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domingo, 8 de março de 2015


Vamos comemorar? E porque não deveríamos? Vamos comemorar cada conquista, cada caminhada, cada esperança, cada dor, cada partida, cada ausência, cada porto seguro, cada viagem, cada expressão de amor e carinho, cada olhar e um ultimo olhar, cada cheiro, cada toque, cada abraço, cada sorriso, cada lágrima, cada oportunidade, cada sonho, cada crescimento, cada música, cada imagem fotografada pelo coração, cada dia, cada pôr do sol, cada amanhecer, cada lua enfeitando o firmamento na companhia das estrelas, que de tanto brilho iluminam as “sombras” dos caminhantes... Vamos comemorar mesmo que as “areias” dos vendavais dos “desertos” toquem nossa pele, e tudo que nos reste seja cobrir-nos na esperança de que logo a calmaria se fará. Penso que todos os dias é dia para comemorarmos, afinal somos múltiplas em nossa caminhada e em tudo que fazemos desconhecendo a palavra recompensa apesar do que se faça. Da infância a fase adulta; sempre estamos antes do ontem e depois do amanhã. Somos assim: esperamos quando ninguém mais espera! Por quê? Porque somos mulheres! Somos almas livres, porém presas pelo sentimento da responsabilidade por quem está em nosso raio de visão ou até mesmo pelos que estão há quilômetros de distância de nós. Vivemos estendendo as mãos aos que nem ainda se declararam necessitando e doamos antes de ser pedido. Essas somos nós, sem exclusão, diminuição, diferenças, com ou sem hormônios em nossas fases da vida. Somos feito o bambu, envergamos, mas não quebramos, apenas “trincamos” (somos humanas). Porém, ao “trincarmos” nos redescobrimos sendo resilientes e aí tudo se faz novo outra vez e ensinamentos são adquiridos e repassados. Por quê? Porque somos mulheres, mães dos nossos filhos e dos que adotamos pelo caminho. Porque para muitos nos perdemos nas palavras, quando na verdade, nos encontramos nelas distribuindo emoções quase sempre imperceptíveis. A vocês queridas, o meu abraço de hoje é especial, rogando ao Eterno que sempre possamos estar aos pés da Cruz de Cristo, guardadas no Seu amor. Cai uma chuvinha gostosa aqui na Cidade do Sol nessa madrugada de 08 de Março de 2015.

sexta-feira, 6 de março de 2015


Chove na Cidade do Sol e amanhece fazendo aquele friozinho gostoso que nos proporciona, entre outras coisas, momentos de reflexão. Pois é, estou pensando sobre a importância de se manter viva nossas memórias, pois elas definem nossa história, a pessoa que somos e nos tornamos com todos os sentimentos que envolvem a vida dos humanos.  Manter viva a memória é está ainda produzindo mesmo que os percalços do viver nos alcancem! Porém quando “esquecemos” quem somos, o caminho que percorremos, só nos resta ser lembrando por todos que cruzaram nossas vidas no passado, pois só assim nos perpetuaremos e seremos respeitados numa demonstração de amor, apesar da aparente inutilidade que nos transformamos. Isso pode acontecer comigo e você, basta perdermos a razão e o significado da vida, e saiba que nem precisa do aparecimento de uma doença. Nessa manhã chuvosa reflita sobre o que pode lhe dar esperança e então viva o “agora” dessa lembrança, desse momento, dessa esperança.... Traga a memória o que lhe pode dar esperança (Lm 3.21), não perca tempo, atue no “hoje”, no “instante presente”. Recorra a todas as suas lembranças, mesmo que esse seja um exercício diário e quase sempre cansativo, mas nunca desista de lembrar! Querido, a moldura da “fotografia” quem dá é você! É você quem a interpreta ao fotografar com a lente mais sensível, que é o seu coração, as vivências do dia-dia com suas emoções! Então traga a memória o que pode lhe dá esperança e continue na caminhada, mesmo que as forças para lembrar-se do que não deve ser esquecido sejam ínfimas... Sempre vai surgir alguém pra lembrar com você ou até por você! Acredite: ainda existe quem faça afagos na alma humana pelo simples prazer de fazer sorrir um coração. Somos uma “tela” inacabada esperando o encontro com Aquele que entende dos “matizes” do viver humano. Seja acarinhado por mim num longo abraço, sem qualquer pressa de deixá-lo!

