Como não se surpreender ao ser
surpreendido? Em muitos momentos olhamos surpresos para o futuro que se
descortina a nossa frente, da mesma forma que somos surpreendidos pela coragem
de enfrentar nossos temores, ressignificando o passado de uma caminhada. Penso
que surpreender não significa fazer melhor que os outros, mas acima, superior daquilo
que eu e você, acreditávamos ser o nosso limite! Surpreender eleva os
batimentos cardíacos, deixa a boca seca, as mãos trêmulas... Surpreender é
música que acalenta o momento do “nem sei o que dizer”, é olhar sem acreditar
no que se está ou estará vivendo, é suar frio e rir desconcertantemente, é andar
de um lado para o outro, quando na verdade a vontade é correr alegremente...
Surpreender é viagem benéfica para a emoção humana, é porto seguro para
momentos de insegurança, quando o outro imagina está remando sozinho. Surpreender
é está entre a promessa de algo e o milagre da sua realização! Nessa noite
abafada aqui na linda Natal, lhe convido a se deixar ser surpreendido e
usufruir das deliciosas experiências de viver o impossível de acontecer, mas
que lhe surpreendeu numa medida inexplicável... Fico imaginando quando Jesus surpreendeu Pedro
com seu terno olhar, após ele o haver negado! Portanto, se permita ser surpreendido
e então descobrirás que promessa e milagre percorrem a mesma estrada com o
objetivo de alegrar nossa existência! Receba meu abraço em total surpresa, sem
qualquer pressa de soltá-lo
O mundo cristão tem vivido momentos de grandes confusões teológicas e infindáveis discórdias doutrinárias. O homem serve a um Deus maravilhoso que tem prazer em expressar Seu coração e revelar Seus pensamentos! Esses pensamentos jamais contradizem as Escrituras, as quais são úteis para o seu ensino, correção, repreensão e exortação. Aqui vocês encontrarão reflexões do que penso e acredito sobre vários assuntos teológicos que venho estudando ao longo dos anos. Ao meu Deus seja toda a glória!
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sábado, 16 de janeiro de 2016
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Li uma carta hoje que assim terminava: “Um
beijo bem beijado e um abraço bem apertado”. Ainda estou refletindo sobre os
vários significados e a importância de enfatizar dizendo “bem beijado, apertado”.
Foi célere a passagem desse ano e com ele caminhei sem talvez ter parado para observar
os “beijos bem beijados e abraços bem apertados” que se apresentaram nessa
caminhada. Falo dos momentos de carinho, da mão estendida, da compreensão, do
afeto, do companheirismo, da atitude de perdão, do sorriso no momento preciso e
do choro necessário. Falo do olhar acolhedor mesmo diante da repreensão, falo
das palavras e seus sentidos (obrigado, desculpa, com licença...). Falo de
viagens efetivas e daquelas que fazemos através dos sonhos e imaginações, como
único objetivo de preservar a alegria e a saúde psíquica. Falo de mim e de você
que por vezes ignoramos a simplicidade dos gestos por estarmos apressados no
viver! Falo de noites que desperdiçamos com a mágoa que bate a nossa porta,
como “se”, se tivéssemos feito, dado, ido, então teria sido diferente a jornada.
Falo de abraços apertados sem pressa de soltar naqueles que nos são queridos, e
nos que necessitam serem abraçados de igual modo, para que o carinho oferecido apazigue
suas dores. Falo da apreciação do ócio e o quanto ele faz bem a alma dos
viventes humanos, como nós. Corri tanto esse ano... Houve momentos de muito cansaço, alguns
percalços, noites longas, choro preso na garganta, viagens que deixei de fazer.
Houve perdas, saudades, palpitações, somatizações em um corpo que só se manteve
de pé porque não perdeu a visão da Cruz, a Graça do Evangelho de Cristo e o
abrigo das promessas do Eterno! “Um beijo bem beijado e um abraço bem apertado”
é tudo que espero e desejo para o ano de 2016, acrescentando que tudo seja sem
pressa de soltar, para mim e você! Que possamos caminhar de mãos dadas por todo
o 2016, sem perder o brilho do olhar da cumplicidade, a fragrância do
equilíbrio, a doçura da compreensão, a beleza do amar, afinal tudo isso e muito
mais fazemos “apesar de”, fazemos, pois entendemos que viver é uma viagem de
compartilhamentos até os portões da eternidade, para então sozinhos com os
nossos feitos, nos apresentarmos diante do Eterno que conhece verdadeiramente, a
intenção dos nossos corações.
