Termino esse dia
refletindo sobre o verbo ressignificar, como uma maneira de continuar a
caminhada de forma feliz e produtiva. Ressignificar é dar um novo significado a
alguma experiência. Ultimamente estou passando por uma das melhores e mais ricas
experiências da minha vida: Ressignificar. Tem valido a pena, tem sido enriquecedora!
Penso que algumas coisas que nos rodeiam, os sentimentos e o que influencia
nossas atitudes e as decisões que tomamos, se resume a um só conceito: Visão! A
forma como vejo as experiências determinará como sairei das mesmas. Na caminhada
da nossa existência somos responsáveis pelas escolhas e decisões dessa
caminhada, e quando conseguimos enxergar com a compreensão de que temos o livre
arbítrio, a autoridade de encontrar a solução nos próprios problemas
enfrentados, entendemos que somos responsáveis pela nossa própria felicidade e
pela a alegria de fazer parte da Criação. Isso é a arte de Ressignificar! E aí
você me pergunta: Você chama de arte? Chamo de arte querido, porque não é
fácil, mas é possível buscar desenvolver a ressignificação sobre quem somos
todos os dias, o que esperamos de nós mesmos e como vamos lidar com nossas
próprias decisões e também com as incompreensões. Tenho procurado enxergar a
vida com seus matizes da forma que desejo vê-la, sabendo que todos os dias não
são iguais e que posso fazê-los serem bons, mesmo quando não são. Não fique
angustiado por causa de seus erros, tire algo bom dos mesmos, só assim você
acertará depois, pois nem sempre somos responsáveis pelo resultado das nossas escolhas,
porém somos capazes de tornar as nossas próximas ações, os meios para não
repetir o que não deu certo, o que nos entristeceu, deixando fissuras em nossas
emoções. Um novo dia começa nesse momento e desejo que sejamos capazes de nos
permitir chorar, sofrer e se arrepender, mas que esse processo de lamentação
seja breve, uma vez que é totalmente desnecessário assistir a vida passar ancorado
em lamentações. Estamos em constante aprendizado, à perfeição nos espera ao
cruzarmos os portões da eternidade! Sinta-se acarinhado por mim daqui de terras
potiguares.
O mundo cristão tem vivido momentos de grandes confusões teológicas e infindáveis discórdias doutrinárias. O homem serve a um Deus maravilhoso que tem prazer em expressar Seu coração e revelar Seus pensamentos! Esses pensamentos jamais contradizem as Escrituras, as quais são úteis para o seu ensino, correção, repreensão e exortação. Aqui vocês encontrarão reflexões do que penso e acredito sobre vários assuntos teológicos que venho estudando ao longo dos anos. Ao meu Deus seja toda a glória!
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quarta-feira, 27 de setembro de 2017
sábado, 29 de julho de 2017
Penso que
saudade só sente quem esteve com alguém ou em algum lugar! Saudade é cheiro,
riso, carta/email/zap, bronca, conselho, ausência física, um olhar, um
derradeiro olhar, um aceno de mão, um beijo, um “caquiado”, um abraço... Sentir
saudade é trazer pra pertinho todo o sentimento que muitas das vezes não é de alegria.
Porém, quero caminhar de forma breve nos caminhos da saudade alegria,
contentamento, gratidão, amor, mas que nunca deixará de ter uma pontadinha de tristeza,
aquela reservada aos mortais como eu e você, pois partida, separação são coisas
que não lidamos muito bem, afinal não estamos ainda em corpo glorificado! A
saudade tem o poder de materialização e isso sempre será lenitivo para os
mortais, acredite nisso! Essa saudade (alguém ou algum lugar) muitas vezes está
a uma batida do coração de distância... Saudade é aproveitar aquele instante do
tempo e aconchegar-se em um abraço. Sei que muitas vezes, é de um instante só
que precisamos nesse tempo, para falar da nossa saudade e de tudo que não
tivemos tempo de dizer. Há dias em que olhamos para o Eterno e dizemos: Me
conceda mais um único instante! Queridos, a saudade é companheira nossa até o
dia que cruzarmos os portões da eternidade para nunca mais nos separarmos! Saudade
é sentir o vento soprar sobre nós fazendo o nosso rosto se iluminar em um
sorriso, para então suspirarmos por alguém ou algum lugar. Receba meu abraço
daqui da linda Cidade do Sol que tanto aquece meu coração, ele é longo,
apertado e sem qualquer pressa de soltar.
