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sexta-feira, 10 de março de 2017


Foi assim... O sol se punha na foz do rio Potengi e a lua era testemunha... O vento soprava delicado e eu observava os pescadores, seus barcos e as dezenas de olhares sobre vocês... Tudo estava perfeito e um turbilhão de imagens ocupavam minha mente... Qual momento deixei passar? Em que ocasião você começou caminhar sozinho? A que horas você deitou em sua cama como criança e ergueu-se um homem? Eu não tive tempo de tanta coisa... Então caminhei ao seu lado, como a minha promessa materializada! Esse foi o meu segundo maior momento com você e ainda ouvia minha canção preferida! O sol se punha na foz do rio Potengi e o sentimento que me invadia era o de gratidão ao Eterno, pois o seu sonho era meu também! Tomada por uma forte emoção revivi minha trajetória de vida quando saí das minhas raízes em busca de conhecimento acreditando que um dia voltaria, e então as margens do “rio que brilha” e nos variados matizes do verde das minhas matas, imaginei que você cresceria e constituiria uma família... Não voltei! Você nasceu e cresceu à beira mar, mas constituiu uma família às margens de um rio, não o “rio que brilha”, mas o Potengi, o rio que deu origem a linda Cidade do Sol. A medida que o sol se punha era envolvida por um encantamento e uma alegria reservada somente aos mortais, como nós, sem contudo deixar de sorver cada palavra vinda do altar, pois naquele momento entregava o meu “tesouro”, a minha “joia rara”, o meu “bem”, o “amor da minha vida”, a “minha semente” à também, uma joia rara e preciosa que encantou meu coração. Desejei que esse momento fosse paralisado, mas o Eterno permitiu que fosse gravado pela máquina mais sensível, o meu coração e ainda me surpreendeu com as doces águas das margens do Potengi e a linda lua que iluminava esse momento, lembrando-me que ainda hoje Ele faz afagos na alma humana pelo simples prazer de nos ver sorrir! Depois de muitos meses desse momento, o vento daqui da minha varanda sopra sobre mim como um abraço dizendo: Eu lhe visitei, mulher. Você é bem aventurada! Queridos, só quem tem o prazer e alegria de dividir o que tem de melhor, de mais precioso, consegue somar na caminhada! Já é madrugada e envio-lhes o meu abraço no mais completo silêncio em que só os nossos corações compreenderão as palavras jamais proferidas, mas sentidas em nossas almas. E foi assim, as margens do Potengi que o Mestre da alma humana, prazerosamente afagou a minha alma, conduzindo-me aos matizes do descanso, fé, esperança, alegria e amor!


sábado, 19 de novembro de 2016


Já é madrugada na cidade do rio que brilha... O silêncio é ouvido interrompido vez por outra, pelas batidas de um coração que desliza ao encontro dos lagos e igarapés... No rio que brilha as braçadas são de esperanças diariamente renovadas pela força de suas águas. No rio que brilha o acalento chega com os paneiros de pescados, pois a simplicidade é o que faz a alegria e o contentamento habitarem em completa harmonia nas ruas por onde passa. Já é madrugada e a saudade conversa com a partida e fazem uma aliança para a eternidade de sempre se encontrarem, não importando se na cheia ou vazante, se na foz ou quando suas águas se encontram sem se misturarem, pois o que conta mesmo é correrem se olhando, respeitando e amando! Nesse silêncio da despedida, estar distante sempre será a agonia pelo retorno de novamente andar pelas águas que brilham e encantam... Já é madrugada e todo minuto é apreciado, eternizado pela lente mais sensível do corpo humano, o coração. E assim a vida segue afirmando que o tempo é hoje, a felicidade é agora, a oportunidade é o momento sempre presente, a dor é passado, a perda é porta para a ressignificação, pois seres de possibilidades acreditam sempre em renovos. Esse rio é minha rua, é o afago mais esperado pela alma, é o sorriso largo, é identidade do ser, é açaí, tacacá, cupuaçu, bacuri, vatapá, charutinho bem fritinho, é farinha, é pimenta de cheiro, maniçoba, é pôr do sol, é lua cheia, é a Pérola do Tapajós! Sintam-se todos acarinhados por mim daqui das minhas paragens, a Santarém do meu amor.

