Vamos comemorar? E porque não deveríamos?
Vamos comemorar cada conquista, cada caminhada, cada esperança, cada dor, cada
partida, cada ausência, cada porto seguro, cada viagem, cada expressão de amor
e carinho, cada olhar e um ultimo olhar, cada cheiro, cada toque, cada abraço,
cada sorriso, cada lágrima, cada oportunidade, cada sonho, cada crescimento,
cada música, cada imagem fotografada pelo coração, cada dia, cada pôr do sol,
cada amanhecer, cada lua enfeitando o firmamento na companhia das estrelas, que
de tanto brilho iluminam as “sombras” dos caminhantes... Vamos comemorar mesmo
que as “areias” dos vendavais dos “desertos” toquem nossa pele, e tudo que nos
reste seja cobrir-nos na esperança de que logo a calmaria se fará. Penso que
todos os dias é dia para comemorarmos, afinal somos múltiplas em nossa
caminhada e em tudo que fazemos desconhecendo a palavra recompensa apesar do
que se faça. Da infância a fase adulta; sempre estamos antes do ontem e depois
do amanhã. Somos assim: esperamos quando ninguém mais espera! Por quê? Porque
somos mulheres! Somos almas livres, porém presas pelo sentimento da responsabilidade
por quem está em nosso raio de visão ou até mesmo pelos que estão há quilômetros
de distância de nós. Vivemos estendendo as mãos aos que nem ainda se declararam
necessitando e doamos antes de ser pedido. Essas somos nós, sem exclusão,
diminuição, diferenças, com ou sem hormônios em nossas fases da vida. Somos
feito o bambu, envergamos, mas não quebramos, apenas “trincamos” (somos
humanas). Porém, ao “trincarmos” nos redescobrimos sendo resilientes e aí tudo
se faz novo outra vez e ensinamentos são adquiridos e repassados. Por quê?
Porque somos mulheres, mães dos nossos filhos e dos que adotamos pelo caminho.
Porque para muitos nos perdemos nas palavras, quando na verdade, nos
encontramos nelas distribuindo emoções quase sempre imperceptíveis. A vocês
queridas, o meu abraço de hoje é especial, rogando ao Eterno que sempre
possamos estar aos pés da Cruz de Cristo, guardadas no Seu amor. Cai uma
chuvinha gostosa aqui na Cidade do Sol nessa madrugada de 08 de Março de 2015.
O mundo cristão tem vivido momentos de grandes confusões teológicas e infindáveis discórdias doutrinárias. O homem serve a um Deus maravilhoso que tem prazer em expressar Seu coração e revelar Seus pensamentos! Esses pensamentos jamais contradizem as Escrituras, as quais são úteis para o seu ensino, correção, repreensão e exortação. Aqui vocês encontrarão reflexões do que penso e acredito sobre vários assuntos teológicos que venho estudando ao longo dos anos. Ao meu Deus seja toda a glória!
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domingo, 8 de março de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
Chove na Cidade do Sol e amanhece
fazendo aquele friozinho gostoso que nos proporciona, entre outras coisas, momentos
de reflexão. Pois é, estou pensando sobre a importância de se manter viva nossas
memórias, pois elas definem nossa história, a pessoa que somos e nos tornamos com
todos os sentimentos que envolvem a vida dos humanos. Manter viva a memória é está ainda produzindo
mesmo que os percalços do viver nos alcancem! Porém quando “esquecemos” quem
somos, o caminho que percorremos, só nos resta ser lembrando por todos que
cruzaram nossas vidas no passado, pois só assim nos perpetuaremos e seremos
respeitados numa demonstração de amor, apesar da aparente inutilidade que nos
transformamos. Isso pode acontecer comigo e você, basta perdermos a razão e o
significado da vida, e saiba que nem precisa do aparecimento de uma doença.
Nessa manhã chuvosa reflita sobre o que pode lhe dar esperança e então viva o “agora”
dessa lembrança, desse momento, dessa esperança.... Traga a memória o que lhe
pode dar esperança (Lm 3.21), não perca tempo, atue no “hoje”, no “instante
presente”. Recorra a todas as suas lembranças, mesmo que esse seja um exercício
diário e quase sempre cansativo, mas nunca desista de lembrar! Querido, a
moldura da “fotografia” quem dá é você! É você quem a interpreta ao fotografar
com a lente mais sensível, que é o seu coração, as vivências do dia-dia com
suas emoções! Então traga a memória o que pode lhe dá esperança e continue na
caminhada, mesmo que as forças para lembrar-se do que não deve ser esquecido sejam
ínfimas... Sempre vai surgir alguém pra lembrar com você ou até por você! Acredite:
ainda existe quem faça afagos na alma humana pelo simples prazer de fazer
sorrir um coração. Somos uma “tela” inacabada esperando o encontro com Aquele
que entende dos “matizes” do viver humano. Seja acarinhado por mim num longo
abraço, sem qualquer pressa de deixá-lo!