sexta-feira, 10 de março de 2017
Foi assim... O sol se punha na foz do rio Potengi e
a lua era testemunha... O vento soprava delicado e eu observava os pescadores,
seus barcos e as dezenas de olhares sobre vocês... Tudo estava perfeito e um
turbilhão de imagens ocupavam minha mente... Qual momento deixei passar? Em que
ocasião você começou caminhar sozinho? A que horas você deitou em sua cama como
criança e ergueu-se um homem? Eu não tive tempo de tanta coisa... Então
caminhei ao seu lado, como a minha promessa materializada! Esse foi o meu
segundo maior momento com você e ainda ouvia minha canção preferida! O sol se
punha na foz do rio Potengi e o sentimento que me invadia era o de gratidão ao
Eterno, pois o seu sonho era meu também! Tomada por uma forte emoção revivi
minha trajetória de vida quando saí das minhas raízes em busca de conhecimento
acreditando que um dia voltaria, e então as margens do “rio que brilha” e nos
variados matizes do verde das minhas matas, imaginei que você cresceria e
constituiria uma família... Não voltei! Você nasceu e cresceu à beira mar, mas
constituiu uma família às margens de um rio, não o “rio que brilha”, mas o
Potengi, o rio que deu origem a linda Cidade do Sol. A medida que o sol se
punha era envolvida por um encantamento e uma alegria reservada somente aos
mortais, como nós, sem contudo deixar de sorver cada palavra vinda do altar,
pois naquele momento entregava o meu “tesouro”, a minha “joia rara”, o meu
“bem”, o “amor da minha vida”, a “minha semente” à também, uma joia rara e
preciosa que encantou meu coração. Desejei que esse momento fosse paralisado,
mas o Eterno permitiu que fosse gravado pela máquina mais sensível, o meu
coração e ainda me surpreendeu com as doces águas das margens do Potengi e a
linda lua que iluminava esse momento, lembrando-me que ainda hoje Ele faz
afagos na alma humana pelo simples prazer de nos ver sorrir! Depois de muitos
meses desse momento, o vento daqui da minha varanda sopra sobre mim como um
abraço dizendo: Eu lhe visitei, mulher. Você é bem aventurada! Queridos, só
quem tem o prazer e alegria de dividir o que tem de melhor, de mais precioso,
consegue somar na caminhada! Já é madrugada e envio-lhes o meu abraço no mais
completo silêncio em que só os nossos corações compreenderão as palavras jamais
proferidas, mas sentidas em nossas almas. E foi assim, as margens do Potengi
que o Mestre da alma humana, prazerosamente afagou a minha alma, conduzindo-me
aos matizes do descanso, fé, esperança, alegria e amor!
sábado, 19 de novembro de 2016
Já é madrugada
na cidade do rio que brilha... O silêncio é ouvido interrompido vez por outra,
pelas batidas de um coração que desliza ao encontro dos lagos e igarapés... No
rio que brilha as braçadas são de esperanças diariamente renovadas pela força
de suas águas. No rio que brilha o acalento chega com os paneiros de pescados,
pois a simplicidade é o que faz a alegria e o contentamento habitarem em completa
harmonia nas ruas por onde passa. Já é madrugada e a saudade conversa com a
partida e fazem uma aliança para a eternidade de sempre se encontrarem, não
importando se na cheia ou vazante, se na foz ou quando suas águas se encontram
sem se misturarem, pois o que conta mesmo é correrem se olhando, respeitando e
amando! Nesse silêncio da despedida, estar distante sempre será a agonia pelo
retorno de novamente andar pelas águas que brilham e encantam... Já é madrugada
e todo minuto é apreciado, eternizado pela lente mais sensível do corpo humano,
o coração. E assim a vida segue afirmando que o tempo é hoje, a felicidade é
agora, a oportunidade é o momento sempre presente, a dor é passado, a perda é
porta para a ressignificação, pois seres de possibilidades acreditam sempre em
renovos. Esse rio é minha rua, é o afago mais esperado pela alma, é o sorriso
largo, é identidade do ser, é açaí, tacacá, cupuaçu, bacuri, vatapá, charutinho
bem fritinho, é farinha, é pimenta de cheiro, maniçoba, é pôr do sol, é lua
cheia, é a Pérola do Tapajós! Sintam-se todos acarinhados por mim daqui das
minhas paragens, a Santarém do meu amor.
sábado, 6 de agosto de 2016
Hoje amanheci
pensando em como o ser humano muitas vezes prefere caminhar nas trevas do egoísta
ao invés de decidir-se trilhar na luz do altruísmo. Não estou me referindo ao altruísmo
como propaganda do bem realizado. Reflito sobre o altruísmo como realização
espontânea de almas desejosas pelo bem de todos, pelo bem comum! Só existe amor
se o sentimento que nos impulsiona em qualquer área dessa nossa vida, for o altruísmo
para com o outro, não importando as diferenças que nos separem. Ao sermos
egoístas nossa alma vai sendo corroída, ela adoece e a esperança deixa-nos e
então enfraquecemos. Convido-lhe a renovar-se através do altruísmo e toda a
ressignificação que há por trás dessa atitude e verdadeiramente vivas.
