a Escritura é conhecê-Lo, e isto significa estudar teologia. Um repúdio à teologia é também uma recusa de conhecer a Deus por meio do modo por Ele prescrito! O conhecimento da Escritura (conhecer sobre Deus ou estudar teologia) deve estar cima de tudo da vida e pensamento humano. A teologia define e dá significado a tudo q. alguém possa pensar ou fazer. Ela está acima de todas as outras necessidades (Lc 10.42); nenhuma outra tarefa ou disciplina se aproxima dela em significância. Portanto, o estudo da teologia é a atividade humana mais importante!
Uma pessoa ama a Deus somente até onde ame a Escritura! Pode haver outras indicações do amor de alguém para  com Deus, mas o amor por Sua Palavra é um elemento necessário, pelo qual todos os outros aspectos da nossa vida espiritual são mensurados. O “elemento humano” da Escritura, portanto, não prejudica a doutrina da inspiração, mas é consistente com ela e pela mesma explicado. Pense nisso c/ carinho, pois crer também é pensar!