Os: “Um beijo bem beijado e um abraço
bem apertado”, trecho final da carta de Castelo Branco à sua esposa.
domingo, 22 de novembro de 2015
Rompendo o silêncio dessa madrugada, a
moça sentada na fileira da frente, disse: Você não escolheu! Você não escolheu
e aí colocou na mão do outro o nosso destino! Aprender as lições importantes da
vida requer que o medo seja confrontado para então ser superado, só assim
seguiremos em frente sem olhar para trás, tendo a convicção de que o amanhã
pode e será melhor que o hoje, o aqui e agora. Comecei a refletir sobre o que
ouvira e percebi que com o tempo nos damos conta de que as experiências vividas
com os que passam por essa nossa vida, jamais se repetirão, por mais que se
tente reproduzi-las, jamais acontecerão da mesma forma. Sabe qual a razão,
querido? Simples, estamos diariamente em processo de evolução, de crescimento!
Porém, podemos eternizar momentos... Eterno é tudo que dura uma fração de
segundo, um átimo de tempo, com tanta intensidade, que chega a petrificar, e
assim, jamais força alguma o resgata. Quero dizer o quê? Você pode escolher
eternizar ou não momentos, tentativas, escolhas, pois tudo é aprendizado.
Porém, não deixe suas escolhas nas mãos de outros, pois só você saberá como
vivenciá-las, eternizando-as. Só você sabe o valor que representam! Nessa tarde
abafada aqui na Cidade do Sol, compreendo que o melhor da escolha não está no
futuro, mas sim no instante em que se vivencia o momento. Eu escolhi, eu
aprendi, assim eternizei cada átimo de tempo, afinal, tenho mais uma história
pra compartilhar!
Pode ser que ao desconfiarmos de alguém haja razão para tal, mas nem toda desconfiança possui razões suficientes para se manter. Logo, quando o coração pulsa em total equilíbrio o resultado sempre será uma consciência pacificadora. Penso que o equilíbrio mora na sabedoria de confiar! Como uma “caixinha de surpresas”, a vida as vezes pode nos trazer surpresas alegres, dolorosas, proveitosas ou intrigantes. A vida pode até interromper planos! Mas, acredite que tudo é produtivo,... serve como crescimento, afinal ela produz uma reação em nós mesmos e no outro, nos conduzindo à reflexão. Ao desconfiarmos perdemos oportunidades por termos priorizado um “pé atrás” ao invés de um “passo à frente”. Ao desconfiarmos abrimos mão de vivenciar a realidade que se descortina a nossa frente, na tentativa de controlar o futuro. A desconfiança faz sofrer! Confiar é um favor que fazemos à nós mesmos e não ao outro, pois é um estado de sossego e paz daquele que deixou o futuro para quando chegar. Ao desconfiarmos diminuímos a capacidade de estar presentes, afinal a realidade é o que percebemos no momento atual, e o que vemos? Desconfianças! Penso que confiança seja saber que somos humanos, limitados, que não temos poder de adivinhar quando os revezes se levantarão. Porém, podemos fazer dessa a nossa única saída e viver intensamente a realidade que se apresenta, seja a boa ou ruim. Abraço você daqui de terras potiguares, tendo consciência de que a vida sempre dá um jeitinho de nos fazer aprender com as desconfianças de humanos, como eu e você, afinal, ainda não estamos em corpos glorificados! Viva hoje, viva agora, Carpe Diem!
sábado, 8 de agosto de 2015
“ Ser pai... é
muito mais do que cumprir um papel dentro da família e da sociedade, é assumir
a paternidade com amor e responsabilidade”. Essa é a definição de muitos! Porém,
hoje quero lhe convidar, como filho, a olhar seu pai também, como humano. Como
humano, muitas vezes o pai renuncia sonhos para que seus filhos não sofram por
sua ausência... Como humano, quase sempre está onde não gostaria, fazendo o não
desejado... Como humano, chora em segredo suas dores, que nem sempre sabemos
que tem... Como humano, tem seus dias de fuga ao passado, fazendo disso uma
saudade que gosta de ter como um combustível para a caminhada no agora... Como
humano, gostaria de ficar em silêncio, mas nem sempre isso é possível... Como humano,
quase sempre se distancia dos prazeres de humanos que possam vir a manchar sua
imagem, diante de nós, seus filhos... Como humano, sonha ter em seus filhos a
parceria na caminhada, o sorriso compreensivo, o ombro amigo e a mão estendida...