Acredite, assim como amar é uma decisão volitiva, o altruísmo também! Sabe,
refaça o caminho de sua origem, reavalie suas escolhas, pondere sobre as “verdades”
dos que lhe cercam, seja juiz de suas decisões, não transfira as consequências
e nem impute ao outro o resultado negativo das mesmas. Seja senhor de sua
caminhada, de sua história, como humano que és. Quando nos damos às mãos os
elos se fortalecem e as chances de sobrevivência dos embates diários aumentam.
Cuidado com o egoísmo e seus “detalhezinhos”, eles podem lhe enfraquecer a
visão não lhe deixando ver a singularidade dos que ocupam um espaço insubstituível
em seus planos pessoais e coletivos. Claro que sei que a solidariedade está
rara e a gentileza cada dia mais obsoleta entre nós, mas se houver altruísmos
nossas atitudes serão de sabedoria e encorajadoras para que nossos hábitos egoístas
não sejam aperfeiçoados diariamente. Bom, eu sei que estás querendo saber qual
o lugar do Eterno em tudo isso!? Querido, o Eterno aguarda por nossas decisões
volitivas, atitudes de humanos como eu e você, pois a Ele cabe à atuação no
sobrenatural, afinal nos deu o livre arbítrio! Acredite: a cidadania terrena precede
a cidadania celestial (para os que creem), portanto viva honrosamente sua passagem
por aqui! Que sua alma seja um ecossistema altruísta, afinal ainda não estás em
corpo glorificado! Envolvo você em um abraço bem abraçado daqui da cidade do
sol e ele está repleto de altruísmo por dias melhores!
terça-feira, 26 de julho de 2016
Hoje retorno emergindo dos pensamentos que alimentam a esperança. Retorno de um caminho ladeado pela persistência de sempre olhar para frente. Por vezes olhamos, mas não vemos, esboçamos sorrisos sem significados, apalpamos sem identificar o toque, dormimos um sono que não é reparador e então acreditamos que desistir é a melhor saída do caminho. Acreditar que o tempo sempre está no presente eterniza as memórias não importando as épocas em que aconteceram. Emergir sempre será a atitude mais acertada! Sabe querido, é em meio às labaredas das nossas lutas, dores e solidão que a Força da existência nos fortalece e assim emergimos para continuarmos a labuta de humanos, como eu e você. Parece as vezes que está havendo um “complô” para tornar a caminhada dura, mas aí a esperança levanta a sua bandeira e nos conduz aos vales verdejantes, afinal a Graça emergiu da morte para que eu e você pudéssemos sorrir mesmo que o céu esteja cinzento, mesmo que o “porto” para o nosso descanso esteja distante, mesmo que o “mar” encontre-se bravio, mesmo que os astros empalideçam, mesmo que o diálogo esteja incompreendido e nossas lembranças não caminhem junto com a memória de vida, mesmo que os papeis por vezes se confundam, mesmo... Convido-lhe a emergir diariamente, não importando quantas vezes forem necessários, pois a ressisgnificação sempre estará pronta a andar de mãos dadas conosco. Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares.
domingo, 27 de março de 2016
Então Ele chegou, um amor tão lindo e
livre pra mim... tão lindo em todos os sentidos. Um Amor que não posso deixar
escapar. Então me apaixonei por toda a minha existência! Não há um dia em que
não sinta Seu olhar e o carinho quando me envolves em Seus braços. Como sol de
verão e a brisa das noites enluaradas, é assim que me sinto quando me tocas: me
sinto em Paz! Você é o meu Amor de todos os momentos, de todos os caminhos, de
todas as minhas dores, dos meus melhores sorrisos, das minhas noites de
reflexão, das minhas madrugadas de arrependimentos... Você é o meu amor dos recomeços, das
misericórdias, da compreensão ao outro e de mim mesma, do perdão, mesmo quando
é difícil se colocar no lugar do outro. Você é o bálsamo das minhas dores e das
feridas que teimam em sangrar. Você é o meu conforto diante de minhas perdas,
partidas e chegadas, dos “pedaços” que fui deixando ao longo desse caminhar.