segunda-feira, 2 de março de 2015


A mensagem dizia “Blza” e então perguntei: O que significa? “Blza” é a forma abreviada da palavra Beleza muito usada pelos internautas. Porém, o que me chama a atenção é que adquirimos o hábito de resumir. Temos resumido com “Blza” frases inteiras que com certeza, fariam toda a diferença em um contexto se fossem expressadas. Quantas vezes você e eu ficamos sem saber o que de fato essa palavrinha quis dizer naquela mensagem?! Tenho tentado decifrar os “Blzas” da caminhada, pois na escrita perdemos a sensação de ouvir o tom da voz, a expressão facial, o olhar, o toque.... Descobri que “Blza” também pode ser: não tenho o que lhe dizer, estou ocupado, não entendi... O que está acontecendo com o ser humano que vêm perdendo a beleza da expressão de sentimentos em palavras? Fico imaginando a cena da crucificação e como o Mestre não poupou palavras para sua mãe e o discípulo amado... Jesus não abreviou, não resumiu, pois palavras são sentimentos escritos e declarados poeticamente ou não, reservados aos mortais. Sabe a brevidade do tempo não tem relação com o resumir das respostas, dos sentimentos, dos sorrisos, dos afetos... a brevidade do tempo fala da nossa mortalidade e de que os momentos humanos sempre serão únicos nas nossas vivências. Você tem resumido muito em todos os campos da sua vida? Querido, resumir ou abreviar pode ser também uma forma de indiferença e indiferença é ausência de amor. A crucificação nos ensina a valorizar, dar importância, considerar... Portanto, nessa manhã quente, daqui de terras potiguares, lhe convido a seguir o exemplo do Mestre que não resumiu palavras para sua mãe e João naquele momento único e de brevidade humana. Seja abraçado por mim carinhosamente.

O domingo está terminando aqui na linda Natal e me encontro refletindo sobre quando o sentimento de vingança toma assento em nosso coração... Vingança não é justiça! Vingança não é “um prato que se come frio”, mas a prática da falta do amor e suas consequências servidas impiedosamente a outro humano, como eu e você. Vingança é a atitude que quase sempre leva a morte dos sonhos, de uma vida melhor, de uma nova chance, de perdão ainda que nos últimos instantes de vida. Vingança divide, segrega, cega a compreensão. A vingança me impede de me colocar no lugar do outro e sentir como ele. Ela atrofia os passos. Porém de todos os males causados pela vingança, a perda da vida é a que doe mais. A vingança não é moeda de troca pelo que lhe aconteceu de ruim! Penso que quando nos vingamos declaramos que de nada adiantou a morte de Cristo (para os cristãos). A vingança revela uma alma atormentada que não conseguiu lidar com suas frustrações, seu grau de importância na vida e na vida do outro. Querido vingança não constrói! Temos que tomar cuidado com a “bagagem” que estamos levando ao cruzarmos os portões da eternidade, pode acontecer arrependimentos tardios... A mágoa antecede a vingança, portanto ressignifique essa dor que persiste em estar presente na sua caminhada. Tire lições e então sairás fortalecido. Viva hoje, viva agora na certeza de que a vingança pertence ao Eterno (Rm 12.19)! Já é madrugada e despeço-me de você daqui de terras potiguares com a certeza de que ainda é possível ser feliz na terra dos viventes, afinal Ele ainda está conosco!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015


Foi às margens do Tapajós que ouvi falar do silêncio que se pode ouvir.... O silêncio nem sempre é ausência de palavras, barulhos, movimentos... O silêncio deseja ser ouvido em sua contemplação, pois torna-se mais fácil perceber os detalhes de amor do Criador. O silêncio deseja ser ouvido para que a alma descanse e encontre o prazer no admirar. O silêncio que se pode ouvir grita dentro de cada um de nós a importância do existir e usufruir da Criação como presente aos mortais, gerando contentamento às emoções. Penso que o silêncio dentro da alma significa que os pensamentos devem emudecer de quando em vez para ouvir o novo que se apresenta.. ouvir o suposto desconhecido! Porém sei que muitas vezes o nosso silêncio são gritos abafados não só de alegrias, mas de completa dor. O silêncio que se pode ouvir não deve ser confundido com o da covardia, do medo, do pessimismo..... falo do silêncio aprendizado, valorizador, o que nos instiga a crescer sempre altruisticamente! Querido até Jesus teve seus momentos de silêncio, portanto não se desespere! Um deles foi diante de Pilatos (Mc 15.2) quando lhe foi perguntado se era o Rei dos Judeus. O silêncio de Jesus é tamanho que Ele se restringe a pegar carona na fala de Pilatos para não ter que se pronunciar e responde: Tu o dizes! Acredito que tem momentos que o Eterno silencia por que aquilo que necessita ser pronunciado já se tornou tão óbvio que pode até ser ouvido ou repedido pela boca dos incrédulos. Querido fique atento ao silêncio que se pode ouvir, pois há uma expectativa de alarido de vitória quando o silêncio impera a partir dos céus! Receba o meu abraço daqui de Terras Potiguares nessa quarta-feira de cinzas tão abafada.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015