segunda-feira, 2 de março de 2015
A mensagem dizia “Blza” e então
perguntei: O que significa? “Blza” é a forma abreviada da palavra Beleza muito
usada pelos internautas. Porém, o que me chama a atenção é que adquirimos o
hábito de resumir. Temos resumido com “Blza” frases inteiras que com certeza,
fariam toda a diferença em um contexto se fossem expressadas. Quantas vezes
você e eu ficamos sem saber o que de fato essa palavrinha quis dizer naquela
mensagem?! Tenho tentado decifrar os “Blzas” da caminhada, pois na escrita
perdemos a sensação de ouvir o tom da voz, a expressão facial, o olhar, o
toque.... Descobri que “Blza” também pode ser: não tenho o que lhe dizer, estou
ocupado, não entendi... O que está acontecendo com o ser humano que vêm
perdendo a beleza da expressão de sentimentos em palavras? Fico imaginando a
cena da crucificação e como o Mestre não poupou palavras para sua mãe e o discípulo
amado... Jesus não abreviou, não resumiu, pois palavras são sentimentos
escritos e declarados poeticamente ou não, reservados aos mortais. Sabe a brevidade
do tempo não tem relação com o resumir das respostas, dos sentimentos, dos
sorrisos, dos afetos... a brevidade do tempo fala da nossa mortalidade e de que
os momentos humanos sempre serão únicos nas nossas vivências. Você tem resumido
muito em todos os campos da sua vida? Querido, resumir ou abreviar pode ser também
uma forma de indiferença e indiferença é ausência de amor. A crucificação nos
ensina a valorizar, dar importância, considerar... Portanto, nessa manhã
quente, daqui de terras potiguares, lhe convido a seguir o exemplo do Mestre
que não resumiu palavras para sua mãe e João naquele momento único e de brevidade
humana. Seja abraçado por mim carinhosamente.
O domingo está terminando aqui na linda
Natal e me encontro refletindo sobre quando o sentimento de vingança toma
assento em nosso coração... Vingança não é justiça! Vingança não é “um prato
que se come frio”, mas a prática da falta do amor e suas consequências servidas
impiedosamente a outro humano, como eu e você. Vingança é a atitude que quase
sempre leva a morte dos sonhos, de uma vida melhor, de uma nova chance, de
perdão ainda que nos últimos instantes de vida. Vingança divide, segrega, cega
a compreensão. A vingança me impede de me colocar no lugar do outro e sentir
como ele. Ela atrofia os passos. Porém de todos os males causados pela
vingança, a perda da vida é a que doe mais. A vingança não é moeda de troca
pelo que lhe aconteceu de ruim! Penso que quando nos vingamos declaramos que de
nada adiantou a morte de Cristo (para os cristãos). A vingança revela uma alma
atormentada que não conseguiu lidar com suas frustrações, seu grau de
importância na vida e na vida do outro. Querido vingança não constrói! Temos
que tomar cuidado com a “bagagem” que estamos levando ao cruzarmos os portões
da eternidade, pode acontecer arrependimentos tardios... A mágoa antecede a vingança,
portanto ressignifique essa dor que persiste em estar presente na sua
caminhada. Tire lições e então sairás fortalecido. Viva hoje, viva agora na
certeza de que a vingança pertence ao Eterno (Rm 12.19)! Já é madrugada e
despeço-me de você daqui de terras potiguares com a certeza de que ainda é
possível ser feliz na terra dos viventes, afinal Ele ainda está conosco!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Foi
às margens do Tapajós que ouvi falar do silêncio que se pode ouvir.... O
silêncio nem sempre é ausência de palavras, barulhos, movimentos... O silêncio
deseja ser ouvido em sua contemplação, pois torna-se mais fácil perceber os
detalhes de amor do Criador. O silêncio deseja ser ouvido para que a alma descanse
e encontre o prazer no admirar. O silêncio que se pode ouvir grita dentro de
cada um de nós a importância do existir e usufruir da Criação como presente aos
mortais, gerando contentamento às emoções. Penso que o silêncio dentro da alma
significa que os pensamentos devem emudecer de quando em vez para ouvir o novo
que se apresenta.. ouvir o suposto desconhecido! Porém sei que muitas vezes o
nosso silêncio são gritos abafados não só de alegrias, mas de completa dor. O silêncio