Como humano, nem sempre se resigna com o rumo que sua vida toma, o que dependendo
da nossa idade, compreendemos ou não suas decisões... Infelizmente, só com a
maturidade e a experiência do viver, descobrimos o quanto humano foi e é o
nosso “super-herói”! Que possamos compreender as palavras não ditas, os abraços
não dados, as lágrimas não vertidas, os passeios que não fizemos juntos, os olhares
que não cruzamos ao longo de nossa existência, os bilhetes não escritos, as
cartas não lidas, os presentes não trocados, os boletins do colégio que não
foram assinados... Que suas ausências, partidas e chegadas possam ser
valorizadas nos minutos de nossa permanência por aqui... Sabe querido, um dia
esse pai que é humano partirá, pela lei natural da vida, primeiro que você,
então cobre menos e ame mais, troque a hostilidade pela doçura do tratar e
acredite: Você é tão humano quanto seu pai!
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Como podemos nos ver por trás do rancor?
Foi tudo o que ouvi do outro lado da linha. Pessoalmente não acredito que
possamos ver a nós mesmos, por trás do rancor, afinal estamos envolvidos diretamente
por sentimentos diversos, o que nos impede de termos uma visão equilibrada do
que estamos vivendo e de que forma estamos vivendo. O rancor só faz mal a nós
mesmos! O rancor é o combustível que adoece e aprisiona a alma de humanos, como
eu e você. Vivenciar a dor de uma decepção ou de quaisquer outros sentimentos é
aceitável, afinal é assim que se cresce. Porém, alimentar essa dor não é
salutar para o espírito, corpo e alma. Querido, não se torne prisioneiro desse
sentimento amargo! A despeito da dor que tenhas sofrido no passado ou estejas
sofrendo, saiba que não estás sozinho, pois o Eterno lhe ampara a cada lágrima...
O rancor embota sua visão de todo o resto de bom que tem lhe acontecido e
acabas perdendo de usufruir das belezas de se estar vivo! Como podemos nos ver
por trás do rancor? Que possamos nos ver como humanos que ainda não estão em
corpos glorificados, sendo resilientes e ressignificando nossos momentos de
sentimentos que nos afligem e entristecem, causando muitas vezes uma dor tão
grande que morremos em vida. Já é madrugada aqui na Cidade do Sol, receba o meu
carinho em um abraço bem apertado!
segunda-feira, 27 de julho de 2015
“Em busca do pão, achei a poesia!”. O
que será que o autor dessa frase quis dizer? O lado humano do SER sempre está
em busca de algo ou de alguma coisa. São muitas as necessidades e exigências à
existência humana, que acabamos nos perdendo no caminho das suas ilusões. Viver
é algo simples, o difícil é saber manter-se vivo! Vai ver esse é um dos muitos
significados da frase acima: Manter-se vivo! Que tenhamos o cuidado de não
cairmos nas armadilhas da nossa existência, valorizando por demais, a busca do
TER, nos tornando prisioneiros do SER! Sabe querido, penso que encontrar a
“poesia” é não negar todas as nossas necessidades, mas compreender que a
plenitude da “poesia” só é possível quando nos conectamos com o Eterno e toda a
sua criação. Afinal, tudo que Ele fez, é muito bom (Gn 1.31)... A vida humana
necessita não só de “buscas”, mas de “descobertas” e de “poesias”, para então
poder usufruir da felicidade reservada às criaturas nesse lindo planeta azul...
Receba o meu abraço daqui da linda Natal, onde a chuva cai fininha
gostosamente.
Já em terras potiguares e refletindo
sobre “Ser mais precioso que o ouro puro, raro e fino de Ofir” (Is 13.12)! Sem
entrar em questões teológico-exegéticas, mas contextualizando tais palavras do
livro do profeta Isaías no tempo presente, em que o “Possuir” passou a ser
sinônimo de riqueza, convido você a caminhar ao meu lado tentando compreender “as
falas” do meu coração... Muitos têm baseado suas vidas em posses, não que seja
errado “Possuir”, o mais importante é não nos deixarmos ser possuídos, e isso requer
um exercício diário de vigilância de atitudes, sentimentos, aquisições e tudo que
afague a alma humana negativamente. A chuva cai fininha aqui na Cidade do Sol e
fico imaginando que “Ser mais precioso que o ouro puro, raro e fino de Ofir”, fala
das atitudes e formas que se enfrenta os momentos de glórias, sem perder a
essência pura, rara e refinada daqueles que não se deixam corromper pela
fugacidade da vida. Querido, a fragilidade é inerente aos humanos, como eu e
você! “Ser mais precioso que o ouro puro, raro e fino de Ofir” é entender do
exercício de perdão, misericórdia, respeito, gratidão, reverência, cidadania, amor....