sábado, 6 de agosto de 2016


Hoje amanheci pensando em como o ser humano muitas vezes prefere caminhar nas trevas do egoísta ao invés de decidir-se trilhar na luz do altruísmo. Não estou me referindo ao altruísmo como propaganda do bem realizado. Reflito sobre o altruísmo como realização espontânea de almas desejosas pelo bem de todos, pelo bem comum! Só existe amor se o sentimento que nos impulsiona em qualquer área dessa nossa vida, for o altruísmo para com o outro, não importando as diferenças que nos separem. Ao sermos egoístas nossa alma vai sendo corroída, ela adoece e a esperança deixa-nos e então enfraquecemos. Convido-lhe a renovar-se através do altruísmo e toda a ressignificação que há por trás dessa atitude e verdadeiramente vivas. Acredite, assim como amar é uma decisão volitiva, o altruísmo também! Sabe, refaça o caminho de sua origem, reavalie suas escolhas, pondere sobre as “verdades” dos que lhe cercam, seja juiz de suas decisões, não transfira as consequências e nem impute ao outro o resultado negativo das mesmas. Seja senhor de sua caminhada, de sua história, como humano que és. Quando nos damos às mãos os elos se fortalecem e as chances de sobrevivência dos embates diários aumentam. Cuidado com o egoísmo e seus “detalhezinhos”, eles podem lhe enfraquecer a visão não lhe deixando ver a singularidade dos que ocupam um espaço insubstituível em seus planos pessoais e coletivos. Claro que sei que a solidariedade está rara e a gentileza cada dia mais obsoleta entre nós, mas se houver altruísmos nossas atitudes serão de sabedoria e encorajadoras para que nossos hábitos egoístas não sejam aperfeiçoados diariamente. Bom, eu sei que estás querendo saber qual o lugar do Eterno em tudo isso!? Querido, o Eterno aguarda por nossas decisões volitivas, atitudes de humanos como eu e você, pois a Ele cabe à atuação no sobrenatural, afinal nos deu o livre arbítrio! Acredite: a cidadania terrena precede a cidadania celestial (para os que creem), portanto viva honrosamente sua passagem por aqui! Que sua alma seja um ecossistema altruísta, afinal ainda não estás em corpo glorificado! Envolvo você em um abraço bem abraçado daqui da cidade do sol e ele está repleto de altruísmo por dias melhores!


terça-feira, 26 de julho de 2016


Hoje retorno emergindo dos pensamentos que alimentam a esperança. Retorno de um caminho ladeado pela persistência de sempre olhar para frente. Por vezes olhamos, mas não vemos, esboçamos sorrisos sem significados, apalpamos sem identificar o toque, dormimos um sono que não é reparador e então acreditamos que desistir é a melhor saída do caminho. Acreditar que o tempo sempre está no presente eterniza as memórias não importando as épocas em que aconteceram. Emergir sempre será a atitude mais acertada! Sabe querido, é em meio às labaredas das nossas lutas, dores e solidão que a Força da existência nos fortalece e assim emergimos para continuarmos a labuta de humanos, como eu e você. Parece as vezes que está havendo um “complô” para tornar a caminhada dura, mas aí a esperança levanta a sua bandeira e nos conduz aos vales verdejantes, afinal a Graça emergiu da morte para que eu e você pudéssemos sorrir mesmo que o céu esteja cinzento, mesmo que o “porto” para o nosso descanso esteja distante, mesmo que o “mar” encontre-se bravio, mesmo que os astros empalideçam, mesmo que o diálogo esteja incompreendido e nossas lembranças não caminhem junto com a memória de vida, mesmo que os papeis por vezes se confundam, mesmo... Convido-lhe a emergir diariamente, não importando quantas vezes forem necessários, pois a ressisgnificação sempre estará pronta a andar de mãos dadas conosco. Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares.

domingo, 27 de março de 2016


Então Ele chegou, um amor tão lindo e livre pra mim... tão lindo em todos os sentidos. Um Amor que não posso deixar escapar. Então me apaixonei por toda a minha existência! Não há um dia em que não sinta Seu olhar e o carinho quando me envolves em Seus braços. Como sol de verão e a brisa das noites enluaradas, é assim que me sinto quando me tocas: me sinto em Paz! Você é o meu Amor de todos os momentos, de todos os caminhos, de todas as minhas dores, dos meus melhores sorrisos, das minhas noites de reflexão, das minhas madrugadas de arrependimentos...  Você é o meu amor dos recomeços, das misericórdias, da compreensão ao outro e de mim mesma, do perdão, mesmo quando é difícil se colocar no lugar do outro. Você é o bálsamo das minhas dores e das feridas que teimam em sangrar. Você é o meu conforto diante de minhas perdas, partidas e chegadas, dos “pedaços” que fui deixando ao longo desse caminhar. Você é o meu melhor sorriso, o meu melhor desejo, o meu melhor dormir, a minha única Esperança na rota dessa caminhada humana! Você é o meu rio perene, igarapé de suspiros felizes, meu primeiro e último pensamento... Foi na eternidade que começou esse sentimento que não maltrata, não julga, não exige, é livre! Um Amor tão lindo assim não posso deixar escapar pra longe... És meu maior encanto que faz meu corpo vibrar quando sempre estamos juntos. Você é minha Páscoa! Você é o meu sim ao amor e à vida, é o investimento fraterno que jamais posso abandonar, afinal És um Amor tão lindo e livre assim, que não posso jamais deixar escapar, pois seria o mesmo que viver sem vida...seria a morte e esse Amor já vivenciou literalmente, o morrer pra estar comigo! Abraço todos daqui da linda Cidade do Sol nesse domingo de Páscoa, sem qualquer pressa de soltá-los com beijos bem dados e estalados, com “sabor” de sua preferência e cheiro de colônia que exale o aroma de lavanda!