Você é o meu melhor sorriso, o meu melhor desejo, o meu melhor dormir, a minha
única Esperança na rota dessa caminhada humana! Você é o meu rio perene,
igarapé de suspiros felizes, meu primeiro e último pensamento... Foi na
eternidade que começou esse sentimento que não maltrata, não julga, não exige, é
livre! Um Amor tão lindo assim não posso deixar escapar pra longe... És meu
maior encanto que faz meu corpo vibrar quando sempre estamos juntos. Você é minha
Páscoa! Você é o meu sim ao amor e à vida, é o investimento fraterno que jamais
posso abandonar, afinal És um Amor tão lindo e livre assim, que não posso
jamais deixar escapar, pois seria o mesmo que viver sem vida...seria a morte e
esse Amor já vivenciou literalmente, o morrer pra estar comigo! Abraço todos
daqui da linda Cidade do Sol nesse domingo de Páscoa, sem qualquer pressa de
soltá-los com beijos bem dados e estalados, com “sabor” de sua preferência e
cheiro de colônia que exale o aroma de lavanda!
sábado, 27 de fevereiro de 2016
E então voltei.... Só volta aquele que um dia esteve em algum lugar! Só volta aquele que a saudade se deixou ser fotografada pela máquina mais precisa, o coração humano. Voltar é considerar uma nova oportunidade, mesmo que furtiva de estar naquele momento sonhado. Voltar é se deparar com paragens adormecidas... Adormecidas como forma de eternizá-las para o próximo instante, como se a caminhada tivesse sido congelada para então ser retomada em algum trecho. Voltar sempre será a surpresa de uma alma em desenvolvimento, em aprendizado. Voltar não deve ser entendido como sofrimento, mas como a forma mais simples de trilhar o caminho da resiliência, reservada aos mortais, como eu e você. Voltar não é dor, não é desespero, não é angústia. Voltar é estar diante de possibilidades! Às vezes precisamos de algumas “voltas” para entender que nunca partimos, apenas nos ausentamos. Assim voltei sem nunca ter partido, apenas me ausentado! Quantas vezes partimos achando que tudo será resolvido, esquecido, mudado... ledo engano! Nessa tarde aqui em terras potiguares e com um ventinho gostoso soprando aqui da minha varanda, lhe estimulo a voltar sempre que se fizer necessário, para que sua vida não seja companheira de “lacunas”! “Lacunas”, acredito que são oportunidades desperdiçadas ao longo de nossa existência, são orgulhos manifestados, dores estimuladas e cultivadas, e tudo que dificulta o crescimento humano. “Lacunas” necessitam serem preenchidas para evitar que a alma adoeça tornando a minha e a sua vida, um deserto de queixumes e dores. Pois é, eu sei o quanto “voltar” é difícil, mas esse é o caminho que nos leva aos pés da Cruz! Então voltei....
sábado, 16 de janeiro de 2016
Como não se surpreender ao ser
surpreendido? Em muitos momentos olhamos surpresos para o futuro que se
descortina a nossa frente, da mesma forma que somos surpreendidos pela coragem
de enfrentar nossos temores, ressignificando o passado de uma caminhada. Penso
que surpreender não significa fazer melhor que os outros, mas acima, superior daquilo
que eu e você, acreditávamos ser o nosso limite! Surpreender eleva os
batimentos cardíacos, deixa a boca seca, as mãos trêmulas... Surpreender é
música que acalenta o momento do “nem sei o que dizer”, é olhar sem acreditar
no que se está ou estará vivendo, é suar frio e rir desconcertantemente, é andar
de um lado para o outro, quando na verdade a vontade é correr alegremente...
Surpreender é viagem benéfica para a emoção humana, é porto seguro para
momentos de insegurança, quando o outro imagina está remando sozinho. Surpreender
é está entre a promessa de algo e o milagre da sua realização! Nessa noite
abafada aqui na linda Natal, lhe convido a se deixar ser surpreendido e
usufruir das deliciosas experiências de viver o impossível de acontecer, mas
que lhe surpreendeu numa medida inexplicável... Fico imaginando quando Jesus surpreendeu Pedro
com seu terno olhar, após ele o haver negado! Portanto, se permita ser surpreendido
e então descobrirás que promessa e milagre percorrem a mesma estrada com o
objetivo de alegrar nossa existência! Receba meu abraço em total surpresa, sem
qualquer pressa de soltá-lo
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Li uma carta hoje que assim terminava: “Um
beijo bem beijado e um abraço bem apertado”. Ainda estou refletindo sobre os
vários significados e a importância de enfatizar dizendo “bem beijado, apertado”.
Foi célere a passagem desse ano e com ele caminhei sem talvez ter parado para observar
os “beijos bem beijados e abraços bem apertados” que se apresentaram nessa
caminhada. Falo dos momentos de carinho, da mão estendida, da compreensão, do
afeto, do companheirismo, da atitude de perdão, do sorriso no momento preciso e
do choro necessário. Falo do olhar acolhedor mesmo diante da repreensão, falo
das palavras e seus sentidos (obrigado, desculpa, com licença...). Falo de
viagens efetivas e daquelas que fazemos através dos sonhos e imaginações, como
único objetivo de preservar a alegria e a saúde psíquica. Falo de mim e de você
que por vezes ignoramos a simplicidade dos gestos por estarmos apressados no
viver! Falo de noites que desperdiçamos com a mágoa que bate a nossa porta,
como “se”, se tivéssemos feito, dado, ido, então teria sido diferente a jornada.