que se pode ouvir não deve ser confundido com o da covardia, do medo, do
pessimismo..... falo do silêncio aprendizado, valorizador, o que nos instiga a
crescer sempre altruisticamente! Querido até Jesus teve seus momentos de
silêncio, portanto não se desespere! Um deles foi diante de Pilatos (Mc 15.2)
quando lhe foi perguntado se era o Rei dos Judeus. O silêncio de Jesus é tamanho que Ele
se restringe a pegar carona na fala de Pilatos para não ter que se pronunciar e
responde: Tu o dizes! Acredito que tem momentos que o Eterno silencia por que
aquilo que necessita ser pronunciado já se tornou tão óbvio que pode até ser
ouvido ou repedido pela boca dos incrédulos. Querido fique atento ao silêncio
que se pode ouvir, pois há uma expectativa de alarido de vitória quando o silêncio
impera a partir dos céus! Receba o meu abraço daqui de Terras Potiguares nessa
quarta-feira de cinzas tão abafada.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Hoje no fim da tarde enquanto caminhava
ouvi um rapaz dizer: “Quase ele arrebatou das minhas mãos”! Essas palavras me
levaram a refletir sobre essa palavra pequena: Quase. “Quase” significa algo
que está próximo de ser realizado ou por um triz não se realizou. Às vezes o “Quase” veste-se de incerteza e
desilusão, mas é na perseverança que o “Quase” materializa-se. Você já se deu
conta de quantas coisas quase foram arrebatadas das suas mãos? Penso que “Quase”
pode ser compreendido como uma atitude de misericórdia na maioria das vezes em
nossa caminhada. Nessa breve reflexão priorizo o sentido misericordioso, pois
este sim gera esperança futura. Enquanto escrevo me recordo do paralítico do tanque
de Betesda (Jo 5. 1-15). Esse homem estava sempre esperando o mover das águas
para que ele pudesse ser curado no momento em que entrasse no tanque. Isso
nunca aconteceu. Porém, um dia Jesus visitou o lugar e foi ao encontro do
paralítico com a seguinte pergunta: Queres ficar são? Essa é a história da Misericórdia
se encontrando com alguém que quase perdeu a esperança. Eu não sei quanto tempo
você está à espera do encontro com a Misericórdia, mas o paralítico esperava já
por 38 anos! Pode ser que você ache que é impossível o seu sonho se realizar, a
sua vida ser ressignificada e por aí vai, mas quero lhe dizer nessa noite
quente de janeiro/2015: Mesmo que suas forças tenham se acabado para prosseguir,
a Misericórdia irá ao seu encontro, lhe alcançará e nada impedirá o agir do
Eterno em seu socorro! Já é quase meia noite e despeço-me daqui da linda Cidade
do Sol.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Nessa madrugada reflito sobre o tempo que gastamos com os nossos lamentos. Voltamos nossos pensamentos para tudo que poderia ter sido e no que deveria ter sido, aprisionando-nos para o novo que se apresenta diante de nós todos os dias quando os raios de sol aquecem esse lindo lar, chamado Terra. Muitos pensam que quando revivemos em nossa mente tais situações de lamentos vezes seguidas, poderemos mudar os desfechos. Lamento, mas infelizmente não podemos! Querido, a única coisa que eu e você podemos controlar são os nossos atos no presente. Penso que reviver o ontem, só nos afastará das oportunidades do hoje e de toda a esperança de esperar em fé fazendo o que cabe a cada um de nós. Pensar dessa forma torna a nossa caminhada mais difícil... As oportunidades não esperam por ninguém, portanto esteja alerta! Sabe, as oportunidades veem de muitas maneiras e até pelas mãos de quem nem imaginamos, ou até de quem não nos é amigável. Portanto não esqueça: as oportunidades só podem ser vistas e aproveitadas no tempo presente! Quem sabe nessa madrugada você esteja ainda “preso” a algo ocorrido no passado... já aconteceu, é passado! O hoje é uma dádiva do Eterno ao homem! O erro de Jonas trouxe a tempestade, mas a Palavra do Senhor veio uma segunda vez para ele(Jn 2.1, 10; 3.1). Querido, o Eterno é um Deus de segundas chances (terceira, quarta, quinta...). Todas as manhãs as misericórdias do Senhor se renovam (Lm 3.23), logo o hoje é uma dádiva, por isso é chamado de presente. Volte a viver novamente! Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares, um lugar de tempo presente para mim.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