Hoje no fim da tarde enquanto caminhava ouvi um rapaz dizer: “Quase ele arrebatou das minhas mãos”! Essas palavras me levaram a refletir sobre essa palavra pequena: Quase. “Quase” significa algo que está próximo de ser realizado ou por um triz não se realizou.  Às vezes o “Quase” veste-se de incerteza e desilusão, mas é na perseverança que o “Quase” materializa-se. Você já se deu conta de quantas coisas quase foram arrebatadas das suas mãos? Penso que “Quase” pode ser compreendido como uma atitude de misericórdia na maioria das vezes em nossa caminhada. Nessa breve reflexão priorizo o sentido misericordioso, pois este sim gera esperança futura. Enquanto escrevo me recordo do paralítico do tanque de Betesda (Jo 5. 1-15). Esse homem estava sempre esperando o mover das águas para que ele pudesse ser curado no momento em que entrasse no tanque. Isso nunca aconteceu. Porém, um dia Jesus visitou o lugar e foi ao encontro do paralítico com a seguinte pergunta: Queres ficar são? Essa é a história da Misericórdia se encontrando com alguém que quase perdeu a esperança. Eu não sei quanto tempo você está à espera do encontro com a Misericórdia, mas o paralítico esperava já por 38 anos! Pode ser que você ache que é impossível o seu sonho se realizar, a sua vida ser ressignificada e por aí vai, mas quero lhe dizer nessa noite quente de janeiro/2015: Mesmo que suas forças tenham se acabado para prosseguir, a Misericórdia irá ao seu encontro, lhe alcançará e nada impedirá o agir do Eterno em seu socorro! Já é quase meia noite e despeço-me daqui da linda Cidade do Sol.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Nessa madrugada reflito sobre o tempo que gastamos com os nossos lamentos. Voltamos nossos pensamentos para tudo que poderia ter sido e no que deveria ter sido, aprisionando-nos para o novo que se apresenta diante de nós todos os dias quando os raios de sol aquecem esse lindo lar, chamado Terra. Muitos pensam que quando revivemos em nossa mente tais situações de lamentos vezes seguidas, poderemos mudar os desfechos. Lamento, mas infelizmente não podemos! Querido, a única coisa que eu e você podemos controlar são os nossos atos no presente. Penso que reviver o ontem, só nos afastará das oportunidades do hoje e de toda a esperança de esperar em fé fazendo o que cabe a cada um de nós. Pensar dessa forma torna a nossa caminhada mais difícil... As oportunidades não esperam por ninguém, portanto esteja alerta! Sabe, as oportunidades veem de muitas maneiras e até pelas mãos de quem nem imaginamos, ou até de quem não nos é amigável. Portanto não esqueça: as oportunidades só podem ser vistas e aproveitadas no tempo presente! Quem sabe nessa madrugada você esteja ainda “preso” a algo ocorrido no passado... já aconteceu, é passado! O hoje é uma dádiva do Eterno ao homem! O erro de Jonas trouxe a tempestade, mas a Palavra do Senhor veio uma segunda vez para ele(Jn 2.1, 10; 3.1). Querido, o Eterno é um Deus de segundas chances (terceira, quarta, quinta...). Todas as manhãs as misericórdias do Senhor se renovam (Lm 3.23), logo o hoje é uma dádiva, por isso é chamado de presente. Volte a viver novamente! Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares, um lugar de tempo presente para mim.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014