 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

E então voltei.... Só volta aquele que um dia esteve em algum lugar! Só volta aquele que a saudade se deixou ser fotografada pela máquina mais precisa, o coração humano. Voltar é considerar uma nova oportunidade, mesmo que furtiva de estar naquele momento sonhado. Voltar é se deparar com paragens adormecidas... Adormecidas como forma de eternizá-las para o próximo instante, como se a caminhada tivesse sido congelada para então ser retomada em algum trecho. Voltar sempre será a surpresa de uma alma em desenvolvimento, em aprendizado. Voltar não deve ser entendido como sofrimento, mas como a forma mais simples de trilhar o caminho da resiliência, reservada aos mortais, como eu e você. Voltar não é dor, não é desespero, não é angústia. Voltar é estar diante de possibilidades! Às vezes precisamos de algumas “voltas” para entender que nunca partimos, apenas nos ausentamos. Assim voltei sem nunca ter partido, apenas me ausentado! Quantas vezes partimos achando que tudo será resolvido, esquecido, mudado... ledo engano! Nessa tarde aqui em terras potiguares e com um ventinho gostoso soprando aqui da minha varanda, lhe estimulo a voltar sempre que se fizer necessário, para que sua vida não seja companheira de “lacunas”! “Lacunas”, acredito que são oportunidades desperdiçadas ao longo de nossa existência, são orgulhos manifestados, dores estimuladas e cultivadas, e tudo que dificulta o crescimento humano. “Lacunas” necessitam serem preenchidas para evitar que a alma adoeça tornando a minha e a sua vida, um deserto de queixumes e dores. Pois é, eu sei o quanto “voltar” é difícil, mas esse é o caminho que nos leva aos pés da Cruz! Então voltei....

sábado, 16 de janeiro de 2016


Como não se surpreender ao ser surpreendido? Em muitos momentos olhamos surpresos para o futuro que se descortina a nossa frente, da mesma forma que somos surpreendidos pela coragem de enfrentar nossos temores, ressignificando o passado de uma caminhada. Penso que surpreender não significa fazer melhor que os outros, mas acima, superior daquilo que eu e você, acreditávamos ser o nosso limite! Surpreender eleva os batimentos cardíacos, deixa a boca seca, as mãos trêmulas... Surpreender é música que acalenta o momento do “nem sei o que dizer”, é olhar sem acreditar no que se está ou estará vivendo, é suar frio e rir desconcertantemente, é andar de um lado para o outro, quando na verdade a vontade é correr alegremente... Surpreender é viagem benéfica para a emoção humana, é porto seguro para momentos de insegurança, quando o outro imagina está remando sozinho. Surpreender é está entre a promessa de algo e o milagre da sua realização! Nessa noite abafada aqui na linda Natal, lhe convido a se deixar ser surpreendido e usufruir das deliciosas experiências de viver o impossível de acontecer, mas que lhe surpreendeu numa medida inexplicável...  Fico imaginando quando Jesus surpreendeu Pedro com seu terno olhar, após ele o haver negado! Portanto, se permita ser surpreendido e então descobrirás que promessa e milagre percorrem a mesma estrada com o objetivo de alegrar nossa existência! Receba meu abraço em total surpresa, sem qualquer pressa de soltá-lo