São só palavras! Foi tudo que ouvi em
minha caminhada daquela moça tão linda. Você pode falar o que desejar, até
escrever, mas se suas palavras não forem entendidas certamente gerará
desconforto, tristeza, onde muitas vezes decisões precipitadas se instalam e
então as consequências nos encontram. Porém, as mais belas palavras são ditas
em completo silêncio... no silêncio do cuidado, do abraço, do sorriso, do
presente, dos detalhes, do olhar e de um derradeiro olhar e de muitas e muitas
outras coisas que a criatividade humana é capaz. Querido, são nas palavras que
encontramos compreensão mútua! Precisamos parar de subestimar o poder que há no
toque, no silêncio, no sorriso, nas palavras gentis, no ouvir, em um elogio
sincero, em tudo que expressa sentimento... em tudo aquilo que tem potencial
para mudar a nossa vida ao nosso redor! Portanto, lhe convido a ser bondoso em
suas palavras para que confiança seja gerada em profundidade e assim o amor
encontre guarida e seja perpetuado entre mortais, como eu e você, aqui nesse
lindo planeta azul. Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares, pois
isso também são formas de palavras do meu coração para o seu coração.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Fico imaginando que não é raro momentos
de “turbulência” em nossa trajetória por aqui, mesmo que se procure trilhar os
caminhos tranquilos podemos ser encontrados ou encontrá-la. A “turbulência” tem
aviso prévio em minha opinião, nós é que na maioria das vezes relutamos em
aceitar por termos a pretensão de achar que podemos controlá-la ou até mesmo achamos
que o que estamos vendo não passa de uma ilusão de ótica e aí tentamos “voar
através dela”, o que em algumas ocasiões pode trazer aprendizado, mas
normalmente não é o que ocorre. Gostaria de lhe convidar a caminhar comigo em
uma breve reflexão sobre quando enfrentamos a “turbulência junto”... “Turbulência
junto” é dividir a carga das nossas frustrações e lutas, é conseguir sorrir
quando a tristeza nos encontra, é caminhar de mãos dadas, é abraçar e nesse
abraço o medo ceder lugar para a esperança, é enxugar as lágrimas com beijos, é
olhar dando a importância que o outro merece, é percorrer os caminhos
compartilhando, é sonhar os sonhos e dividi-los, é entender que juntos somos
fortalecidos, é correr sem pressa de chegar usufruindo cada instante do
percurso e da companhia, é sentir o vento tocando nossa pele e aquele friozinho
percorrendo pela espinha dorsal nos levando a aconchegar-nos no outro em
completa satisfação, é estar em “turbulência” e ainda ter o que oferecer a quem
está em “turbulência” maior o lenitivo de um ombro amigo. “Turbulência” não é obrigatoriamente
sinal de erros, pecados, fraquezas... “Turbulência” é algo comum aos humanos,
como eu e você que estamos em processo de crescimento constante. Anime-se! “Turbulência”
é algo que passa e então o céu volta a declarar-se pelo simples prazer de
revelar o Poder de Quem esteve e está conosco nas nossas “turbulências” de todos
os dias, por isso sobrevivemos sempre!
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Hoje entrei em uma igreja e escutei uma
senhora de meia idade que sussurrava uma oração dizendo: Muda minha história! Fiquei
pensando em quantas pessoas estão fazendo essa mesma oração por anos a fio e
nada vêm acontecer. Fico pensando se de fato oramos o que deseja o nosso
coração, o que aflige a nossa alma, o que faz nossos olhos brilharem, o sorriso
ser largo e constante... se oramos verdadeiramente! Fico pensando se a nossa
oração muitas vezes não é egoísta, pois dependendo do nosso pedindo, pode haver
perdas e dores. Fico pensando que às vezes a mudança depende tão somente de nós
e não conseguimos perceber isso. Fico pensando que a oração precisa de uma ação
para que o milagre se instale, se materialize, caso contrário será sempre um
pedido sem qualquer envolvimento pessoal ou comprometimento. Fico pensando que
a oração nem sempre fala das nossas “verdades verdadeiras”, preocupando-se mais
com aquele que a escuta, pois tememos mostrar fraqueza diante do outro.