São só palavras! Foi tudo que ouvi em minha caminhada daquela moça tão linda. Você pode falar o que desejar, até escrever, mas se suas palavras não forem entendidas certamente gerará desconforto, tristeza, onde muitas vezes decisões precipitadas se instalam e então as consequências nos encontram. Porém, as mais belas palavras são ditas em completo silêncio... no silêncio do cuidado, do abraço, do sorriso, do presente, dos detalhes, do olhar e de um derradeiro olhar e de muitas e muitas outras coisas que a criatividade humana é capaz. Querido, são nas palavras que encontramos compreensão mútua! Precisamos parar de subestimar o poder que há no toque, no silêncio, no sorriso, nas palavras gentis, no ouvir, em um elogio sincero, em tudo que expressa sentimento... em tudo aquilo que tem potencial para mudar a nossa vida ao nosso redor! Portanto, lhe convido a ser bondoso em suas palavras para que confiança seja gerada em profundidade e assim o amor encontre guarida e seja perpetuado entre mortais, como eu e você, aqui nesse lindo planeta azul. Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares, pois isso também são formas de palavras do meu coração para o seu coração.



 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014


Fico imaginando que não é raro momentos de “turbulência” em nossa trajetória por aqui, mesmo que se procure trilhar os caminhos tranquilos podemos ser encontrados ou encontrá-la. A “turbulência” tem aviso prévio em minha opinião, nós é que na maioria das vezes relutamos em aceitar por termos a pretensão de achar que podemos controlá-la ou até mesmo achamos que o que estamos vendo não passa de uma ilusão de ótica e aí tentamos “voar através dela”, o que em algumas ocasiões pode trazer aprendizado, mas normalmente não é o que ocorre. Gostaria de lhe convidar a caminhar comigo em uma breve reflexão sobre quando enfrentamos a “turbulência junto”... “Turbulência junto” é dividir a carga das nossas frustrações e lutas, é conseguir sorrir quando a tristeza nos encontra, é caminhar de mãos dadas, é abraçar e nesse abraço o medo ceder lugar para a esperança, é enxugar as lágrimas com beijos, é olhar dando a importância que o outro merece, é percorrer os caminhos compartilhando, é sonhar os sonhos e dividi-los, é entender que juntos somos fortalecidos, é correr sem pressa de chegar usufruindo cada instante do percurso e da companhia, é sentir o vento tocando nossa pele e aquele friozinho percorrendo pela espinha dorsal nos levando a aconchegar-nos no outro em completa satisfação, é estar em “turbulência” e ainda ter o que oferecer a quem está em “turbulência” maior o lenitivo de um ombro amigo. “Turbulência” não é obrigatoriamente sinal de erros, pecados, fraquezas... “Turbulência” é algo comum aos humanos, como eu e você que estamos em processo de crescimento constante. Anime-se! “Turbulência” é algo que passa e então o céu volta a declarar-se pelo simples prazer de revelar o Poder de Quem esteve e está conosco nas nossas “turbulências” de todos os dias, por isso sobrevivemos sempre!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014


Hoje entrei em uma igreja e escutei uma senhora de meia idade que sussurrava uma oração dizendo: Muda minha história! Fiquei pensando em quantas pessoas estão fazendo essa mesma oração por anos a fio e nada vêm acontecer. Fico pensando se de fato oramos o que deseja o nosso coração, o que aflige a nossa alma, o que faz nossos olhos brilharem, o sorriso ser largo e constante... se oramos verdadeiramente! Fico pensando se a nossa oração muitas vezes não é egoísta, pois dependendo do nosso pedindo, pode haver perdas e dores. Fico pensando que às vezes a mudança depende tão somente de nós e não conseguimos perceber isso. Fico pensando que a oração precisa de uma ação para que o milagre se instale, se materialize, caso contrário será sempre um pedido sem qualquer envolvimento pessoal ou comprometimento. Fico pensando que a oração nem sempre fala das nossas “verdades verdadeiras”, preocupando-se mais com aquele que a escuta, pois tememos mostrar fraqueza diante do outro. Querido, ainda não há ninguém nessa nossa terra em corpo glorificado, portanto revele-se em oração, sua alma agradecerá! Faça como a mãe do profeta Samuel (I Sm 1), ela mudou sua história não se importando com comentários sobre sua forma de oração. Fico pensando também que desistimos muito rápido quando nossa oração não é atendida de pronto. Pior que isso, é quando achamos que a resposta do Eterno tem que ser ao nosso favor! Nessa madrugada de um friozinho gostoso, desejo que compreendas que a oração é o recurso dado pelo Eterno para que possamos ouvir nossa própria voz em meio aos nossos pedidos para então compreendermos que primeiro precisamos, sinceramente agradecer e então, prostrados aos Seus pés, adorar! Isso sim traz mudança sempre! Receba meu abraço caloroso acreditando que Seus ouvidos estão atentos as nossas orações, pois ainda hoje Ele faz afagos na alma humana pelo simples prazer de nos ver sorrir!