Falo de abraços apertados sem pressa de soltar naqueles que nos são queridos, e
nos que necessitam serem abraçados de igual modo, para que o carinho oferecido apazigue
suas dores. Falo da apreciação do ócio e o quanto ele faz bem a alma dos
viventes humanos, como nós. Corri tanto esse ano... Houve momentos de muito cansaço, alguns
percalços, noites longas, choro preso na garganta, viagens que deixei de fazer.
Houve perdas, saudades, palpitações, somatizações em um corpo que só se manteve
de pé porque não perdeu a visão da Cruz, a Graça do Evangelho de Cristo e o
abrigo das promessas do Eterno! “Um beijo bem beijado e um abraço bem apertado”
é tudo que espero e desejo para o ano de 2016, acrescentando que tudo seja sem
pressa de soltar, para mim e você! Que possamos caminhar de mãos dadas por todo
o 2016, sem perder o brilho do olhar da cumplicidade, a fragrância do
equilíbrio, a doçura da compreensão, a beleza do amar, afinal tudo isso e muito
mais fazemos “apesar de”, fazemos, pois entendemos que viver é uma viagem de
compartilhamentos até os portões da eternidade, para então sozinhos com os
nossos feitos, nos apresentarmos diante do Eterno que conhece verdadeiramente, a
intenção dos nossos corações.
Os: “Um beijo bem beijado e um abraço
bem apertado”, trecho final da carta de Castelo Branco à sua esposa.
domingo, 22 de novembro de 2015
Rompendo o silêncio dessa madrugada, a
moça sentada na fileira da frente, disse: Você não escolheu! Você não escolheu
e aí colocou na mão do outro o nosso destino! Aprender as lições importantes da
vida requer que o medo seja confrontado para então ser superado, só assim
seguiremos em frente sem olhar para trás, tendo a convicção de que o amanhã
pode e será melhor que o hoje, o aqui e agora. Comecei a refletir sobre o que
ouvira e percebi que com o tempo nos damos conta de que as experiências vividas
com os que passam por essa nossa vida, jamais se repetirão, por mais que se
tente reproduzi-las, jamais acontecerão da mesma forma. Sabe qual a razão,
querido? Simples, estamos diariamente em processo de evolução, de crescimento!
Porém, podemos eternizar momentos... Eterno é tudo que dura uma fração de
segundo, um átimo de tempo, com tanta intensidade, que chega a petrificar, e
assim, jamais força alguma o resgata. Quero dizer o quê? Você pode escolher
eternizar ou não momentos, tentativas, escolhas, pois tudo é aprendizado.
Porém, não deixe suas escolhas nas mãos de outros, pois só você saberá como
vivenciá-las, eternizando-as. Só você sabe o valor que representam! Nessa tarde
abafada aqui na Cidade do Sol, compreendo que o melhor da escolha não está no
futuro, mas sim no instante em que se vivencia o momento. Eu escolhi, eu
aprendi, assim eternizei cada átimo de tempo, afinal, tenho mais uma história
pra compartilhar!
Pode ser que ao desconfiarmos de alguém haja razão para tal, mas nem toda desconfiança possui razões suficientes para se manter. Logo, quando o coração pulsa em total equilíbrio o resultado sempre será uma consciência pacificadora. Penso que o equilíbrio mora na sabedoria de confiar! Como uma “caixinha de surpresas”, a vida as vezes pode nos trazer surpresas alegres, dolorosas, proveitosas ou intrigantes. A vida pode até interromper planos! Mas, acredite que tudo é produtivo,... serve como crescimento, afinal ela produz uma reação em nós mesmos e no outro, nos conduzindo à reflexão. Ao desconfiarmos perdemos oportunidades por termos priorizado um “pé atrás” ao invés de um “passo à frente”. Ao desconfiarmos abrimos mão de vivenciar a realidade que se descortina a nossa frente, na tentativa de controlar o futuro. A desconfiança faz sofrer! Confiar é um favor que fazemos à nós mesmos e não ao outro, pois é um estado de sossego e paz daquele que deixou o futuro para quando chegar. Ao desconfiarmos diminuímos a capacidade de estar presentes, afinal a realidade é o que percebemos no momento atual, e o que vemos? Desconfianças! Penso que confiança seja saber que somos humanos, limitados, que não temos poder de adivinhar quando os revezes se levantarão. Porém, podemos fazer dessa a nossa única saída e viver intensamente a realidade que se apresenta, seja a boa ou ruim. Abraço você daqui de terras potiguares, tendo consciência de que a vida sempre dá um jeitinho de nos fazer aprender com as desconfianças de humanos, como eu e você, afinal, ainda não estamos em corpos glorificados! Viva hoje, viva agora, Carpe Diem!