Querido, ainda não há ninguém nessa nossa terra em corpo glorificado, portanto
revele-se em oração, sua alma agradecerá! Faça como a mãe do profeta Samuel (I
Sm 1), ela mudou sua história não se importando com comentários sobre sua forma
de oração. Fico pensando também que desistimos muito rápido quando nossa oração
não é atendida de pronto. Pior que isso, é quando achamos que a resposta do
Eterno tem que ser ao nosso favor! Nessa madrugada de um friozinho gostoso,
desejo que compreendas que a oração é o recurso dado pelo Eterno para que
possamos ouvir nossa própria voz em meio aos nossos pedidos para então compreendermos
que primeiro precisamos, sinceramente agradecer e então, prostrados aos Seus
pés, adorar! Isso sim traz mudança sempre! Receba meu abraço caloroso
acreditando que Seus ouvidos estão atentos as nossas orações, pois ainda hoje
Ele faz afagos na alma humana pelo simples prazer de nos ver sorrir!
sábado, 8 de novembro de 2014
Nessa madrugada de um tantinho de frio
fico imaginando como o mesmo frio que maltrata pode aproximar as pessoas, porém
quero lhe convidar a percorrer simploriamente, um trechinho de caminho sobre o “frio
que aquece”... “O frio que aquece” é aquele que desvenda o perigo não permitindo
que se “congele” em meio às desatenções da vida. “O frio que aquece” apresenta
a beleza da vida como um farol que brilha a noite pelo prazer da alegria de
guiar-nos. “O frio que aquece” é como uma fonte perene que não permite que as “sedes”
da jornada nos façam perecer. “O frio que aquece” é como o quebrantamento
quando nos encontramos irredutíveis diante de situações onde só o Eterno tem o
poder de operar tal mudança. “O frio que aquece” é quando precisamos de um
milagre e somos encontrados e aquecidos por Ele em meio à tormenta do viver. “O
frio que aquece” muitas vezes transforma a nossa vida de uma hora para outra
sem nem ao menos perguntar se estamos de acordo, pois sabe que se o fizesse não
teríamos forças nem ao menos para pronunciar um “ai” de tão grande é a dor que
se sente. “O frio que aquece” nos leva à campinas verdejantes para que se possa
admirar o germinar, o florescer... que se possa ver a vida e viver! “O frio que
aquece” rompe portas e janelas para nos encontrar nos apresentando as
oportunidades que o Eterno tem colocado a nossa frente, e por medo não nos
apropriamos por não nos acharmos merecedores. “O frio que aquece” faz de mim e
você, pelo poder do amor com o qual fomos amados, mais que vencedores nessa
nossa breve jornada aqui na terra. Nessa madrugada de sábado, aqui das serras
gaúchas, receba meu abraço e o desejo de que os “frios” que encontrarmos pelo
caminho, sejam aquecidos pelo poder do Amor!
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Posso clamar, pois estás comigo e a
possibilidade não é de naufrágio, mas de total descanso, de indescritível
sossego. Posso clamar, pois o céu declara que o Eterno me deu a lua e o sol
como espetáculos únicos e pessoais, os quais representam uma das variadas
formas de afagos na alma humana nos dizendo: Todo esse espetáculo é por e para
você também! Posso clamar, não estou sozinha pelas “andanças” dessa minha vida,
tenho a melhor companhia. Posso clamar em meio às “ventanias” enfrentadas, pois
não serei alcançada mesmo que fiquemos frente a frente, afinal o Sangue é meu escudo!
Posso clamar na noite mais escura sabendo que terei as estrelas a me iluminar o
caminho em mais uma declaração de amor incondicional. Posso clamar sem o medo
de recusas e silêncios, pois Ele sabe que sou “doida por Ele” e não há nada de
vergonhoso e temeroso que todos saibam, pois isso alegra o Seu coração! Posso
clamar todos os dias até o fim da minha vida acreditando sem titubear que sou
amada. Posso clamar, pois os sonhos sonhados ao Seu lado não têm fim, pertencem
à eternidade. Posso clamar sem receio de ser substituída em seu coração, pois
você é o Amor de toda a minha vida e nossa história começou faz muito, muito
tempo lá no madeiro. Querido, não me vejo sem Você nesse curto espaço de tempo
que é a vida humana, então quero envelhecer ao Seu lado até o dia em que cruzar
os portões da eternidade e ser aninhada em Seus braços e abraçada num abraço
eterno de total e plena felicidade por definitivamente estarmos juntos para
todo o sempre. Nessa madrugada, diante do lindo céu do cerrado, me senti com a
alma em total afago feito pelo Eterno e percebi que o amor com o qual fui e sou
amada é o que sustenta minha vida aqui na terra dos viventes, como eu e você!