sábado, 8 de novembro de 2014


Nessa madrugada de um tantinho de frio fico imaginando como o mesmo frio que maltrata pode aproximar as pessoas, porém quero lhe convidar a percorrer simploriamente, um trechinho de caminho sobre o “frio que aquece”... “O frio que aquece” é aquele que desvenda o perigo não permitindo que se “congele” em meio às desatenções da vida. “O frio que aquece” apresenta a beleza da vida como um farol que brilha a noite pelo prazer da alegria de guiar-nos. “O frio que aquece” é como uma fonte perene que não permite que as “sedes” da jornada nos façam perecer. “O frio que aquece” é como o quebrantamento quando nos encontramos irredutíveis diante de situações onde só o Eterno tem o poder de operar tal mudança. “O frio que aquece” é quando precisamos de um milagre e somos encontrados e aquecidos por Ele em meio à tormenta do viver. “O frio que aquece” muitas vezes transforma a nossa vida de uma hora para outra sem nem ao menos perguntar se estamos de acordo, pois sabe que se o fizesse não teríamos forças nem ao menos para pronunciar um “ai” de tão grande é a dor que se sente. “O frio que aquece” nos leva à campinas verdejantes para que se possa admirar o germinar, o florescer... que se possa ver a vida e viver! “O frio que aquece” rompe portas e janelas para nos encontrar nos apresentando as oportunidades que o Eterno tem colocado a nossa frente, e por medo não nos apropriamos por não nos acharmos merecedores. “O frio que aquece” faz de mim e você, pelo poder do amor com o qual fomos amados, mais que vencedores nessa nossa breve jornada aqui na terra. Nessa madrugada de sábado, aqui das serras gaúchas, receba meu abraço e o desejo de que os “frios” que encontrarmos pelo caminho, sejam aquecidos pelo poder do Amor!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014


Posso clamar, pois estás comigo e a possibilidade não é de naufrágio, mas de total descanso, de indescritível sossego. Posso clamar, pois o céu declara que o Eterno me deu a lua e o sol como espetáculos únicos e pessoais, os quais representam uma das variadas formas de afagos na alma humana nos dizendo: Todo esse espetáculo é por e para você também! Posso clamar, não estou sozinha pelas “andanças” dessa minha vida, tenho a melhor companhia. Posso clamar em meio às “ventanias” enfrentadas, pois não serei alcançada mesmo que fiquemos frente a frente, afinal o Sangue é meu escudo! Posso clamar na noite mais escura sabendo que terei as estrelas a me iluminar o caminho em mais uma declaração de amor incondicional. Posso clamar sem o medo de recusas e silêncios, pois Ele sabe que sou “doida por Ele” e não há nada de vergonhoso e temeroso que todos saibam, pois isso alegra o Seu coração! Posso clamar todos os dias até o fim da minha vida acreditando sem titubear que sou amada. Posso clamar, pois os sonhos sonhados ao Seu lado não têm fim, pertencem à eternidade. Posso clamar sem receio de ser substituída em seu coração, pois você é o Amor de toda a minha vida e nossa história começou faz muito, muito tempo lá no madeiro. Querido, não me vejo sem Você nesse curto espaço de tempo que é a vida humana, então quero envelhecer ao Seu lado até o dia em que cruzar os portões da eternidade e ser aninhada em Seus braços e abraçada num abraço eterno de total e plena felicidade por definitivamente estarmos juntos para todo o sempre. Nessa madrugada, diante do lindo céu do cerrado, me senti com a alma em total afago feito pelo Eterno e percebi que o amor com o qual fui e sou amada é o que sustenta minha vida aqui na terra dos viventes, como eu e você!