 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015


Li uma carta hoje que assim terminava: “Um beijo bem beijado e um abraço bem apertado”. Ainda estou refletindo sobre os vários significados e a importância de enfatizar dizendo “bem beijado, apertado”. Foi célere a passagem desse ano e com ele caminhei sem talvez ter parado para observar os “beijos bem beijados e abraços bem apertados” que se apresentaram nessa caminhada. Falo dos momentos de carinho, da mão estendida, da compreensão, do afeto, do companheirismo, da atitude de perdão, do sorriso no momento preciso e do choro necessário. Falo do olhar acolhedor mesmo diante da repreensão, falo das palavras e seus sentidos (obrigado, desculpa, com licença...). Falo de viagens efetivas e daquelas que fazemos através dos sonhos e imaginações, como único objetivo de preservar a alegria e a saúde psíquica. Falo de mim e de você que por vezes ignoramos a simplicidade dos gestos por estarmos apressados no viver! Falo de noites que desperdiçamos com a mágoa que bate a nossa porta, como “se”, se tivéssemos feito, dado, ido, então teria sido diferente a jornada. Falo de abraços apertados sem pressa de soltar naqueles que nos são queridos, e nos que necessitam serem abraçados de igual modo, para que o carinho oferecido apazigue suas dores. Falo da apreciação do ócio e o quanto ele faz bem a alma dos viventes humanos, como nós. Corri tanto esse ano...  Houve momentos de muito cansaço, alguns percalços, noites longas, choro preso na garganta, viagens que deixei de fazer. Houve perdas, saudades, palpitações, somatizações em um corpo que só se manteve de pé porque não perdeu a visão da Cruz, a Graça do Evangelho de Cristo e o abrigo das promessas do Eterno! “Um beijo bem beijado e um abraço bem apertado” é tudo que espero e desejo para o ano de 2016, acrescentando que tudo seja sem pressa de soltar, para mim e você! Que possamos caminhar de mãos dadas por todo o 2016, sem perder o brilho do olhar da cumplicidade, a fragrância do equilíbrio, a doçura da compreensão, a beleza do amar, afinal tudo isso e muito mais fazemos “apesar de”, fazemos, pois entendemos que viver é uma viagem de compartilhamentos até os portões da eternidade, para então sozinhos com os nossos feitos, nos apresentarmos diante do Eterno que conhece verdadeiramente, a intenção dos nossos corações.

 

 

Os: “Um beijo bem beijado e um abraço bem apertado”, trecho final da carta de Castelo Branco à sua esposa.

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 22 de novembro de 2015


Rompendo o silêncio dessa madrugada, a moça sentada na fileira da frente, disse: Você não escolheu! Você não escolheu e aí colocou na mão do outro o nosso destino! Aprender as lições importantes da vida requer que o medo seja confrontado para então ser superado, só assim seguiremos em frente sem olhar para trás, tendo a convicção de que o amanhã pode e será melhor que o hoje, o aqui e agora. Comecei a refletir sobre o que ouvira e percebi que com o tempo nos damos conta de que as experiências vividas com os que passam por essa nossa vida, jamais se repetirão, por mais que se tente reproduzi-las, jamais acontecerão da mesma forma. Sabe qual a razão, querido? Simples, estamos diariamente em processo de evolução, de crescimento! Porém, podemos eternizar momentos... Eterno é tudo que dura uma fração de segundo, um átimo de tempo, com tanta intensidade, que chega a petrificar, e assim, jamais força alguma o resgata. Quero dizer o quê? Você pode escolher eternizar ou não momentos, tentativas, escolhas, pois tudo é aprendizado. Porém, não deixe suas escolhas nas mãos de outros, pois só você saberá como vivenciá-las, eternizando-as. Só você sabe o valor que representam! Nessa tarde abafada aqui na Cidade do Sol, compreendo que o melhor da escolha não está no futuro, mas sim no instante em que se vivencia o momento. Eu escolhi, eu aprendi, assim eternizei cada átimo de tempo, afinal, tenho mais uma história pra compartilhar!

 

 
Pode ser que ao desconfiarmos de alguém haja razão para tal, mas nem toda desconfiança possui razões suficientes para se manter. Logo, quando o coração pulsa em total equilíbrio o resultado sempre será uma consciência pacificadora. Penso que o equilíbrio mora na sabedoria de confiar! Como uma “caixinha de surpresas”, a vida as vezes pode nos trazer surpresas alegres, dolorosas, proveitosas ou intrigantes. A vida pode até interromper planos! Mas, acredite que tudo é produtivo,... serve como crescimento, afinal ela produz uma reação em nós mesmos e no outro, nos conduzindo à reflexão. Ao desconfiarmos perdemos oportunidades por termos priorizado um “pé atrás” ao invés de um “passo à frente”. Ao desconfiarmos abrimos mão de vivenciar a realidade que se descortina a nossa frente, na tentativa de controlar o futuro. A desconfiança faz sofrer! Confiar é um favor que fazemos à nós mesmos e não ao outro, pois é um estado de sossego e paz daquele que deixou o futuro para quando chegar. Ao desconfiarmos diminuímos a capacidade de estar presentes, afinal a realidade é o que percebemos no momento atual, e o que vemos? Desconfianças! Penso que confiança seja saber que somos humanos, limitados, que não temos poder de adivinhar quando os revezes se levantarão. Porém, podemos fazer dessa a nossa única saída e viver intensamente a realidade que se apresenta, seja a boa ou ruim. Abraço você daqui de terras potiguares, tendo consciência de que a vida sempre dá um jeitinho de nos fazer aprender com as desconfianças de humanos, como eu e você, afinal, ainda não estamos em corpos glorificados! Viva hoje, viva agora, Carpe Diem!