Sabe, ao cruzarmos os portões da eternidade, na bagagem que nos acompanhará,
não constarão as “posses”, mas as atitudes que fizeram toda a diferença na
caminhada dessa nossa vida terrena. Portanto, repense o “Possuir” que tanto tem
feito parte de sua jornada, como se fosse um troféu e volte pra essência do
viver! A chuva continua caindo fininha por aqui, receba meu abraço acreditando que
usufruímos das “falas” do meu coração, mutuamente.
domingo, 24 de maio de 2015
Manter-se no “eixo” e não agir de forma reativa ao que acontece à nossa volta, nos dias de hoje, torna-se um desafio cada vez mais frequente. Quando algo nos desagrada, reagimos a aquilo que não vem ao encontro das nossas expectativas. É necessário identificar nosso “eixo”, o centro de equilíbrio que nos permite estar no controle da situação com foco no resultado que queremos conquistar. É fácil? Não, mas se não nos dispusermos a tentar, jamais conseguiremos. Essa é uma decisão pessoal e intransferível, pois temos livre arbítrio! Fico pensando: em qual “eixo” temos colocado nossa confiança, nosso equilíbrio? Sabe querido, não há ser humano que não sinta diversas emoções ao longo do dia. É uma "mistura" de sentimentos tão distintos quanto alegria e tristeza, medo e raiva... são sentimentos desencadeados por diferentes motivos. A diferença é que há eventos que são esquecidos rapidamente, enquanto outros ficam guardados no subconsciente humano. Ainda quero acrescentar que existem também as preocupações particulares que podem contribuir para elevar o descontentamento e frustração em nossa vida. Segurar esses sentimentos pode trazer um inconveniente: o desabafo no momento inoportuno! Sei que isso já deve ter acontecido com você também, afinal somos humanos! Quase sempre, nosso problema é que tendemos a ir de um extremo a outro. Às vezes tentamos não ter emoção nenhuma, ou permitimos todas as emoções que sentimos aflorarem, quer seja certo fazer ou não. É como se tivéssemos emoção de mais ou de menos. Porém, em tudo isso, o que realmente é necessário é termos o equilíbrio, a capacidade de demonstrar as emoções quando elas são positivas e úteis, e de controlá-las quando são negativas e destrutivas. Entenda, não há nada errado com as emoções, o importante é mantê-las sob controle! Como? Acima de tudo querendo mantê-las sob controle, buscando conhecimento e principalmente convidando o Eterno para essa busca. Porém, não cultive aqueles sentimentos que adoecem a alma e o espírito humano! Como cristãos, não devemos nos livrar de determinados sentimentos, nem precisamos nos sentir culpados por senti-los; em vez disso, devemos aprender a expressá-los da maneira adequada, da forma correta, pois isso produzirá cura! Somos humanos queridos e estamos sujeitos aos mesmos sentimentos e reações emocionais da nossa existência. Não espiritualize tudo que lhe acontece! O mais importante em relação às emoções não é sentir algumas e outras não, mas sim, a maneira como lidamos com elas... essa é a minha batalha diária! Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Às vezes estamos tão assoberbados com as
lutas da nossa existência, que não conseguimos visualizar ou sentir o que está
acontecendo a nossa volta. É tanto ativismo que momentos simples deixaram de
fazer parte da nossa vida, pois eles “são simples demais para o momento que
estamos vivendo”, esse é o nosso pensamento, muitas das vezes... De quais
momentos estou falando? Falo dos momentos de estar com os amigos relembrando
“causos”, da solidariedade, do ócio, da visita aos familiares, da tapioquinha
com café... falo de coisas simples que alegram a nossa alma e aquecem o nosso
coração, contribuindo para a saúde emocional e psíquica, de humanos como eu e
você! Mas estamos impossibilitados de ver, de buscar um socorro, de ouvir os
gritos da alma avisando que caminhamos a passos largos para a clausura.
Acredite: o homem não foi feito pra estar só. A vida é pra ser compartilhada!
Você deve está pensando: como vou fazer pra mudar tudo isso? Sabe, às vezes
precisamos fazer como Zaqueu e subir em uma “árvore” (Lc 19.1-10). Querido, por
vezes os embates da existência humana são tão grandes que nos sentimos bem
pequenos, sem forças para mudanças. Então subir na “árvore” é a saída, pois
poderemos olhar tudo de cima ordenando cada passo sem nos distanciarmos de
nossa essência, dos nossos valores, das coisas simples que alimentam nosso ser,
e acima de tudo, resgatar a nossa esperança que um dia foi esquecida em um
canto qualquer. Nessa madrugada quente de maio/2015, aqui da Cidade do Sol, lhe
convido à subir na “árvore” (a árvore é sua!), na certeza de que serás
surpreendido com quem estará embaixo lhe esperando pra caminhar ao seu lado,
afinal Ele ainda está conosco! Nada está perdido, pode ser reescrito,
ressignificado.... Abraço a todos
carinhosamente daqui de terras potiguares!