domingo, 26 de outubro de 2014


Infelizmente, uma das poucas certezas que temos nessa nossa vida é a morte, portanto a morte não deveria nos surpreender, mas surpreende! Sei que às vezes ficamos chocados quando perdemos alguém, ficamos confusos... Ficamos ainda mais confusos quando a pessoa que parte é produtiva em todos os aspectos. É como se achássemos que o Eterno estivesse desperdiçando pessoas talentosas, chamando-as para Si. Não se preocupe, esses sentimentos são normais entre humanos! Porém, para os que têm esperança, além dessa nossa vida, sabem que esse é o último inimigo a ser vencido pelo ser humano (I Co 15.54, 55a)! Mas hoje quero falar de um outro tipo de morte: a morte dos sonhos, das conquistas, de um ideal, de felicidade (acredite, é possível ser feliz aqui na terra!). Quero falar da morte em vida! Morremos um pouquinho quando deixamos de acreditar que mesmo que sejam negros os dias à nossa frente, um sol se abrirá e iluminará nossa jornada. Morremos um pouquinho quando permitimos que o pessimismo se aliance conosco cegando nossa visão de que amanhã será um novo dia e dependerá de cada um de nos o que será escrito. Morremos um pouquinho quando um sonho audaz se esconde nos olhares do medo, da desilusão... o conformismos torna-se a única aliança que jamais deveria ter sido feita. Morremos um pouco quando as “janelas da alma” (olhos) são aprisionadas pelo medo do novo nos impedindo de passar pelas “portas” que se apresentam, nos tornando deficientes... Tornando-nos apenas andarilhos sem vida, pois a muito fomos sepultados pelos revezes da lida. Morremos um pouquinho quando deixamos vivos os sentimentos de morte e somos sepultados por eles. Querido, viva hoje com toda a força do seu coração, sabendo que os que mantêm vivos seus sonhos, ideais, conquistas, esperança são os sabem que a morte já foi vencida e a Esperança está conosco! Receba o meu abraço daqui de terras potiguares, pois estou viva!

 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

São várias as maneiras de tocarmos o céu e o podemos fazer sem nem ao menos sairmos do lugar, sem nem ao menos uma palavra ser pronunciada... podemos tocar o céu com o nosso coração, com o nosso pensamento, com os nossos sonhos! Não falo do céu hoje, como habitação do Eterno, mas falo como o lugar em que dou asas à imaginação, o lugar onde a alma humana usufrui de sentimentos destinados apenas a humanos, como eu e você! Pois é, você deve estar se perguntando: aonde ela quer chegar? O que quer dizer? Uma das formas que particularmente vejo o céu é como o lugar de sonhos realizados. Falo do lugar que alegra a caminhada nessa nossa jornada de tantos encontros e desencontros. Falo da lágrima que emoldura o rosto na alegria de cada chegada, do andar de mãos-dadas pelos caminhos sinuosos pelos quais temos que passar quase que diariamente. Falo do céu das noites de luar e do que abriga o espetáculo do nascer e por do sol. Falo das conquistas por menores que sejam, mas que fazem toda a diferença para o nosso coração. Falo do céu como um lugar de dever cumprido, de esperanças renovadas, de afagos na alma humana, de refúgio para os sentimentos. O céu pode ser uma formatura, uma viagem, um premio, um passado, uma saudade... Querido, o céu de qual falo hoje, ele é conquistado por nós mesmos, como humanos que somos. Ele é o livre arbítrio das nossas escolhas! Ele é a ante sala do encontro com o Eterno! Receba o meu abraço daqui de terras potiguares, um lugar que tem sido céu pra mim.