sábado, 8 de agosto de 2015


“ Ser pai... é muito mais do que cumprir um papel dentro da família e da sociedade, é assumir a paternidade com amor e responsabilidade”. Essa é a definição de muitos! Porém, hoje quero lhe convidar, como filho, a olhar seu pai também, como humano. Como humano, muitas vezes o pai renuncia sonhos para que seus filhos não sofram por sua ausência... Como humano, quase sempre está onde não gostaria, fazendo o não desejado... Como humano, chora em segredo suas dores, que nem sempre sabemos que tem... Como humano, tem seus dias de fuga ao passado, fazendo disso uma saudade que gosta de ter como um combustível para a caminhada no agora... Como humano, gostaria de ficar em silêncio, mas nem sempre isso é possível... Como humano, quase sempre se distancia dos prazeres de humanos que possam vir a manchar sua imagem, diante de nós, seus filhos... Como humano, sonha ter em seus filhos a parceria na caminhada, o sorriso compreensivo, o ombro amigo e a mão estendida... Como humano, nem sempre se resigna com o rumo que sua vida toma, o que dependendo da nossa idade, compreendemos ou não suas decisões... Infelizmente, só com a maturidade e a experiência do viver, descobrimos o quanto humano foi e é o nosso “super-herói”! Que possamos compreender as palavras não ditas, os abraços não dados, as lágrimas não vertidas, os passeios que não fizemos juntos, os olhares que não cruzamos ao longo de nossa existência, os bilhetes não escritos, as cartas não lidas, os presentes não trocados, os boletins do colégio que não foram assinados... Que suas ausências, partidas e chegadas possam ser valorizadas nos minutos de nossa permanência por aqui... Sabe querido, um dia esse pai que é humano partirá, pela lei natural da vida, primeiro que você, então cobre menos e ame mais, troque a hostilidade pela doçura do tratar e acredite: Você é tão humano quanto seu pai!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015


Como podemos nos ver por trás do rancor? Foi tudo o que ouvi do outro lado da linha. Pessoalmente não acredito que possamos ver a nós mesmos, por trás do rancor, afinal estamos envolvidos diretamente por sentimentos diversos, o que nos impede de termos uma visão equilibrada do que estamos vivendo e de que forma estamos vivendo. O rancor só faz mal a nós mesmos! O rancor é o combustível que adoece e aprisiona a alma de humanos, como eu e você. Vivenciar a dor de uma decepção ou de quaisquer outros sentimentos é aceitável, afinal é assim que se cresce. Porém, alimentar essa dor não é salutar para o espírito, corpo e alma. Querido, não se torne prisioneiro desse sentimento amargo! A despeito da dor que tenhas sofrido no passado ou estejas sofrendo, saiba que não estás sozinho, pois o Eterno lhe ampara a cada lágrima... O rancor embota sua visão de todo o resto de bom que tem lhe acontecido e acabas perdendo de usufruir das belezas de se estar vivo! Como podemos nos ver por trás do rancor? Que possamos nos ver como humanos que ainda não estão em corpos glorificados, sendo resilientes e ressignificando nossos momentos de sentimentos que nos afligem e entristecem, causando muitas vezes uma dor tão grande que morremos em vida. Já é madrugada aqui na Cidade do Sol, receba o meu carinho em um abraço bem apertado!

 

segunda-feira, 27 de julho de 2015


“Em busca do pão, achei a poesia!”. O que será que o autor dessa frase quis dizer? O lado humano do SER sempre está em busca de algo ou de alguma coisa. São muitas as necessidades e exigências à existência humana, que acabamos nos perdendo no caminho das suas ilusões. Viver é algo simples, o difícil é saber manter-se vivo! Vai ver esse é um dos muitos significados da frase acima: Manter-se vivo! Que tenhamos o cuidado de não cairmos nas armadilhas da nossa existência, valorizando por demais, a busca do TER, nos tornando prisioneiros do SER! Sabe querido, penso que encontrar a “poesia” é não negar todas as nossas necessidades, mas compreender que a plenitude da “poesia” só é possível quando nos conectamos com o Eterno e toda a sua criação. Afinal, tudo que Ele fez, é muito bom (Gn 1.31)... A vida humana necessita não só de “buscas”, mas de “descobertas” e de “poesias”, para então poder usufruir da felicidade reservada às criaturas nesse lindo planeta azul... Receba o meu abraço daqui da linda Natal, onde a chuva cai fininha gostosamente.