domingo, 26 de outubro de 2014
Infelizmente, uma das
poucas certezas que temos nessa nossa vida é a morte, portanto a morte não deveria
nos surpreender, mas surpreende! Sei que às vezes ficamos chocados quando perdemos
alguém, ficamos confusos... Ficamos ainda mais confusos quando a pessoa que
parte é produtiva em todos os aspectos. É como se achássemos que o Eterno
estivesse desperdiçando pessoas talentosas, chamando-as para Si. Não se
preocupe, esses sentimentos são normais entre humanos! Porém, para os que têm
esperança, além dessa nossa vida, sabem que esse é o último inimigo a ser
vencido pelo ser humano (I Co 15.54, 55a)! Mas hoje quero falar de um outro
tipo de morte: a morte dos sonhos, das conquistas, de um ideal, de felicidade
(acredite, é possível ser feliz aqui na terra!). Quero falar da morte em vida! Morremos
um pouquinho quando deixamos de acreditar que mesmo que sejam negros os dias à nossa
frente, um sol se abrirá e iluminará nossa jornada. Morremos um pouquinho
quando permitimos que o pessimismo se aliance conosco cegando nossa visão de
que amanhã será um novo dia e dependerá de cada um de nos o que será escrito. Morremos
um pouquinho quando um sonho audaz se esconde nos olhares do medo, da desilusão...
o conformismos torna-se a única aliança que jamais deveria ter sido feita. Morremos
um pouco quando as “janelas da alma” (olhos) são aprisionadas pelo medo do novo
nos impedindo de passar pelas “portas” que se apresentam, nos tornando
deficientes... Tornando-nos apenas andarilhos sem vida, pois a muito fomos
sepultados pelos revezes da lida. Morremos um pouquinho quando deixamos vivos
os sentimentos de morte e somos sepultados por eles. Querido, viva hoje com
toda a força do seu coração, sabendo que os que mantêm vivos seus sonhos, ideais,
conquistas, esperança são os sabem que a morte já foi vencida e a Esperança
está conosco! Receba o meu abraço daqui de terras potiguares, pois estou viva!
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
São várias as maneiras de tocarmos o céu e o podemos fazer sem nem ao menos sairmos do lugar, sem nem ao menos uma palavra ser pronunciada... podemos tocar o céu com o nosso coração, com o nosso pensamento, com os nossos sonhos! Não falo do céu hoje, como habitação do Eterno, mas falo como o lugar em que dou asas à imaginação, o lugar onde a alma humana usufrui de sentimentos destinados apenas a humanos, como eu e você! Pois é, você deve estar se perguntando: aonde ela quer chegar? O que quer dizer? Uma das formas que particularmente vejo o céu é como o lugar de sonhos realizados. Falo do lugar que alegra a caminhada nessa nossa jornada de tantos encontros e desencontros. Falo da lágrima que emoldura o rosto na alegria de cada chegada, do andar de mãos-dadas pelos caminhos sinuosos pelos quais temos que passar quase que diariamente. Falo do céu das noites de luar e do que abriga o espetáculo do nascer e por do sol. Falo das conquistas por menores que sejam, mas que fazem toda a diferença para o nosso coração. Falo do céu como um lugar de dever cumprido, de esperanças renovadas, de afagos na alma humana, de refúgio para os sentimentos. O céu pode ser uma formatura, uma viagem, um premio, um passado, uma saudade... Querido, o céu de qual falo hoje, ele é conquistado por nós mesmos, como humanos que somos. Ele é o livre arbítrio das nossas escolhas! Ele é a ante sala do encontro com o Eterno! Receba o meu abraço daqui de terras potiguares, um lugar que tem sido céu pra mim.
domingo, 19 de outubro de 2014
Enfrentamos crises diversas no decorrer
da nossa caminhada, convivemos com nossos medos, temores, ansiedades, frustrações,
renúncias e perdas... Convivemos com nossas dores e fraquezas, convivemos com
crises que muitas vezes julgamos infindáveis, aonde o pensamento que nos vem à
mente, é o de que as promessas do Eterno fizeram outro caminho, menos o de nos
encontrar! Talvez você esteja se perguntando: por que temos esses pensamentos?