domingo, 19 de outubro de 2014


Enfrentamos crises diversas no decorrer da nossa caminhada, convivemos com nossos medos, temores, ansiedades, frustrações, renúncias e perdas... Convivemos com nossas dores e fraquezas, convivemos com crises que muitas vezes julgamos infindáveis, aonde o pensamento que nos vem à mente, é o de que as promessas do Eterno fizeram outro caminho, menos o de nos encontrar! Talvez você esteja se perguntando: por que temos esses pensamentos? Porque somos humanos, querido! Sabe a crise jamais poderá anular as promessas do Eterno para você. Elas se realizarão! Há momentos em que somos encontrados pelos “terremotos” da vida e aí a diferença está em como enfrentamos esse “gigante” que se levantou, mesmo que o coração esteja sangrando e a vista turva pelas lágrimas em total desfalecimento, temos que trazer a memória o que pode nos dá esperança (Lm 3.21), e continuar a caminhada, como humano que somos, pois Ele ainda está conosco. Reaja, levante-se e comece, recomece quantas vezes se fizer necessário, mas não desvaneça. Há esperança para mim, para você! Portanto, caminhe sem olhar para trás, pois um novo dia se inicia e com ele as misericórdias do Senhor são renovadas (Lm 3.22). Receba o meu abraço nessa madrugada de domingo, daqui da linda Cidade do Sol, com todo o seu encanto.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Muita gente diz que é difícil começar uma caminhada. Pessoalmente penso diferente! Para mim, mais difícil que iniciar é continuar... De começos o mundo tá cheio! Ir em frente é mais complicado... Exige persistência e muita força de vontade! Requer que nós olhemos para trás com sentimento de satisfação pela experiência adquirida e não com remorso ou sensação de arrependimento. Que nós tenhamos sonhos, mas que vivamos os sonhos! Que choremos, mas não deixemos as lágrimas turvarem nossa visão. Podemos ouvir os conselhos dos que estão a nossa volta, mas não devemos deixar de fazer o que julgamos correto, por causa de quem quer que seja. Porém, sei que muitas das vezes fazer o que julgamos correto sangra o nosso coração! Perseverança, paciência ou persistência são ingredientes indispensáveis em qualquer tipo de empreendimento. Quem desiste não faz história, mas quem persevera escreve a história. Não basta sonhar como aconteceu com José (Gn 37.19), é preciso não desistir dos sonhos, ser persistente! Entre sonhar e a realização do sonho, existem caminhos de provas a serem percorridos, onde etapas não podem ser queimadas. Sabe ser cristão é fácil, permanecer cristão é mais difícil. Requer mais entrega; mais submissão... Permanecer é um verbo passivo! Ao longo da vida subimos pequenos “montes” e, quando chegamos ao topo, descobrimos que diante de nós se levantam montanhas. Mas não desista de seus sonhos. Não siga o caminho da mediocridade. Olhe para as montanhas! Saia do vale do conformismo; largue as planícies da rotina e da monotonia. Atreva-se a subir a montanha! Subir a montanha não é fácil. Os pés podem sangrar. O suor corre pelo rosto, o cansaço toma conta do corpo. Quando se olha para trás, às vezes dá a impressão de que não se subiu nada. Quando se olha para cima, dá a impressão de que está bem distante. Às vezes, há momento de desânimo. Subir a montanha não é fácil requer persistência! E aí, vamos? Acredite: O maior erro que podemos cometer não é falhar por termos tentando, mas sim, falhar em não tentar! Persista, recomece.... essa oportunidade é reservada à humanos, como eu e você!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Refletindo sobre quando se tem uma única oportunidade... Quantas vezes nos vemos diante de oportunidades ímpares em nossa caminhada e as “desperdiçamos” pelo motivo mais simples: Não sabemos o que fazer, o que dizer! Qual a razão de agirmos assim? São muitas as razões, mas vou resumir dizendo que somos humanos e como tal, a perplexidade é uma das atitudes que mais paralisa o ser humano em ocasiões importantes, pois a expectativa sem um “plano” pode engessar a iniciativa e perder a alegria do momento. Fico imaginando a mulher do fluxo de sangue de Mc 5. 24-34, que só tinha aquela oportunidade de se aproximar do Mestre e não podia desperdiçá-la. Aprendo com essa mulher que vivia uma grande humilhação, que a persistência aliada com um plano e a esperança nos ajudam em nossas conquistas, em nossos momentos “ímpares”. Ter um “plano”, um objetivo nos aproxima mais da realização dos nossos sonhos, dificultando que ocorram os tais momentos de perplexidades e paralisias. Sabe querido, às vezes precisamos ter um “plano B”, para o caso de imprevistos. Pois é, às vezes não atentamos para os possíveis imprevistos e aí somos alcançados pela decepção. Nessa tarde um tantinho chuvosa aqui na Cidade do Sol, quero que atentes para a importância da história da mulher do fluxo de sangue, pois ela nos ensina a nunca desistirmos, por mais que não se vislumbre um raio de esperança nessa única oportunidade que esteja diante de nós! Forte abraço à todos!  