 

Já em terras potiguares e refletindo sobre “Ser mais precioso que o ouro puro, raro e fino de Ofir” (Is 13.12)! Sem entrar em questões teológico-exegéticas, mas contextualizando tais palavras do livro do profeta Isaías no tempo presente, em que o “Possuir” passou a ser sinônimo de riqueza, convido você a caminhar ao meu lado tentando compreender “as falas” do meu coração... Muitos têm baseado suas vidas em posses, não que seja errado “Possuir”, o mais importante é não nos deixarmos ser possuídos, e isso requer um exercício diário de vigilância de atitudes, sentimentos, aquisições e tudo que afague a alma humana negativamente. A chuva cai fininha aqui na Cidade do Sol e fico imaginando que “Ser mais precioso que o ouro puro, raro e fino de Ofir”, fala das atitudes e formas que se enfrenta os momentos de glórias, sem perder a essência pura, rara e refinada daqueles que não se deixam corromper pela fugacidade da vida. Querido, a fragilidade é inerente aos humanos, como eu e você! “Ser mais precioso que o ouro puro, raro e fino de Ofir” é entender do exercício de perdão, misericórdia, respeito, gratidão, reverência, cidadania, amor.... Sabe, ao cruzarmos os portões da eternidade, na bagagem que nos acompanhará, não constarão as “posses”, mas as atitudes que fizeram toda a diferença na caminhada dessa nossa vida terrena. Portanto, repense o “Possuir” que tanto tem feito parte de sua jornada, como se fosse um troféu e volte pra essência do viver! A chuva continua caindo fininha por aqui, receba meu abraço acreditando que usufruímos das “falas” do meu coração, mutuamente.

domingo, 24 de maio de 2015

Manter-se no “eixo” e não agir de forma reativa ao que acontece à nossa volta, nos dias de hoje, torna-se um desafio cada vez mais frequente. Quando algo nos desagrada, reagimos a aquilo que não vem ao encontro das nossas expectativas. É necessário identificar nosso “eixo”, o centro de equilíbrio que nos permite estar no controle da situação com foco no resultado que queremos conquistar. É fácil? Não, mas se não nos dispusermos a tentar, jamais conseguiremos. Essa é uma decisão pessoal e intransferível, pois temos livre arbítrio! Fico pensando: em qual “eixo” temos colocado nossa confiança, nosso equilíbrio? Sabe querido, não há ser humano que não sinta diversas emoções ao longo do dia. É uma "mistura" de sentimentos tão distintos quanto alegria e tristeza, medo e raiva... são sentimentos desencadeados por diferentes motivos. A diferença é que há eventos que são esquecidos rapidamente, enquanto outros ficam guardados no subconsciente humano. Ainda quero acrescentar que existem também as preocupações particulares que podem contribuir para elevar o descontentamento e frustração em nossa vida. Segurar esses sentimentos pode trazer um inconveniente: o desabafo no momento inoportuno! Sei que isso já deve ter acontecido com você também, afinal somos humanos! Quase sempre, nosso problema é que tendemos a ir de um extremo a outro. Às vezes tentamos não ter emoção nenhuma, ou permitimos todas as emoções que sentimos aflorarem, quer seja certo fazer ou não. É como se tivéssemos emoção de mais ou de menos. Porém, em tudo isso, o que realmente é necessário é termos o equilíbrio, a capacidade de demonstrar as emoções quando elas são positivas e úteis, e de controlá-las quando são negativas e destrutivas. Entenda, não há nada errado com as emoções, o importante é mantê-las sob controle! Como? Acima de tudo querendo mantê-las sob controle, buscando conhecimento e principalmente convidando o Eterno para essa busca. Porém, não cultive aqueles sentimentos que adoecem a alma e o espírito humano! Como cristãos, não devemos nos livrar de determinados sentimentos, nem precisamos nos sentir culpados por senti-los; em vez disso, devemos aprender a expressá-los da maneira adequada, da forma correta, pois isso produzirá cura! Somos humanos queridos e estamos sujeitos aos mesmos sentimentos e reações emocionais da nossa existência. Não espiritualize tudo que lhe acontece! O mais importante em relação às emoções não é sentir algumas e outras não, mas sim, a maneira como lidamos com elas... essa é a minha batalha diária! Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares.