Porque somos humanos, querido! Sabe a crise jamais poderá anular as promessas
do Eterno para você. Elas se realizarão! Há momentos em que somos encontrados
pelos “terremotos” da vida e aí a diferença está em como enfrentamos esse “gigante”
que se levantou, mesmo que o coração esteja sangrando e a vista turva pelas
lágrimas em total desfalecimento, temos que trazer a memória o que pode nos dá
esperança (Lm 3.21), e continuar a caminhada, como humano que somos, pois Ele
ainda está conosco. Reaja, levante-se e comece, recomece quantas vezes se fizer
necessário, mas não desvaneça. Há esperança para mim, para você! Portanto,
caminhe sem olhar para trás, pois um novo dia se inicia e com ele as
misericórdias do Senhor são renovadas (Lm 3.22). Receba o meu abraço nessa
madrugada de domingo, daqui da linda Cidade do Sol, com todo o seu encanto.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Muita gente diz que é difícil começar uma caminhada. Pessoalmente penso diferente! Para mim, mais difícil que iniciar é continuar... De começos o mundo tá cheio! Ir em frente é mais complicado... Exige persistência e muita força de vontade! Requer que nós olhemos para trás com sentimento de satisfação pela experiência adquirida e não com remorso ou sensação de arrependimento. Que nós tenhamos sonhos, mas que vivamos os sonhos! Que choremos, mas não deixemos as lágrimas turvarem nossa visão. Podemos ouvir os conselhos dos que estão a nossa volta, mas não devemos deixar de fazer o que julgamos correto, por causa de quem quer que seja. Porém, sei que muitas das vezes fazer o que julgamos correto sangra o nosso coração! Perseverança, paciência ou persistência são ingredientes indispensáveis em qualquer tipo de empreendimento. Quem desiste não faz história, mas quem persevera escreve a história. Não basta sonhar como aconteceu com José (Gn 37.19), é preciso não desistir dos sonhos, ser persistente! Entre sonhar e a realização do sonho, existem caminhos de provas a serem percorridos, onde etapas não podem ser queimadas. Sabe ser cristão é fácil, permanecer cristão é mais difícil. Requer mais entrega; mais submissão... Permanecer é um verbo passivo! Ao longo da vida subimos pequenos “montes” e, quando chegamos ao topo, descobrimos que diante de nós se levantam montanhas. Mas não desista de seus sonhos. Não siga o caminho da mediocridade. Olhe para as montanhas! Saia do vale do conformismo; largue as planícies da rotina e da monotonia. Atreva-se a subir a montanha! Subir a montanha não é fácil. Os pés podem sangrar. O suor corre pelo rosto, o cansaço toma conta do corpo. Quando se olha para trás, às vezes dá a impressão de que não se subiu nada. Quando se olha para cima, dá a impressão de que está bem distante. Às vezes, há momento de desânimo. Subir a montanha não é fácil requer persistência! E aí, vamos? Acredite: O maior erro que podemos cometer não é falhar por termos tentando, mas sim, falhar em não tentar! Persista, recomece.... essa oportunidade é reservada à humanos, como eu e você!
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Refletindo sobre quando se tem uma única
oportunidade... Quantas vezes nos vemos diante de oportunidades ímpares em
nossa caminhada e as “desperdiçamos” pelo motivo mais simples: Não sabemos o
que fazer, o que dizer! Qual a razão de agirmos assim? São muitas as razões,
mas vou resumir dizendo que somos humanos e como tal, a perplexidade é uma das atitudes
que mais paralisa o ser humano em ocasiões importantes, pois a expectativa sem
um “plano” pode engessar a iniciativa e perder a alegria do momento. Fico
imaginando a mulher do fluxo de sangue de Mc 5. 24-34, que só tinha aquela
oportunidade de se aproximar do Mestre e não podia desperdiçá-la. Aprendo com
essa mulher que vivia uma grande humilhação, que a persistência aliada com um
plano e a esperança nos ajudam em nossas conquistas, em nossos momentos “ímpares”.
Ter um “plano”, um objetivo nos aproxima mais da realização dos nossos sonhos,
dificultando que ocorram os tais momentos de perplexidades e paralisias. Sabe
querido, às vezes precisamos ter um “plano B”, para o caso de imprevistos. Pois
é, às vezes não atentamos para os possíveis imprevistos e aí somos alcançados
pela decepção. Nessa tarde um tantinho chuvosa aqui na Cidade do Sol, quero que
atentes para a importância da história da mulher do fluxo de sangue, pois ela
nos ensina a nunca desistirmos, por mais que não se vislumbre um raio de
esperança nessa única oportunidade que esteja diante de nós! Forte abraço à
todos!