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Amanheci pensando no quanto é difícil dizer: É minha culpa! Algumas vezes tenho a sensação que sou inadequada quando me vejo diante de certos questionamentos que mais parecem uma acusação, uma sentença, do que realmente é o desejado. A Bíblia nos diz que Davi foi um homem segundo o coração de Deus (I Sm 13.14) não por nunca ter errado ou admitido seus erros, mas por sempre reconhecer sua culpa buscando corrigir suas atitudes, as quais julgava corretas. No coração do rei Davi encontrava-se o desejo de VENCER para que o SENHOR fosse glorificado! O que tem feito morada em nossos corações? A vida com todos os seus sonhos é conquistada com persistência, renúncias, exaustão física, atitudes de amor, perdão, condescendência e acima de tudo, reconhecer quando em nossa caminhada a culpa é nossa. Na conquista de nossos sonhos as noites de sono têm sempre o sabor do quanto à vitória se aproxima! Será culpa minha acreditar que a vida em todas as suas possibilidades, sempre será um desafio de conquistas diárias, na qual não devo me colocar no lugar de vítima, de alguém sem condições de conquistas? Por que não aceitar o desafio proposto pela vida e tirar dele os “nutrientes” que me levarão a dizer: Valeu a pena?! Já clareou aqui na Cidade do Sol e lhe convido a buscar renovo aos pés da Cruz, onde não há lugar para medos e culpas, mas para ser mais que vencedor! Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Refletindo sobre Mudanças... Ao longo de minha jornada tenho passado por muitas mudanças! Mudanças necessárias, oportunas, buscadas, inesperadas, dolorosas, felizes, mudanças que têm me feito crescer! Porém, mudança significa lidar com o desconhecido e por essa razão, muitas vezes o medo assola nossa alma nos levando a desistir, parar, nos fechar em nós mesmos, perder oportunidades, romper com pessoas, matar sonhos... Mudanças trazem o novo, e isso pode ser tanto ameaçador quanto exaustivo! Acredite a mudança sempre vai requerer mais da nossa atenção! Já que a mudança é inevitável, precisamos compreender como ela nos afeta para que avancemos nelas e não lutemos contra, abrindo porta para a discórdia. Quando abraçamos a mudança, em vez de resisti-la, nos inclinamos a continuar a viver em harmonia com os outros, liberando dessa maneira o fluxo da força de Deus e as bênçãos em nossa vida. Se pensarmos em nossa vida espiritual percebemos este mesmo princípio, estamos em processo de mudança do imperfeito para o perfeito, sendo Cristo o nosso modelo! A teologia da regeneração fala sobre mudança, e o apóstolo Paulo em seus escritos afirma esta verdade: “Essa natureza é a nova pessoa que Deus, o seu criador, está sempre renovando para que ela se torne parecida com ele...” (Cl 3.9). Querido, só existe um poder capaz de gerar mudança duradoura, é o poder de Deus, que primeiro toca o interior, o coração da pessoa! É aí que começa a verdadeira mudança. Permita-se mudar! Receba o meu abraço daqui da linda Natal.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Pensando como cristã, escrevendo como cristã... O contexto geral de Rm 8.28 é um em que Paulo trata do viver pelo poder do Espírito em meio ao sofrimento e a dor. Paulo não era indiferente ao sofrimento, ele tinha consciência de que não estava em “corpo glorificado”! Suas várias experiências a ponto de morte, açoitamentos, prisões, e perseguições foram suficientes para erradicar qualquer ingenuidade que pudesse se ocultar em seu coração. Quando lemos Rm 8.28 em seu contexto, nós podemos dar uma resposta positiva à questão da dor e do sofrimento no mundo. Não vemos nada de bom na miséria e nos desastres deste mundo, mas este mundo não é toda a realidade que existe. Há um “até então...”. Há um lugar além do horizonte do qual nossos sentidos podem apreender, e é mais real e mais duradouro do que o que experimentamos nesta casca mortal. O Eterno está usando o presente, até mesmo um presente miserável, para nos conformar à imagem do seu Filho. Se definirmos o que é “bom” como apenas o que podemos ver nesta vida, então perdemos a mensagem deste texto. Pois, como Paulo havia dito antes no mesmo capítulo, “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18). Somos tentados a deturpar o sentido desse texto (Rm 8.28), acreditando e ensinando que se nossas vidas forem confortáveis, se tivermos riquezas, boa saúde, então, está tudo bem! Mas, este não era o “bem” que Paulo tinha em mente, e este não é o alvo da vida cristã! Consegui me fazer entender? Crer também é pensar querido! Seja acarinhado por mim nessa madrugada, um tantinho chuvosa, aqui de terras potiguares.