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Hoje uma mulher me falou:
Tenho pressa! Estamos todos apostando corrida pra ver quem chega mais rápido.
Onde mesmo? Por que será que essa nossa geração resolveu viver dia após dia em
constante guerra com o tempo? Por que resolvemos “apressar o rio”? Sabe
querido, tenho aprendido que não precisamos de mais tempo, como muitos pensam,
precisamos sim é aprender a viver no tempo, no aqui e agora, retirando tudo de
positivo para a caminhada. Preste atenção: os que correm na frente do tempo são
os compulsivos e os que fazem de suas vidas uma correria, são os ansiosos! Seja
inteligente, não perca o melhor de cada dia, de cada momento, de cada curso do
“rio”, nada será repetido, mesmo que os personagens sejam os mesmos. Enquanto
escrevo, recordo-me do episódio da mulher do vaso de alabastro que em meio à
adversidade, esperou o momento oportuno e lançou-se aos pés do Mestre
literalmente (Lc 7.37). Ela seguiu o curso do “rio” nadando ao encontro do
“Porto Seguro”. O tempo não necessita de “uma mãozinha”, ele oferece a
oportunidade no instante preciso. Ao homem cabe está atento e responder:
Presente! Já é madrugada aqui em terras potiguares, que possamos fazer as pazes
com o Chronos (tempo humano) e então sermos encontrados pelo Kyrios, o Senhor
de todas as coisas, o Senhor do tempo e aí experimentar da alegria de viver
humanamente, pois há alegrias no viver do homem nessa nossa terra! Não apresse
o “rio”....
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Faz dias que penso sobre passividade e
desesperança. A passividade é acreditar que tudo o que está posto é como deveria ser e
nada pode ser feito para alterar. A desesperança é a ausência ou falta de
esperança; descrença ou desilusão. Tenho observado as guerras travadas no mundo
real e particular de cada um de nós, tornando a convivência e o usufruto do
melhor para todos os moradores desse lindo planeta azul. Em alguns casos me pergunto se vivemos momentos
de passividade ou descrença!? Tem me incomodado a forma que a história vem se
repetindo, com a matança de pessoas em nome de Deus e a destruição de
patrimônios culturais. É impressão minha ou as atrocidades cometidas contra o
povo judeu no passado de nada serviram como exemplo pra não ser seguido? Muitos
de nós vivemos passivamente os dias aqui nessa nossa terra, acreditando que se
há “escuridão” quem somos nós para acendermos a “luz” que facilitará a
caminhada de muitos!? A passividade caminha ao lado da desesperança e ambas
envenenam a alma humana, aniquilam a esperança, acorrentam os sonhos, fraturam
nossos sentimentos e acabam sepultando a expressão mais linda de amor entre os
mortais: a existência humana! Pensar diferente é falta de amor. Você pode está
dizendo que tudo de ruim que vem acontecendo é culpa do próprio homem, porém você
já ouviu falar em misericórdia, compaixão, cidadania, respeito, ética, ressignificação,
como atitudes de humanos, como eu e você? Sabe querido, o que torna a
convivência humana difícil muitas vezes é a falta de entendimento nas práticas
dos nossos irmãos, considerando o nosso ponto de vista o único caminho seguro. Se
você não puder amenizar as perdas, dores e tristezas do seu irmão não o conduza
à estrada da passividade e ao porto da desesperança. Seja a luz a iluminar a brevidade
que é o viver de todos nós. Abraço a todos daqui da Cidade do Sol, acreditando
que o Espírito ainda está conosco, portanto tudo é possível entre os mortais!
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Refletindo nessa madrugada sobre o que li em um
perfil de uma rede social: Quem muito se ausenta, uma hora deixa de fazer falta!
Há verdades nessa afirmativa, porém vejo como o ser humano tem a capacidade de
adaptação a tudo nessa nossa vida. Somos assim querido, graças ao Eterno, caso
contrário como suportaríamos os revezes da existência? Quero lhe convidar a
fazer uma breve caminhada ao meu lado nesses minutos do novo dia que se inicia,
refletindo não sobre a falta, mas sobre a ausência. A falta é notada, mas a
ausência não! Será que às vezes não somos ausentes mesmo estando fisicamente
presente? O sentindo da ausência é mais amplo do que o seu sentido literal...