sábado, 8 de agosto de 2015
“ Ser pai... é
muito mais do que cumprir um papel dentro da família e da sociedade, é assumir
a paternidade com amor e responsabilidade”. Essa é a definição de muitos! Porém,
hoje quero lhe convidar, como filho, a olhar seu pai também, como humano. Como
humano, muitas vezes o pai renuncia sonhos para que seus filhos não sofram por
sua ausência... Como humano, quase sempre está onde não gostaria, fazendo o não
desejado... Como humano, chora em segredo suas dores, que nem sempre sabemos
que tem... Como humano, tem seus dias de fuga ao passado, fazendo disso uma
saudade que gosta de ter como um combustível para a caminhada no agora... Como
humano, gostaria de ficar em silêncio, mas nem sempre isso é possível... Como humano,
quase sempre se distancia dos prazeres de humanos que possam vir a manchar sua
imagem, diante de nós, seus filhos... Como humano, sonha ter em seus filhos a
parceria na caminhada, o sorriso compreensivo, o ombro amigo e a mão estendida...
Como humano, nem sempre se resigna com o rumo que sua vida toma, o que dependendo
da nossa idade, compreendemos ou não suas decisões... Infelizmente, só com a
maturidade e a experiência do viver, descobrimos o quanto humano foi e é o
nosso “super-herói”! Que possamos compreender as palavras não ditas, os abraços
não dados, as lágrimas não vertidas, os passeios que não fizemos juntos, os olhares
que não cruzamos ao longo de nossa existência, os bilhetes não escritos, as
cartas não lidas, os presentes não trocados, os boletins do colégio que não
foram assinados... Que suas ausências, partidas e chegadas possam ser
valorizadas nos minutos de nossa permanência por aqui... Sabe querido, um dia
esse pai que é humano partirá, pela lei natural da vida, primeiro que você,
então cobre menos e ame mais, troque a hostilidade pela doçura do tratar e
acredite: Você é tão humano quanto seu pai!
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Como podemos nos ver por trás do rancor?
Foi tudo o que ouvi do outro lado da linha. Pessoalmente não acredito que
possamos ver a nós mesmos, por trás do rancor, afinal estamos envolvidos diretamente
por sentimentos diversos, o que nos impede de termos uma visão equilibrada do
que estamos vivendo e de que forma estamos vivendo. O rancor só faz mal a nós
mesmos! O rancor é o combustível que adoece e aprisiona a alma de humanos, como
eu e você. Vivenciar a dor de uma decepção ou de quaisquer outros sentimentos é
aceitável, afinal é assim que se cresce. Porém, alimentar essa dor não é
salutar para o espírito, corpo e alma. Querido, não se torne prisioneiro desse
sentimento amargo! A despeito da dor que tenhas sofrido no passado ou estejas
sofrendo, saiba que não estás sozinho, pois o Eterno lhe ampara a cada lágrima...
O rancor embota sua visão de todo o resto de bom que tem lhe acontecido e
acabas perdendo de usufruir das belezas de se estar vivo! Como podemos nos ver
por trás do rancor? Que possamos nos ver como humanos que ainda não estão em
corpos glorificados, sendo resilientes e ressignificando nossos momentos de
sentimentos que nos afligem e entristecem, causando muitas vezes uma dor tão
grande que morremos em vida. Já é madrugada aqui na Cidade do Sol, receba o meu
carinho em um abraço bem apertado!
segunda-feira, 27 de julho de 2015
“Em busca do pão, achei a poesia!”. O
que será que o autor dessa frase quis dizer? O lado humano do SER sempre está
em busca de algo ou de alguma coisa. São muitas as necessidades e exigências à
existência humana, que acabamos nos perdendo no caminho das suas ilusões. Viver
é algo simples, o difícil é saber manter-se vivo! Vai ver esse é um dos muitos
significados da frase acima: Manter-se vivo! Que tenhamos o cuidado de não
cairmos nas armadilhas da nossa existência, valorizando por demais, a busca do
TER, nos tornando prisioneiros do SER! Sabe querido, penso que encontrar a
“poesia” é não negar todas as nossas necessidades, mas compreender que a
plenitude da “poesia” só é possível quando nos conectamos com o Eterno e toda a
sua criação. Afinal, tudo que Ele fez, é muito bom (Gn 1.31)... A vida humana
necessita não só de “buscas”, mas de “descobertas” e de “poesias”, para então
poder usufruir da felicidade reservada às criaturas nesse lindo planeta azul...
Receba o meu abraço daqui da linda Natal, onde a chuva cai fininha
gostosamente.