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Amanheci pensando no quanto é difícil dizer: É minha culpa! Algumas vezes tenho a sensação que sou inadequada quando me vejo diante de certos questionamentos que mais parecem uma acusação, uma sentença, do que realmente é o desejado. A Bíblia nos diz que Davi foi um homem segundo o coração de Deus (I Sm 13.14) não por nunca ter errado ou admitido seus erros, mas por sempre reconhecer sua culpa buscando corrigir suas atitudes, as quais julgava corretas. No coração do rei Davi encontrava-se o desejo de VENCER para que o SENHOR fosse glorificado! O que tem feito morada em nossos corações? A vida com todos os seus sonhos é conquistada com persistência, renúncias, exaustão física, atitudes de amor, perdão, condescendência e acima de tudo, reconhecer quando em nossa caminhada a culpa é nossa. Na conquista de nossos sonhos as noites de sono têm sempre o sabor do quanto à vitória se aproxima! Será culpa minha acreditar que a vida em todas as suas possibilidades, sempre será um desafio de conquistas diárias, na qual não devo me colocar no lugar de vítima, de alguém sem condições de conquistas? Por que não aceitar o desafio proposto pela vida e tirar dele os “nutrientes” que me levarão a dizer: Valeu a pena?! Já clareou aqui na Cidade do Sol e lhe convido a buscar renovo aos pés da Cruz, onde não há lugar para medos e culpas, mas para ser mais que vencedor! Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Refletindo sobre Mudanças... Ao longo de minha jornada tenho passado por muitas mudanças! Mudanças necessárias, oportunas, buscadas, inesperadas, dolorosas, felizes, mudanças que têm me feito crescer! Porém, mudança significa lidar com o desconhecido e por essa razão, muitas vezes o medo assola nossa alma nos levando a desistir, parar, nos fechar em nós mesmos, perder oportunidades, romper com pessoas, matar sonhos... Mudanças trazem o novo, e isso pode ser tanto ameaçador quanto exaustivo! Acredite a mudança sempre vai requerer mais da nossa atenção! Já que a mudança é inevitável, precisamos compreender como ela nos afeta para que avancemos nelas e não lutemos contra, abrindo porta para a discórdia. Quando abraçamos a mudança, em vez de resisti-la, nos inclinamos a continuar a viver em harmonia com os outros, liberando dessa maneira o fluxo da força de Deus e as bênçãos em nossa vida. Se pensarmos em nossa vida espiritual percebemos este mesmo princípio, estamos em processo de mudança do imperfeito para o perfeito, sendo Cristo o nosso modelo! A teologia da regeneração fala sobre mudança, e o apóstolo Paulo em seus escritos afirma esta verdade: “Essa natureza é a nova pessoa que Deus, o seu criador, está sempre renovando para que ela se torne parecida com ele...” (Cl 3.9). Querido, só existe um poder capaz de gerar mudança duradoura, é o poder de Deus, que primeiro toca o interior, o coração da pessoa! É aí que começa a verdadeira mudança. Permita-se mudar! Receba o meu abraço daqui da linda Natal.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Pensando como cristã, escrevendo como cristã... O contexto geral de Rm 8.28 é um em que Paulo trata do viver pelo poder do Espírito em meio ao sofrimento e a dor. Paulo não era indiferente ao sofrimento, ele tinha consciência de que não estava em “corpo glorificado”! Suas várias experiências a ponto de morte, açoitamentos, prisões, e perseguições foram suficientes para erradicar qualquer ingenuidade que pudesse se ocultar em seu coração. Quando lemos Rm 8.28 em seu contexto, nós podemos dar uma resposta positiva à questão da dor e do sofrimento no mundo. Não vemos nada de bom na miséria e nos desastres deste mundo, mas este mundo não é toda a realidade que existe. Há um “até então...”. Há um lugar além do horizonte do qual nossos sentidos podem apreender, e é mais real e mais duradouro do que o que experimentamos nesta casca mortal. O Eterno está usando o presente, até mesmo um presente miserável, para nos conformar à imagem do seu Filho. Se definirmos o que é “bom” como apenas o que podemos ver nesta vida, então perdemos a mensagem deste texto. Pois, como Paulo havia dito antes no mesmo capítulo, “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18). Somos tentados a deturpar o sentido desse texto (Rm 8.28), acreditando e ensinando que se nossas vidas forem confortáveis, se tivermos riquezas, boa saúde, então, está tudo bem! Mas, este não era o “bem” que Paulo tinha em mente, e este não é o alvo da vida cristã! Consegui me fazer entender? Crer também é pensar querido! Seja acarinhado por mim nessa madrugada, um tantinho chuvosa, aqui de terras potiguares.
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