Quando estamos presente queremos bem, nos importamos e isso pode ser feito
mesmo que os quilômetros separem o físico! Acredite: só não está ausente aquele
que cativa o coração dos que cruzam seu caminho! Fico imaginando que muitas
vezes agimos assim com Aquele que tem cuidado de nós aqui na terra dos
viventes... Nos ausentamos de servir, socorrer, de ser compreensivo, de sorrir
e chorar com os que dividem o caminho conosco, deixamos de acolher, reduzimos o
significado da Cruz, tornando-nos improdutivo pela falta de amar... Nos
ausentamos de forma tão banal que quando percebemos o tempo levou o melhor de
nós: A alegria de viver de forma presente usufruindo cada instante! Seja
acarinhado por mim com o Amor pelo qual fui cativada.
domingo, 8 de março de 2015
Vamos comemorar? E porque não deveríamos?
Vamos comemorar cada conquista, cada caminhada, cada esperança, cada dor, cada
partida, cada ausência, cada porto seguro, cada viagem, cada expressão de amor
e carinho, cada olhar e um ultimo olhar, cada cheiro, cada toque, cada abraço,
cada sorriso, cada lágrima, cada oportunidade, cada sonho, cada crescimento,
cada música, cada imagem fotografada pelo coração, cada dia, cada pôr do sol,
cada amanhecer, cada lua enfeitando o firmamento na companhia das estrelas, que
de tanto brilho iluminam as “sombras” dos caminhantes... Vamos comemorar mesmo
que as “areias” dos vendavais dos “desertos” toquem nossa pele, e tudo que nos
reste seja cobrir-nos na esperança de que logo a calmaria se fará. Penso que
todos os dias é dia para comemorarmos, afinal somos múltiplas em nossa
caminhada e em tudo que fazemos desconhecendo a palavra recompensa apesar do
que se faça. Da infância a fase adulta; sempre estamos antes do ontem e depois
do amanhã. Somos assim: esperamos quando ninguém mais espera! Por quê? Porque
somos mulheres! Somos almas livres, porém presas pelo sentimento da responsabilidade
por quem está em nosso raio de visão ou até mesmo pelos que estão há quilômetros
de distância de nós. Vivemos estendendo as mãos aos que nem ainda se declararam
necessitando e doamos antes de ser pedido. Essas somos nós, sem exclusão,
diminuição, diferenças, com ou sem hormônios em nossas fases da vida. Somos
feito o bambu, envergamos, mas não quebramos, apenas “trincamos” (somos
humanas). Porém, ao “trincarmos” nos redescobrimos sendo resilientes e aí tudo
se faz novo outra vez e ensinamentos são adquiridos e repassados. Por quê?
Porque somos mulheres, mães dos nossos filhos e dos que adotamos pelo caminho.
Porque para muitos nos perdemos nas palavras, quando na verdade, nos
encontramos nelas distribuindo emoções quase sempre imperceptíveis. A vocês
queridas, o meu abraço de hoje é especial, rogando ao Eterno que sempre
possamos estar aos pés da Cruz de Cristo, guardadas no Seu amor. Cai uma
chuvinha gostosa aqui na Cidade do Sol nessa madrugada de 08 de Março de 2015.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Chove na Cidade do Sol e amanhece
fazendo aquele friozinho gostoso que nos proporciona, entre outras coisas, momentos
de reflexão. Pois é, estou pensando sobre a importância de se manter viva nossas
memórias, pois elas definem nossa história, a pessoa que somos e nos tornamos com
todos os sentimentos que envolvem a vida dos humanos. Manter viva a memória é está ainda produzindo
mesmo que os percalços do viver nos alcancem! Porém quando “esquecemos” quem
somos, o caminho que percorremos, só nos resta ser lembrando por todos que
cruzaram nossas vidas no passado, pois só assim nos perpetuaremos e seremos
respeitados numa demonstração de amor, apesar da aparente inutilidade que nos
transformamos. Isso pode acontecer comigo e você, basta perdermos a razão e o
significado da vida, e saiba que nem precisa do aparecimento de uma doença.