Já em terras potiguares e refletindo
sobre “Ser mais precioso que o ouro puro, raro e fino de Ofir” (Is 13.12)! Sem
entrar em questões teológico-exegéticas, mas contextualizando tais palavras do
livro do profeta Isaías no tempo presente, em que o “Possuir” passou a ser
sinônimo de riqueza, convido você a caminhar ao meu lado tentando compreender “as
falas” do meu coração... Muitos têm baseado suas vidas em posses, não que seja
errado “Possuir”, o mais importante é não nos deixarmos ser possuídos, e isso requer
um exercício diário de vigilância de atitudes, sentimentos, aquisições e tudo que
afague a alma humana negativamente. A chuva cai fininha aqui na Cidade do Sol e
fico imaginando que “Ser mais precioso que o ouro puro, raro e fino de Ofir”, fala
das atitudes e formas que se enfrenta os momentos de glórias, sem perder a
essência pura, rara e refinada daqueles que não se deixam corromper pela
fugacidade da vida. Querido, a fragilidade é inerente aos humanos, como eu e
você! “Ser mais precioso que o ouro puro, raro e fino de Ofir” é entender do
exercício de perdão, misericórdia, respeito, gratidão, reverência, cidadania, amor....
Sabe, ao cruzarmos os portões da eternidade, na bagagem que nos acompanhará,
não constarão as “posses”, mas as atitudes que fizeram toda a diferença na
caminhada dessa nossa vida terrena. Portanto, repense o “Possuir” que tanto tem
feito parte de sua jornada, como se fosse um troféu e volte pra essência do
viver! A chuva continua caindo fininha por aqui, receba meu abraço acreditando que
usufruímos das “falas” do meu coração, mutuamente.
domingo, 24 de maio de 2015
Manter-se no “eixo” e não agir de forma reativa ao que acontece à nossa volta, nos dias de hoje, torna-se um desafio cada vez mais frequente. Quando algo nos desagrada, reagimos a aquilo que não vem ao encontro das nossas expectativas. É necessário identificar nosso “eixo”, o centro de equilíbrio que nos permite estar no controle da situação com foco no resultado que queremos conquistar. É fácil? Não, mas se não nos dispusermos a tentar, jamais conseguiremos. Essa é uma decisão pessoal e intransferível, pois temos livre arbítrio! Fico pensando: em qual “eixo” temos colocado nossa confiança, nosso equilíbrio? Sabe querido, não há ser humano que não sinta diversas emoções ao longo do dia. É uma "mistura" de sentimentos tão distintos quanto alegria e tristeza, medo e raiva... são sentimentos desencadeados por diferentes motivos. A diferença é que há eventos que são esquecidos rapidamente, enquanto outros ficam guardados no subconsciente humano. Ainda quero acrescentar que existem também as preocupações particulares que podem contribuir para elevar o descontentamento e frustração em nossa vida. Segurar esses sentimentos pode trazer um inconveniente: o desabafo no momento inoportuno! Sei que isso já deve ter acontecido com você também, afinal somos humanos! Quase sempre, nosso problema é que tendemos a ir de um extremo a outro. Às vezes tentamos não ter emoção nenhuma, ou permitimos todas as emoções que sentimos aflorarem, quer seja certo fazer ou não. É como se tivéssemos emoção de mais ou de menos. Porém, em tudo isso, o que realmente é necessário é termos o equilíbrio, a capacidade de demonstrar as emoções quando elas são positivas e úteis, e de controlá-las quando são negativas e destrutivas. Entenda, não há nada errado com as emoções, o importante é mantê-las sob controle! Como? Acima de tudo querendo mantê-las sob controle, buscando conhecimento e principalmente convidando o Eterno para essa busca. Porém, não cultive aqueles sentimentos que adoecem a alma e o espírito humano! Como cristãos, não devemos nos livrar de determinados sentimentos, nem precisamos nos sentir culpados por senti-los; em vez disso, devemos aprender a expressá-los da maneira adequada, da forma correta, pois isso produzirá cura! Somos humanos queridos e estamos sujeitos aos mesmos sentimentos e reações emocionais da nossa existência. Não espiritualize tudo que lhe acontece! O mais importante em relação às emoções não é sentir algumas e outras não, mas sim, a maneira como lidamos com elas... essa é a minha batalha diária! Seja acarinhado por mim daqui de terras potiguares.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Às vezes estamos tão assoberbados com as
lutas da nossa existência, que não conseguimos visualizar ou sentir o que está
acontecendo a nossa volta. É tanto ativismo que momentos simples deixaram de
fazer parte da nossa vida, pois eles “são simples demais para o momento que
estamos vivendo”, esse é o nosso pensamento, muitas das vezes... De quais
momentos estou falando? Falo dos momentos de estar com os amigos relembrando
“causos”, da solidariedade, do ócio, da visita aos familiares, da tapioquinha
com café... falo de coisas simples que alegram a nossa alma e aquecem o nosso
coração, contribuindo para a saúde emocional e psíquica, de humanos como eu e
você! Mas estamos impossibilitados de ver, de buscar um socorro, de ouvir os
gritos da alma avisando que caminhamos a passos largos para a clausura.