quinta-feira, 21 de maio de 2015


Às vezes estamos tão assoberbados com as lutas da nossa existência, que não conseguimos visualizar ou sentir o que está acontecendo a nossa volta. É tanto ativismo que momentos simples deixaram de fazer parte da nossa vida, pois eles “são simples demais para o momento que estamos vivendo”, esse é o nosso pensamento, muitas das vezes... De quais momentos estou falando? Falo dos momentos de estar com os amigos relembrando “causos”, da solidariedade, do ócio, da visita aos familiares, da tapioquinha com café... falo de coisas simples que alegram a nossa alma e aquecem o nosso coração, contribuindo para a saúde emocional e psíquica, de humanos como eu e você! Mas estamos impossibilitados de ver, de buscar um socorro, de ouvir os gritos da alma avisando que caminhamos a passos largos para a clausura. Acredite: o homem não foi feito pra estar só. A vida é pra ser compartilhada! Você deve está pensando: como vou fazer pra mudar tudo isso? Sabe, às vezes precisamos fazer como Zaqueu e subir em uma “árvore” (Lc 19.1-10). Querido, por vezes os embates da existência humana são tão grandes que nos sentimos bem pequenos, sem forças para mudanças. Então subir na “árvore” é a saída, pois poderemos olhar tudo de cima ordenando cada passo sem nos distanciarmos de nossa essência, dos nossos valores, das coisas simples que alimentam nosso ser, e acima de tudo, resgatar a nossa esperança que um dia foi esquecida em um canto qualquer. Nessa madrugada quente de maio/2015, aqui da Cidade do Sol, lhe convido à subir na “árvore” (a árvore é sua!), na certeza de que serás surpreendido com quem estará embaixo lhe esperando pra caminhar ao seu lado, afinal Ele ainda está conosco! Nada está perdido, pode ser reescrito, ressignificado....  Abraço a todos carinhosamente daqui de terras potiguares!

segunda-feira, 18 de maio de 2015


 

 

 

Hoje uma mulher me falou: Tenho pressa! Estamos todos apostando corrida pra ver quem chega mais rápido. Onde mesmo? Por que será que essa nossa geração resolveu viver dia após dia em constante guerra com o tempo? Por que resolvemos “apressar o rio”? Sabe querido, tenho aprendido que não precisamos de mais tempo, como muitos pensam, precisamos sim é aprender a viver no tempo, no aqui e agora, retirando tudo de positivo para a caminhada. Preste atenção: os que correm na frente do tempo são os compulsivos e os que fazem de suas vidas uma correria, são os ansiosos! Seja inteligente, não perca o melhor de cada dia, de cada momento, de cada curso do “rio”, nada será repetido, mesmo que os personagens sejam os mesmos. Enquanto escrevo, recordo-me do episódio da mulher do vaso de alabastro que em meio à adversidade, esperou o momento oportuno e lançou-se aos pés do Mestre literalmente (Lc 7.37). Ela seguiu o curso do “rio” nadando ao encontro do “Porto Seguro”. O tempo não necessita de “uma mãozinha”, ele oferece a oportunidade no instante preciso. Ao homem cabe está atento e responder: Presente! Já é madrugada aqui em terras potiguares, que possamos fazer as pazes com o Chronos (tempo humano) e então sermos encontrados pelo Kyrios, o Senhor de todas as coisas, o Senhor do tempo e aí experimentar da alegria de viver humanamente, pois há alegrias no viver do homem nessa nossa terra! Não apresse o “rio”....

quarta-feira, 22 de abril de 2015


Faz dias que penso sobre passividade e desesperança. A passividade é acreditar que tudo o que está posto é como deveria ser e nada pode ser feito para alterar. A desesperança é a ausência ou falta de esperança; descrença ou desilusão. Tenho observado as guerras travadas no mundo real e particular de cada um de nós, tornando a convivência e o usufruto do melhor para todos os moradores desse lindo planeta azul.  Em alguns casos me pergunto se vivemos momentos de passividade ou descrença!? Tem me incomodado a forma que a história vem se repetindo, com a matança de pessoas em nome de Deus e a destruição de patrimônios culturais. É impressão minha ou as atrocidades cometidas contra o povo judeu no passado de nada serviram como exemplo pra não ser seguido? Muitos de nós vivemos passivamente os dias aqui nessa nossa terra, acreditando que se há “escuridão” quem somos nós para acendermos a “luz” que facilitará a caminhada de muitos!? A passividade caminha ao lado da desesperança e ambas envenenam a alma humana, aniquilam a esperança, acorrentam os sonhos, fraturam nossos sentimentos e acabam sepultando a expressão mais linda de amor entre os mortais: a existência humana! Pensar diferente é falta de amor. Você pode está dizendo que tudo de ruim que vem acontecendo é culpa do próprio homem, porém você já ouviu falar em misericórdia, compaixão, cidadania, respeito, ética, ressignificação, como atitudes de humanos, como eu e você? Sabe querido, o que torna a convivência humana difícil muitas vezes é a falta de entendimento nas práticas dos nossos irmãos, considerando o nosso ponto de vista o único caminho seguro. Se você não puder amenizar as perdas, dores e tristezas do seu irmão não o conduza à estrada da passividade e ao porto da desesperança. Seja a luz a iluminar a brevidade que é o viver de todos nós. Abraço a todos daqui da Cidade do Sol, acreditando que o Espírito ainda está conosco, portanto tudo é possível entre os mortais!