Nessa manhã chuvosa reflita sobre o que pode lhe dar esperança e então viva o “agora”
dessa lembrança, desse momento, dessa esperança.... Traga a memória o que lhe
pode dar esperança (Lm 3.21), não perca tempo, atue no “hoje”, no “instante
presente”. Recorra a todas as suas lembranças, mesmo que esse seja um exercício
diário e quase sempre cansativo, mas nunca desista de lembrar! Querido, a
moldura da “fotografia” quem dá é você! É você quem a interpreta ao fotografar
com a lente mais sensível, que é o seu coração, as vivências do dia-dia com
suas emoções! Então traga a memória o que pode lhe dá esperança e continue na
caminhada, mesmo que as forças para lembrar-se do que não deve ser esquecido sejam
ínfimas... Sempre vai surgir alguém pra lembrar com você ou até por você! Acredite:
ainda existe quem faça afagos na alma humana pelo simples prazer de fazer
sorrir um coração. Somos uma “tela” inacabada esperando o encontro com Aquele
que entende dos “matizes” do viver humano. Seja acarinhado por mim num longo
abraço, sem qualquer pressa de deixá-lo!
segunda-feira, 2 de março de 2015
A mensagem dizia “Blza” e então
perguntei: O que significa? “Blza” é a forma abreviada da palavra Beleza muito
usada pelos internautas. Porém, o que me chama a atenção é que adquirimos o
hábito de resumir. Temos resumido com “Blza” frases inteiras que com certeza,
fariam toda a diferença em um contexto se fossem expressadas. Quantas vezes
você e eu ficamos sem saber o que de fato essa palavrinha quis dizer naquela
mensagem?! Tenho tentado decifrar os “Blzas” da caminhada, pois na escrita
perdemos a sensação de ouvir o tom da voz, a expressão facial, o olhar, o
toque.... Descobri que “Blza” também pode ser: não tenho o que lhe dizer, estou
ocupado, não entendi... O que está acontecendo com o ser humano que vêm
perdendo a beleza da expressão de sentimentos em palavras? Fico imaginando a
cena da crucificação e como o Mestre não poupou palavras para sua mãe e o discípulo
amado... Jesus não abreviou, não resumiu, pois palavras são sentimentos
escritos e declarados poeticamente ou não, reservados aos mortais. Sabe a brevidade
do tempo não tem relação com o resumir das respostas, dos sentimentos, dos
sorrisos, dos afetos... a brevidade do tempo fala da nossa mortalidade e de que
os momentos humanos sempre serão únicos nas nossas vivências. Você tem resumido
muito em todos os campos da sua vida? Querido, resumir ou abreviar pode ser também
uma forma de indiferença e indiferença é ausência de amor. A crucificação nos
ensina a valorizar, dar importância, considerar... Portanto, nessa manhã
quente, daqui de terras potiguares, lhe convido a seguir o exemplo do Mestre
que não resumiu palavras para sua mãe e João naquele momento único e de brevidade
humana. Seja abraçado por mim carinhosamente.
O domingo está terminando aqui na linda
Natal e me encontro refletindo sobre quando o sentimento de vingança toma
assento em nosso coração... Vingança não é justiça! Vingança não é “um prato
que se come frio”, mas a prática da falta do amor e suas consequências servidas
impiedosamente a outro humano, como eu e você. Vingança é a atitude que quase
sempre leva a morte dos sonhos, de uma vida melhor, de uma nova chance, de
perdão ainda que nos últimos instantes de vida. Vingança divide, segrega, cega
a compreensão. A vingança me impede de me colocar no lugar do outro e sentir
como ele. Ela atrofia os passos. Porém de todos os males causados pela
vingança, a perda da vida é a que doe mais. A vingança não é moeda de troca
pelo que lhe aconteceu de ruim! Penso que quando nos vingamos declaramos que de
nada adiantou a morte de Cristo (para os cristãos). A vingança revela uma alma
atormentada que não conseguiu lidar com suas frustrações, seu grau de
importância na vida e na vida do outro. Querido vingança não constrói! Temos
que tomar cuidado com a “bagagem” que estamos levando ao cruzarmos os portões
da eternidade, pode acontecer arrependimentos tardios... A mágoa antecede a vingança,
portanto ressignifique essa dor que persiste em estar presente na sua
caminhada. Tire lições e então sairás fortalecido. Viva hoje, viva agora na
certeza de que a vingança pertence ao Eterno (Rm 12.19)! Já é madrugada e
despeço-me de você daqui de terras potiguares com a certeza de que ainda é
possível ser feliz na terra dos viventes, afinal Ele ainda está conosco!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Foi
às margens do Tapajós que ouvi falar do silêncio que se pode ouvir.... O
silêncio nem sempre é ausência de palavras, barulhos, movimentos... O silêncio
deseja ser ouvido em sua contemplação, pois torna-se mais fácil perceber os
detalhes de amor do Criador. O silêncio deseja ser ouvido para que a alma descanse