Acredite: o homem não foi feito pra estar só. A vida é pra ser compartilhada!
Você deve está pensando: como vou fazer pra mudar tudo isso? Sabe, às vezes
precisamos fazer como Zaqueu e subir em uma “árvore” (Lc 19.1-10). Querido, por
vezes os embates da existência humana são tão grandes que nos sentimos bem
pequenos, sem forças para mudanças. Então subir na “árvore” é a saída, pois
poderemos olhar tudo de cima ordenando cada passo sem nos distanciarmos de
nossa essência, dos nossos valores, das coisas simples que alimentam nosso ser,
e acima de tudo, resgatar a nossa esperança que um dia foi esquecida em um
canto qualquer. Nessa madrugada quente de maio/2015, aqui da Cidade do Sol, lhe
convido à subir na “árvore” (a árvore é sua!), na certeza de que serás
surpreendido com quem estará embaixo lhe esperando pra caminhar ao seu lado,
afinal Ele ainda está conosco! Nada está perdido, pode ser reescrito,
ressignificado.... Abraço a todos
carinhosamente daqui de terras potiguares!
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Hoje uma mulher me falou:
Tenho pressa! Estamos todos apostando corrida pra ver quem chega mais rápido.
Onde mesmo? Por que será que essa nossa geração resolveu viver dia após dia em
constante guerra com o tempo? Por que resolvemos “apressar o rio”? Sabe
querido, tenho aprendido que não precisamos de mais tempo, como muitos pensam,
precisamos sim é aprender a viver no tempo, no aqui e agora, retirando tudo de
positivo para a caminhada. Preste atenção: os que correm na frente do tempo são
os compulsivos e os que fazem de suas vidas uma correria, são os ansiosos! Seja
inteligente, não perca o melhor de cada dia, de cada momento, de cada curso do
“rio”, nada será repetido, mesmo que os personagens sejam os mesmos. Enquanto
escrevo, recordo-me do episódio da mulher do vaso de alabastro que em meio à
adversidade, esperou o momento oportuno e lançou-se aos pés do Mestre
literalmente (Lc 7.37). Ela seguiu o curso do “rio” nadando ao encontro do
“Porto Seguro”. O tempo não necessita de “uma mãozinha”, ele oferece a
oportunidade no instante preciso. Ao homem cabe está atento e responder:
Presente! Já é madrugada aqui em terras potiguares, que possamos fazer as pazes
com o Chronos (tempo humano) e então sermos encontrados pelo Kyrios, o Senhor
de todas as coisas, o Senhor do tempo e aí experimentar da alegria de viver
humanamente, pois há alegrias no viver do homem nessa nossa terra! Não apresse
o “rio”....
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Faz dias que penso sobre passividade e
desesperança. A passividade é acreditar que tudo o que está posto é como deveria ser e
nada pode ser feito para alterar. A desesperança é a ausência ou falta de
esperança; descrença ou desilusão. Tenho observado as guerras travadas no mundo
real e particular de cada um de nós, tornando a convivência e o usufruto do
melhor para todos os moradores desse lindo planeta azul. Em alguns casos me pergunto se vivemos momentos
de passividade ou descrença!? Tem me incomodado a forma que a história vem se
repetindo, com a matança de pessoas em nome de Deus e a destruição de
patrimônios culturais. É impressão minha ou as atrocidades cometidas contra o
povo judeu no passado de nada serviram como exemplo pra não ser seguido? Muitos
de nós vivemos passivamente os dias aqui nessa nossa terra, acreditando que se
há “escuridão” quem somos nós para acendermos a “luz” que facilitará a
caminhada de muitos!? A passividade caminha ao lado da desesperança e ambas
envenenam a alma humana, aniquilam a esperança, acorrentam os sonhos, fraturam
nossos sentimentos e acabam sepultando a expressão mais linda de amor entre os
mortais: a existência humana! Pensar diferente é falta de amor. Você pode está
dizendo que tudo de ruim que vem acontecendo é culpa do próprio homem, porém você
já ouviu falar em misericórdia, compaixão, cidadania, respeito, ética, ressignificação,
como atitudes de humanos, como eu e você? Sabe querido, o que torna a
convivência humana difícil muitas vezes é a falta de entendimento nas práticas
dos nossos irmãos, considerando o nosso ponto de vista o único caminho seguro. Se
você não puder amenizar as perdas, dores e tristezas do seu irmão não o conduza
à estrada da passividade e ao porto da desesperança. Seja a luz a iluminar a brevidade
que é o viver de todos nós. Abraço a todos daqui da Cidade do Sol, acreditando
que o Espírito ainda está conosco, portanto tudo é possível entre os mortais!
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