quinta-feira, 16 de abril de 2015


Refletindo nessa madrugada sobre o que li em um perfil de uma rede social: Quem muito se ausenta, uma hora deixa de fazer falta! Há verdades nessa afirmativa, porém vejo como o ser humano tem a capacidade de adaptação a tudo nessa nossa vida. Somos assim querido, graças ao Eterno, caso contrário como suportaríamos os revezes da existência? Quero lhe convidar a fazer uma breve caminhada ao meu lado nesses minutos do novo dia que se inicia, refletindo não sobre a falta, mas sobre a ausência. A falta é notada, mas a ausência não! Será que às vezes não somos ausentes mesmo estando fisicamente presente? O sentindo da ausência é mais amplo do que o seu sentido literal... Quando estamos presente queremos bem, nos importamos e isso pode ser feito mesmo que os quilômetros separem o físico! Acredite: só não está ausente aquele que cativa o coração dos que cruzam seu caminho! Fico imaginando que muitas vezes agimos assim com Aquele que tem cuidado de nós aqui na terra dos viventes... Nos ausentamos de servir, socorrer, de ser compreensivo, de sorrir e chorar com os que dividem o caminho conosco, deixamos de acolher, reduzimos o significado da Cruz, tornando-nos improdutivo pela falta de amar... Nos ausentamos de forma tão banal que quando percebemos o tempo levou o melhor de nós: A alegria de viver de forma presente usufruindo cada instante! Seja acarinhado por mim com o Amor pelo qual fui cativada.

domingo, 8 de março de 2015


Vamos comemorar? E porque não deveríamos? Vamos comemorar cada conquista, cada caminhada, cada esperança, cada dor, cada partida, cada ausência, cada porto seguro, cada viagem, cada expressão de amor e carinho, cada olhar e um ultimo olhar, cada cheiro, cada toque, cada abraço, cada sorriso, cada lágrima, cada oportunidade, cada sonho, cada crescimento, cada música, cada imagem fotografada pelo coração, cada dia, cada pôr do sol, cada amanhecer, cada lua enfeitando o firmamento na companhia das estrelas, que de tanto brilho iluminam as “sombras” dos caminhantes... Vamos comemorar mesmo que as “areias” dos vendavais dos “desertos” toquem nossa pele, e tudo que nos reste seja cobrir-nos na esperança de que logo a calmaria se fará. Penso que todos os dias é dia para comemorarmos, afinal somos múltiplas em nossa caminhada e em tudo que fazemos desconhecendo a palavra recompensa apesar do que se faça. Da infância a fase adulta; sempre estamos antes do ontem e depois do amanhã. Somos assim: esperamos quando ninguém mais espera! Por quê? Porque somos mulheres! Somos almas livres, porém presas pelo sentimento da responsabilidade por quem está em nosso raio de visão ou até mesmo pelos que estão há quilômetros de distância de nós. Vivemos estendendo as mãos aos que nem ainda se declararam necessitando e doamos antes de ser pedido. Essas somos nós, sem exclusão, diminuição, diferenças, com ou sem hormônios em nossas fases da vida. Somos feito o bambu, envergamos, mas não quebramos, apenas “trincamos” (somos humanas). Porém, ao “trincarmos” nos redescobrimos sendo resilientes e aí tudo se faz novo outra vez e ensinamentos são adquiridos e repassados. Por quê? Porque somos mulheres, mães dos nossos filhos e dos que adotamos pelo caminho. Porque para muitos nos perdemos nas palavras, quando na verdade, nos encontramos nelas distribuindo emoções quase sempre imperceptíveis. A vocês queridas, o meu abraço de hoje é especial, rogando ao Eterno que sempre possamos estar aos pés da Cruz de Cristo, guardadas no Seu amor. Cai uma chuvinha gostosa aqui na Cidade do Sol nessa madrugada de 08 de Março de 2015.