e encontre o prazer no admirar. O silêncio que se pode ouvir grita dentro de
cada um de nós a importância do existir e usufruir da Criação como presente aos
mortais, gerando contentamento às emoções. Penso que o silêncio dentro da alma
significa que os pensamentos devem emudecer de quando em vez para ouvir o novo
que se apresenta.. ouvir o suposto desconhecido! Porém sei que muitas vezes o
nosso silêncio são gritos abafados não só de alegrias, mas de completa dor. O silêncio
que se pode ouvir não deve ser confundido com o da covardia, do medo, do
pessimismo..... falo do silêncio aprendizado, valorizador, o que nos instiga a
crescer sempre altruisticamente! Querido até Jesus teve seus momentos de
silêncio, portanto não se desespere! Um deles foi diante de Pilatos (Mc 15.2)
quando lhe foi perguntado se era o Rei dos Judeus. O silêncio de Jesus é tamanho que Ele
se restringe a pegar carona na fala de Pilatos para não ter que se pronunciar e
responde: Tu o dizes! Acredito que tem momentos que o Eterno silencia por que
aquilo que necessita ser pronunciado já se tornou tão óbvio que pode até ser
ouvido ou repedido pela boca dos incrédulos. Querido fique atento ao silêncio
que se pode ouvir, pois há uma expectativa de alarido de vitória quando o silêncio
impera a partir dos céus! Receba o meu abraço daqui de Terras Potiguares nessa
quarta-feira de cinzas tão abafada.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Hoje no fim da tarde enquanto caminhava
ouvi um rapaz dizer: “Quase ele arrebatou das minhas mãos”! Essas palavras me
levaram a refletir sobre essa palavra pequena: Quase. “Quase” significa algo
que está próximo de ser realizado ou por um triz não se realizou. Às vezes o “Quase” veste-se de incerteza e
desilusão, mas é na perseverança que o “Quase” materializa-se. Você já se deu
conta de quantas coisas quase foram arrebatadas das suas mãos? Penso que “Quase”
pode ser compreendido como uma atitude de misericórdia na maioria das vezes em
nossa caminhada. Nessa breve reflexão priorizo o sentido misericordioso, pois
este sim gera esperança futura. Enquanto escrevo me recordo do paralítico do tanque
de Betesda (Jo 5. 1-15). Esse homem estava sempre esperando o mover das águas
para que ele pudesse ser curado no momento em que entrasse no tanque. Isso
nunca aconteceu. Porém, um dia Jesus visitou o lugar e foi ao encontro do
paralítico com a seguinte pergunta: Queres ficar são? Essa é a história da Misericórdia
se encontrando com alguém que quase perdeu a esperança. Eu não sei quanto tempo
você está à espera do encontro com a Misericórdia, mas o paralítico esperava já
por 38 anos! Pode ser que você ache que é impossível o seu sonho se realizar, a
sua vida ser ressignificada e por aí vai, mas quero lhe dizer nessa noite
quente de janeiro/2015: Mesmo que suas forças tenham se acabado para prosseguir,
a Misericórdia irá ao seu encontro, lhe alcançará e nada impedirá o agir do
Eterno em seu socorro! Já é quase meia noite e despeço-me daqui da linda Cidade
do Sol.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Nessa madrugada reflito sobre o tempo que gastamos com os nossos lamentos. Voltamos nossos pensamentos para tudo que poderia ter sido e no que deveria ter sido, aprisionando-nos para o novo que se apresenta diante de nós todos os dias quando os raios de sol aquecem esse lindo lar, chamado Terra. Muitos pensam que quando revivemos em nossa mente tais situações de lamentos vezes seguidas, poderemos mudar os desfechos. Lamento, mas infelizmente não podemos! Querido, a única coisa que eu e você podemos controlar são os nossos atos no presente. Penso que reviver o ontem, só nos afastará das oportunidades do hoje e de toda a esperança de esperar em fé fazendo o que cabe a cada um de nós. Pensar dessa forma torna a nossa caminhada mais difícil... As oportunidades não esperam por ninguém, portanto esteja alerta! Sabe, as oportunidades veem de muitas maneiras e até pelas mãos de quem nem imaginamos, ou até de quem não nos é amigável. Portanto não esqueça: as oportunidades só podem ser vistas e aproveitadas no tempo presente! Quem sabe nessa madrugada você esteja ainda “preso” a algo ocorrido no passado... já aconteceu, é passado! O hoje é uma dádiva do Eterno ao homem! O erro de Jonas trouxe a tempestade, mas a Palavra do Senhor veio uma segunda vez para ele(Jn 2.1, 10; 3.1). Querido, o Eterno é um Deus de segundas chances (terceira, quarta, quinta...). Todas as manhãs as misericórdias do Senhor se renovam (Lm 3.23), logo o hoje é uma dádiva, por isso é chamado de presente. Volte a viver novamente! Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares, um lugar de tempo presente para mim.
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